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Um mesmo tema em um só lugar: o texto oficial, o vídeo, o que aconteceu no X, como cada veículo contou e o discurso completo.
Discurso completo · Institucional
Casa Rosada22 min de leitura

Estimativa de IA · confiança 90%
Enquadramento predominante
Libertário 90%
Direita · estimado por IA · confiança 90%
A estimativa vem da análise do texto da notícia: quais fontes cita, quais fatos destaca e que linguagem usa.
Um modelo de IA lê a notícia e estima quanto do enquadramento se inclina à esquerda, ao centro ou a uma visão libertária. As três porcentagens somam 100.
Esta é uma estimativa gerada por IA, não um julgamento objetivo.
Gerado em · 1 min de leitura
Os resumos de IA podem conter erros.
Milei utiliza uma linguagem forte contra a ideologia woke e defende a importância dos princípios liberais, sugerindo uma clara postura de direita. Além disso, menciona alianças com figuras políticas de tendências de direita, reforçando essa estrutura.
Citados do texto original em espanhol.

Institucional · Casa Rosada

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Fonte: Casa Rosada (CC BY 2.5 AR). Tradução realizada pela MileiHoy
Discurso do Presidente da Nação, Javier Milei, do Fórum de Davos, Suíça
Bom dia a todos. Quanto mudou em tão pouco tempo. Há um ano, eu me coloquei aqui na frente de vocês sozinho e disse algumas verdades sobre o estado do mundo ocidental que foram recebidas com certa surpresa e estupor por boa parte do establishment político, econômico e midiático do Ocidente. E devo reconhecer que, em algum sentido, compreendo. Um presidente de um país que, produto do fracasso econômico sistemático por mais de 100 anos, produto de ter tomado posturas pusilânimes nos grandes conflitos globais, e produto de ter se fechado ao comércio, havia perdido praticamente toda relevância internacional com o passar dos anos. Um presidente desse país se coloca neste estrado e diz ao mundo inteiro que estão equivocados, que estão caminhando para o fracasso, que o Ocidente se desviou e que deve ser reencaminhado.
Um presidente desse país, Argentina, que não era político, que não tinha apoio legislativo, que não tinha apoio de governadores nem de empresários nem de grupos midiáticos. Neste discurso, aqui, parado diante de vocês, eu disse que era o começo de uma nova Argentina, que a Argentina esteve infectada de socialismo por tempo demais e que conosco voltaria a abraçar as ideias da liberdade; um modelo que nós resumimos na defesa da vida, da liberdade e da propriedade privada.
E também lhes disse que, em algum sentido, a Argentina era o fantasma do Natal futuro do Ocidente porque já havíamos vivido tudo o que vocês estavam vivendo e já sabíamos como terminava. Um ano depois, devo dizer que já não me sinto tão sozinho, não me sinto tão sozinho porque o mundo abraçou a Argentina. A Argentina se tornou um exemplo mundial de responsabilidade fiscal, de compromisso com nossas obrigações, de como acabar com o problema da inflação e também de uma nova forma de fazer política, que consiste em dizer a verdade às pessoas de cara e confiar que as pessoas entenderão.
Tampouco me sinto sozinho porque ao longo deste ano consegui encontrar companheiros nesta luta pelas ideias da liberdade em todos os cantos do planeta. Desde o maravilhoso Elon Musk até a feroz dama italiana, minha querida amiga, Giorgia Meloni; desde Bukele em El Salvador até Viktor Orbán na Hungria; de Benjamín Netanyahu em Israel a Donald Trump nos Estados Unidos. Lentamente, tem se formado uma aliança internacional de todas aquelas nações que queremos ser livres e que acreditam nas ideias da liberdade.
E lentamente, o que parecia uma hegemonia absoluta a nível global da esquerda woke na política, nas instituições educacionais, nos meios de comunicação, em organismos supranacionais ou em fóruns como Davos, tem se fragmentado e começa a se vislumbrar uma esperança para as ideias da liberdade.
Hoje venho aqui para dizer que nossa batalha não está ganha, que embora a esperança tenha renascido, é nosso dever moral e nossa responsabilidade histórica desmantelar o edifício ideológico do wokismo doentio. Até que não tenhamos conseguido reconstruir nossa catedral histórica, até que não consigamos que a maioria dos países do Ocidente volte a abraçar as ideias da liberdade, até que nossas ideias não sejam a moeda comum dos corredores de eventos como este, não poderemos baixar os braços porque, devo dizer, fóruns como este têm sido protagonistas e promotores da agenda sinistra do wokismo que tanto dano está fazendo ao Ocidente. Se queremos mudar, se realmente queremos defender os direitos dos cidadãos, primeiro temos que começar por dizer a verdade.
E a verdade é que há algo profundamente equivocado nas ideias que têm sido promovidas desde fóruns como este. Eu gostaria de tomar alguns minutos, a partir deste dia, para discutir algumas delas. Hoje poucas pessoas negam que sopram ventos de mudança no Ocidente. Existem aqueles que resistem à mudança, existem aqueles que a aceitam relutantemente, mas a aceitam no fim, existem os novos conversos que aparecem quando a veem como inevitável e, por último, estamos aqueles que lutamos toda uma vida por sua chegada.
Cada um de vocês saberá em que grupo se reconhece, certamente há um pouco de cada um neste auditório, mas todos reconhecerão, seguramente, que o tempo de mudança está batendo à porta. Os momentos de mudança histórica têm uma peculiaridade: são tempos onde as fórmulas que estiveram vigentes por décadas se esgotam, as maneiras consideradas únicas de fazer as coisas deixam de fazer sentido e o que para muitos eram verdades inquestionáveis são, finalmente, colocadas em dúvida. São momentos onde as regras são reescritas e por isso são tempos que recompensam aqueles que têm a coragem de assumir riscos.
Mas boa parte do mundo livre ainda prefere o conforto do conhecido, mesmo que seja o caminho errado, e insiste em aplicar as receitas do fracasso. E o grande bigorna que aparece como denominador comum nos países e instituições que estão fracassando é o vírus mental da ideologia woke. Esta é a grande epidemia da nossa época que deve ser curada, é o câncer que deve ser extirpado.
Esta ideologia tem colonizado as instituições mais importantes do mundo, desde os partidos e Estados dos países livres do Ocidente, até as organizações de governança global, passando por instituições não governamentais, universidades e meios de comunicação, como também tem marcado o curso da conversa global nas últimas décadas. Até que não removamos esta ideologia aberrante de nossa cultura, nossas instituições e nossas leis, a civilização ocidental e até mesmo a espécie humana não conseguirá retornar ao caminho do progresso que demanda nosso espírito pioneiro.
É imprescindível romper estas cadeias ideológicas se quisermos dar um passo para uma nova era dourada. Por isso, hoje quero dedicar alguns minutos a destruir essas cadeias, mas primeiro vamos falar sobre aquilo pelo que estamos lutando. O Ocidente representa o pico da espécie humana, a terra fértil de sua herança grecorromana e seus valores judeocristãos plantaram as sementes de algo inédito na história. Após se impor de maneira definitiva sobre o absolutismo, o liberalismo inaugurou uma nova era na existência humana. Dentro desse novo marco moral e filosófico que colocava a liberdade individual acima do capricho do tirano, o Ocidente pôde dar rédea solta à capacidade criativa do homem, dando início a um processo de geração de riqueza nunca antes visto.
Os dados falam por si só, até o ano 1800 o PIB per capita do mundo se manteve praticamente constante. No entanto, a partir do século XIX e graças à Revolução Industrial, o PIB per capita se multiplicou por 20; tirando da pobreza 90% da população mundial, mesmo quando a população se multiplicou por oito vezes. Isso só foi possível graças a uma convergência de valores fundamentais, o respeito à vida, à liberdade e à propriedade que tornaram o comércio livre, a liberdade de expressão, a liberdade religiosa e o restante dos pilares da civilização ocidental.
Somado a isso, nosso espírito fáustico, inventivo, explorador, pioneiro, que sempre está testando os limites do possível. Espírito pioneiro que hoje é representado entre outros por meu querido amigo Elon Musk, que injustamente foi vilipendiado pelo wokismo, nas últimas horas, por um gesto inocente que só significa seu entusiasmo e gratidão com as pessoas. Em resumo, inventamos o capitalismo com base em poupança, investimento, trabalho, reinvestimento. Conseguimos que cada trabalhador pudesse multiplicar por 10, por 100 ou porque não até por 1000 sua produtividade, vencendo assim a armadilha malthusiana. No entanto, em algum momento do século XX, perdemos o rumo e os princípios liberais que nos haviam tornado livres e prósperos foram traídos.
Uma nova classe política, amparada por ideologias de viés coletivista, e aproveitando momentos de crise, viu uma oportunidade perfeita para acumular poder. Toda a riqueza criada pelo capitalismo até aquele momento e no futuro seria redistribuída sob algum esquema de planejamento centralizado, onde o pontapé inicial foi um processo cujas nefastas consequências estamos padecendo hoje mesmo. Impulsionando uma agenda socialista, mas insidiosamente operando dentro do paradigma liberal, esta nova classe política distorceu os valores do liberalismo.
Assim, substituíram liberdade por libertação, utilizando o poder coercitivo do Estado para distribuir a riqueza criada pelo capitalismo. Sua justificativa foi a sinistra, injusta e aberrante ideia de justiça social, complementada por entraves teóricos marxistas cujo fim era libertar o indivíduo de suas necessidades. E no fundo deste novo esquema de valores, a premissa fundamental da igualdade perante a lei não é suficiente, uma vez que existem injustiças de bases ocultas que devem ser retificadas, o que representa uma mina de ouro para burocratas com aspirações de onipotência.
É nisso que consiste fundamentalmente o wokismo, é o resultado da inversão dos valores ocidentais, cada um dos pilares da nossa civilização foi trocado por uma versão distorcida de si mesmo através da introdução de diversos mecanismos de sua versão cultural. Dos direitos negativos à vida, à liberdade e à propriedade, passamos a uma quantidade artificialmente infinita de direitos positivos. Primeiro foi a educação, depois a habitação e, a partir daí, coisas irrisórias como o acesso à Internet, a transmissão de futebol, o teatro, os tratamentos estéticos e um sem-fim mais de desejos que se transformaram em direitos humanos fundamentais, direitos que, por suposto, alguém tem que pagar.
E que só podem ser garantidos mediante a expansão infinita do aberrante Estado. Em outras palavras, do conceito de liberdade como proteção fundamental do indivíduo frente à intervenção do tirano, passamos ao conceito de libertação mediante a intervenção do Estado. Sobre essa base foi construído o wokismo, um regime de pensamento único, sustentado por diversas instituições cujo propósito é penalizar o dissenso, feminismo, diversidade, inclusão, equidade, imigração, aborto, ecologismo, ideologia de gênero, entre outros, são cabeças de uma mesma criatura cujo fim é justificar o avanço do Estado mediante a apropriação e distorção de causas nobres.
Vamos ver algumas. O feminismo radical é uma distorção do conceito de igualdade e ainda em sua versão mais benévola é redundante, uma vez que a igualdade perante a lei já existe no Ocidente. Tudo o que resta é a busca por privilégios, que é o que o feminismo radical realmente pretende, colocando metade da população contra a outra quando deveriam estar do mesmo lado. Chegamos, inclusive, ao ponto de normalizar que muitos países supostamente civilizados, se alguém mata a mulher, chama-se feminicídio, e isso acarreta uma pena mais grave do que se alguém mata um homem apenas por conta do sexo da vítima.
Legalizando, de fato, que a vida de uma mulher vale mais do que a de um homem, brandindo a bandeira da diferença salarial de gênero, mas quando se analisa os dados é evidente que não há desigualdade para uma mesma tarefa, mas que a maioria dos homens tende a seguir profissões melhor pagas do que a maioria das mulheres. No entanto, não se queixam de que a maioria dos presos são homens, nem que a maioria dos encanadores são homens, nem que a maioria das vítimas de roubo ou assassinato são homens e muito menos que a maioria das pessoas que morreram em guerras.
Mas se alguém levanta essas questões, seja da mídia ou até mesmo deste fórum, somos rotulados de misóginos apenas por defender um princípio elemental da democracia moderna e do Estado de direito, que é a igualdade perante a lei e os dados. O wokismo, além disso, se manifesta no sinistro ecologismo radical e na bandeira da mudança climática. Conservar nosso planeta para as futuras gerações é uma questão de bom senso, ninguém quer viver em um lixão. Mas novamente o wokismo conseguiu perverter essa ideia fundamental de preservar o meio ambiente para o desfrute dos seres humanos, passando a um ambientalismo fanático onde os seres humanos somos um câncer que deve ser eliminado, e o desenvolvimento econômico é quase um crime contra a natureza.
No entanto, quando alguém argumenta que a Terra já passou por cinco ciclos de mudanças bruscas de temperatura e que em quatro deles o homem nem existia, somos rotulados de terraplanistas para desacreditar nossas ideias, sem se importar que a ciência e os dados estão do nosso lado. Não é coincidência que esses mesmos sejam os principais promotores da agenda sanguinária e assassina do aborto, uma agenda projetada a partir das premissas malthusianas de que a superpopulação vai destruir a Terra e, portanto, devemos implementar algum mecanismo de controle populacional. De fato, isso já foi adotado a tal ponto que hoje no planeta se está começando a tornar um problema a taxa de crescimento da população.
Que tarefa miserável se impuseram com essas aberrações do aborto. A partir desses fóruns se promove a agenda LGBT, querendo nos impor que as mulheres são homens e que os homens são mulheres apenas se assim se auto-percebem e não dizem nada sobre quando um homem se disfarça de mulher e mata seu rival em um ringue de boxe ou quando um preso alega ser mulher e termina estuprando qualquer mulher que cruzar seu caminho na prisão.
Não faz muito, semanas atrás, o caso de dois americanos homossexuais que, empunhando a bandeira da diversidade sexual, foram condenados a cem anos de prisão por abusar e filmar seus filhos adotivos durante mais de dois anos foi notícia em todo o mundo. Quero ser claro ao dizer que quando falo de abusos, não é eufemismo, porque em suas versões mais extremas a ideologia de gênero constitui pura e simplesmente abuso infantil. São pedófilos, portanto, quero saber quem endossa esses comportamentos.
Estão causando danos irreversíveis a crianças saudáveis através de tratamentos hormonais e mutilações, como se uma criança de cinco anos pudesse dar seu consentimento para algo assim. E se ocorrer que sua família não concorda, sempre haverá agentes do Estado dispostos a interceder em favor do que eles chamam de interesse da criança. Acreditem, os escandalosos experimentos que hoje são realizados em nome dessa ideologia criminosa serão condenados e comparados àqueles que ocorreram durante as épocas mais sombrias de nossa história. E cobrindo essa multidão de práticas abjetas está o eterno vitimismo sempre pronto para disparar acusações de homofobia ou transfobia e outras invenções cujo único propósito é tentar calar aqueles que denunciam esse escândalo do qual as autoridades nacionais e internacionais são cúmplices.
Por outro lado, em nossas empresas, instituições públicas e casas de ensino, o mérito foi deixado de lado pela doutrina da diversidade, que implica um retrocesso aos sistemas nobiliárquicos de outrora. Inventam cotas para quantas minorias os políticos conseguirem pensar, que apenas atentam contra a excelência dessas instituições. O wokismo também distorceu a causa da imigração; a livre circulação de bens e pessoas está nos fundamentos do liberalismo, sabemos bem, Argentina, Estados Unidos e muitos outros países se tornaram grandes por aqueles imigrantes que deixaram suas terras de origem em busca de novas oportunidades.
No entanto, ao tentar atrair talento estrangeiro para promover o desenvolvimento, passamos a uma imigração em massa motivada não pelo interesse nacional, mas pela culpa. Como o Ocidente é a suposta causa de todos os males da história, deve se redimir abrindo suas fronteiras para todo o mundo, culminando necessariamente em uma colonização inversa, que se assemelha ao suicídio coletivo.
Assim vemos hoje em imagens hordas de imigrantes que abusam, estupram ou matam cidadãos europeus que apenas cometeram o pecado de não terem aderido a uma religião em particular. Mas quando alguém questiona essas situações, é rotulado de racista, xenófobo ou nazista. O wokismo penetrou tão profundamente em nossas sociedades, promovido por instituições como esta, que chegou até a se questionar a ideia mesma de sexo através da nefasta ideologia de gênero.
Isso gerou uma intervenção estatal ainda maior através de legislações absurdas como a de que o Estado deve financiar hormônios e cirurgias milionárias para atender à auto percepção de certos indivíduos. Hoje, estamos vendo os efeitos de toda uma geração que mutilou seu corpo, promovidos por uma cultura de relatividade sexual que terá que passar toda a sua vida em tratamentos psiquiátricos para enfrentar o que fizeram, mas ninguém diz nada sobre essas questões. Não só isso, também submeteram a imensa maioria a ser escravos das equivocadas auto percepções de uma diminuta minoria e, além disso, o wokismo pretende sequestrar nosso futuro.
Porque ao dominar as cátedras das universidades mais prestigiadas do mundo, está formando as elites de nossos países para impugnar e negar a cultura, as ideias e os valores que nos fizeram grandes, lesionando ainda mais nosso tecido social. O que nos resta para o futuro se estamos ensinando nossos jovens a sentir vergonha por nosso passado? Tudo isso se incubou e se desenvolveu de forma cada vez mais notória durante as últimas décadas, após a queda do Muro de Berlim, curiosamente os países livres começaram a se autodestruir quando ficaram sem adversários a derrotar.
A paz nos tornou fracos, fomos derrotados por nossa própria complacência. Todas essas e outras aberrações, que por questões de tempo não podemos listar, são as que hoje ameaçam o Ocidente e são, lamentavelmente, as crenças que instituições como esta promoveram durante quarenta anos. Aqui ninguém pode fazer-se de inocente. Prestaram culto por décadas a uma ideologia sinistra e assassina como se fosse um bezerro de ouro e moveram céu e terra para impô-la sobre a humanidade.
Esta mesma organização e também os organismos supranacionais mais influentes têm sido ideólogos dessa barbaridade. Os organismos multilaterais de crédito têm sido um braço extorsivo e muitos estados nacionais, e em particular a União Europeia, têm sido e são um braço armado. Ou será que no Reino Unido hoje não estão encarcerando cidadãos por revelar crimes aberrantes, realmente assustadores, cometidos por migrantes muçulmanos que o governo quer ocultar?
Ou será que os burocratas de Bruxelas não suspenderam as eleições na Romênia simplesmente porque não gostaram de qual partido venceu? Frente a cada uma dessas discussões, o wokismo tenta desacreditar quem questiona essas coisas, primeiro nos rotulando e depois nos censurando, se somos brancos devemos ser racistas, se você é homem deve ser misógino ou membro do patriarcado, se você é rico deve ser um cruel capitalista, se você é heterossexual deve ser heteronormativo, homofóbico ou transfóbico. Para cada questionamento têm um rótulo, que depois tentam censurar por vias de fato ou de direito.
Porque por trás do discurso de diversidade, democracia e tolerância que dizem defender, o que na verdade se esconde é o desejo manifesto de destruir a dissonância, a crítica e em essência a liberdade para continuar sustentando um modelo do qual eles são os principais beneficiários. Ou será que não ouvimos estes dias certas autoridades europeias importantes, bem vermelhas, por assim dizer, chamando abertamente para a censura; ou que, na verdade, não há censura, mas que é preciso calar quem pensa diferente da ideologia woke.
E que tipo de sociedade pode resultar do wokismo? Uma sociedade que substituiu a livre troca de bens e serviços pela distribuição arbitrária da riqueza à ponta de pistola, substituiu as comunidades livres pela coletivização forçada, substituiu o caos criativo do mercado pela ordem estéril e esclerótica do socialismo. Uma sociedade cheia de ressentimento, onde há apenas dois tipos de pessoas: aqueles que são pagadores líquidos de impostos de um lado e aqueles que são beneficiários do Estado, do outro.
E não me refiro a quem recebe subsídios sociais porque não têm o que comer, falo das corporações privilegiadas, falo dos banqueiros que foram resgatados nas crises subprime, da maioria dos meios de comunicação, dos centros de doutrinação disfarçados de universidades, da burocracia estatal, dos sindicatos, das organizações sociais, das empresas subsidiadas pelo Estado e de todos os setores que vivem dos impostos que pagam os que trabalham.
Falo do mundo que Ayn Rand descreve em A Revolta de Atlas, que lamentavelmente se materializou. Um esquema onde o grande vencedor é a classe política, que se torna, por sua vez, árbitro e parte interessada nessa repartição. Repito: a classe política é árbitro e parte interessada nessa repartição. E como sempre, quem distribui fica com a melhor parte. Onde, por trás das diferenças cosméticas entre os diferentes partidos, compartilham interesses, sócios, acordos e um compromisso inalterável com que nada mude, por isso os chamei a todos eles de Partido do Estado. Um sistema que se esconde atrás do discurso bem-intencionado onde, segundo eles, o mercado falha e são eles os encarregados de solucionar essas falhas com regulamentos, força e burocracia. Mas não existem falhas de mercado. Repito novamente: não existem falhas de mercado.
Dado que o mercado é um mecanismo de cooperação social onde se trocam voluntariamente os direitos de propriedade, a suposta falha de mercado é uma contradição em seus próprios termos. O único que essa intervenção gera são novas distorções do sistema de preços, o que por sua vez dificulta o cálculo econômico, a poupança e o investimento e, portanto, a longo prazo, acabam gerando mais pobreza ou uma imundície de regulamentos, por exemplo, como os que existem na Europa, matando o crescimento econômico. Como costumo dizer em minhas palestras: “se você considera que existe uma falha de mercado, vá e verifique se não está o Estado no meio, e se encontrar que não, faça a análise novamente porque está errada”.
Por essa razão, como o wokismo não é nada mais nada menos que um plano sistemático do partido do Estado para justificar a intervenção estatal e o aumento do gasto público, isso quer dizer que nossa primeira cruzada, a mais importante se quisermos recuperar o ocidente do progresso, se quisermos construir uma nova era de ouro, tem que ser a redução drástica do tamanho do Estado. Não só em cada um de nossos países, mas também a redução drástica de todos os organismos supranacionais.
Porque é a única forma de cortar pela raiz esse sistema perverso, drenando os recursos, para devolver ao contribuinte o que é seu e acabar com a venda de favores. Não há melhor método do que eliminar a burocracia estatal para que não exista a possibilidade de se vender tais favores.
As funções do Estado devem se limitar novamente à defesa do direito à vida, à liberdade e à propriedade. Qualquer outra função que o Estado se arrogue será em detrimento de sua tarefa fundamental e culminará, inexoravelmente, no Leviatã onipresente que hoje todos padecemos. Hoje assistimos a uma exaustão global deste sistema que nos dominou nas últimas décadas. Assim como aconteceu na Argentina, no resto do mundo está se acentuando o único conflito relevante deste século e de todos os que já passaram: o conflito entre os cidadãos livres e a casta política que se agarra à ordem estabelecida, redobrando seus esforços de censura, perseguição e destruição.
Por fortuna, em todo o mundo livre há uma maioria silenciada que está se organizando e em todos os cantos do nosso hemisfério ressoa o eco deste grito de liberdade. Estamos diante de uma mudança de época, um giro copernicano, a destruição de um paradigma e a construção de outro, e se as instituições de influência global, como esta casa, querem mudar de página e participar de boa fé deste novo paradigma, terão que se responsabilizar pelo papel que tiveram nestas últimas décadas e reconhecer perante a sociedade o mea culpa que se lhe reclama.
Para encerrar, quero falar diretamente aos líderes do mundo, a todos aqueles que conduzem tanto Estados nacionais como grandes grupos econômicos e organismos internacionais, tanto os aqui presentes como os que nos estão ouvindo de suas casas. As fórmulas políticas das últimas décadas que expus neste discurso, falharam e estão colapsando sobre si mesmas. Isso quer dizer que pensar como pensam todos, ler o que leem todos, dizer o que dizem todos só pode conduzir ao erro, apesar de ainda haver muitos que persistem em caminhar em direção ao precipício.
O script dos últimos 40 anos se esgotou e quando um sistema se exaure a história se abre. Por isso, a todos os líderes globais eu digo: é momento de sair desse script, é momento de ser audacioso, é momento de se animar a pensar e de se animar a escrever versos próprios porque quando as ideias e os textos do presente dizem todos a mesma coisa e dizem coisas equivocadas, ser valente consiste justamente em ser extemporâneo, consiste em voltar para trás, em não se deixar deslumbrar pelo passageiro perdendo de vista o universal. Consiste em recuperar verdades que para nossos antecedentes eram óbvias e que estão na base do sucesso civilizatório que foi o ocidente, mas que o regime do pensamento único das últimas décadas percebeu como se fossem heresias.
Como disse certa vez Churchill: «Quanto mais para trás olhamos, mais longe podemos ver para frente». Ou seja, temos que nos encontrar com verdades esquecidas do nosso passado para soltar o nó do presente e dar o próximo passo à frente como civilização em direção ao futuro. E o que vejo quando olho para trás? Que temos que abraçar, mais uma vez, as últimas teses comprovadas de sucesso econômico e social. Ou seja, o modelo da liberdade, voltar a abraçar as ideias da liberdade, voltar ao liberalismo. Isso é o que estamos fazendo na Argentina, isso é o que confio que o presidente Trump fará nesta nova Norteamérica, e é o que convidamos a fazer a todas as grandes nações do mundo livres que pretendem frear a tempo o que, a todas as luzes, é um caminho que conduz à catástrofe.
Em definitiva, o que estou propondo é que façamos o ocidente grande novamente. Hoje, assim como há 215 anos, a Argentina quebrou suas correntes e os convida — como diz nosso hino — a todos os mortais do mundo a ouvir o grito sagrado, liberdade, liberdade, liberdade. Que as forças do céu nos acompanhem. Muito obrigado a todos e… ¡viva la libertad, carajo!
Discurso del Presidente de la Nación, Javier Milei, desde el Foro de Davos, Suiza
Buenos días a todos. Cuánto ha cambiado en tan poco tiempo. Hace un año me paré aquí frente a ustedes en soledad y dije algunas verdades sobre el estado del mundo occidental que fueron recibidas con cierta sorpresa y estupor por buena parte del establishment político, económico y mediático de Occidente. Y debo reconocer que, en algún sentido, lo comprendo. Un presidente de un país que, producto del fracaso económico sistemático por más de 100 años, producto de haber tomado posturas pusilánimes en los grandes conflictos globales, y producto de habernos cerrado al comercio, había perdido prácticamente toda relevancia internacional con el correr de los años. Un presidente de ese país se para en este estrado y le dice al mundo entero que están equivocados, que se dirigen al fracaso, que Occidente se ha desviado y que debe ser reencauzado.
Un presidente de ese país, Argentina, que no era político, que no tenía apoyo legislativo, que no tenía apoyo de gobernadores ni de empresarios ni de grupos mediáticos. En ese discurso, aquí, parado frente a ustedes, les dije que era el comienzo de una nueva Argentina, que Argentina había estado infectada de socialismo por demasiado tiempo y que con nosotros iba a volver a abrazar las ideas de la libertad; un modelo que nosotros resumimos en la defensa de la vida, la libertad y la propiedad privada.
Y también les dije que, en algún sentido, la Argentina era el fantasma de las navidades futuras de Occidente porque ya habíamos vivido todo lo que ustedes estaban viviendo y ya sabíamos cómo terminaba. Un año después, debo decir que ya no me siento tan solo, no me siento tan solo porque el mundo ha abrazado a la Argentina. Argentina se ha convertido en ejemplo mundial de responsabilidad fiscal, de compromiso con nuestras obligaciones, de cómo terminar con el problema de la inflación y también de una nueva forma de hacer política, que consiste en decirle la verdad a la gente en la cara y confiar en que la gente entenderá.
Tampoco me siento solo porque a lo largo de este año he podido encontrar compañeros en esta pelea por las ideas de la libertad en todos los rincones del planeta. Desde el maravilloso Elon Musk hasta la feroz dama italiana, mi querida amiga, Giorgia Meloni; desde Bukele en El Salvador hasta Viktor Orbán en Hungría; desde Benjamín Netanyahu en Israel, hasta Donald Trump en Estados Unidos. Lentamente se ha ido formando una alianza internacional de todas aquellas naciones que queremos ser libres y que creemos en las ideas de la libertad.
Y lentamente, lo que parecía una hegemonía absoluta a nivel global de la izquierda woke en la política, en las instituciones educativas, en los medios de comunicación, en organismos supranacionales o en foros como Davos, se ha ido resquebrajando y se empieza a vislumbrar una esperanza para las ideas de la libertad.
Hoy vengo aquí a decirles que nuestra batalla no está ganada, que si bien la esperanza ha renacido es nuestro deber moral y nuestra responsabilidad histórica desmantelar el edificio ideológico del wokismo enfermizo. Hasta que no hayamos logrado reconstruir nuestra catedral histórica, hasta que no logremos que la mayoría de los países de Occidente vuelvan a abrazar las ideas de la libertad, hasta que nuestras ideas no sean la moneda común de los pasillos de eventos como este, no podremos bajar los brazos porque, debo decir, foros como este han sido protagonistas y promotores de la agenda siniestra del wokismo que tanto daño le está haciendo a Occidente. Si queremos cambiar, si queremos verdaderamente defender los derechos de los ciudadanos, primero tenemos que empezar por decirles la verdad.
Y la verdad es que hay algo profundamente equivocado en las ideas que se han estado promoviendo desde foro como este. Me gustaría tomarme unos minutos, desde este día, para discutir algunas de ellas. Hoy pocas personas niegan que soplan vientos de cambio en occidente. Están quienes se resisten al cambio, están quienes lo aceptan a regañadientes, pero lo aceptan al fin, están los nuevos conversos que aparecen cuando lo ven como inevitable y, por último, estamos quienes hemos luchado toda una vida por su advenimiento.
Cada uno de ustedes sabrá en qué grupo se reconoce, seguramente haya un poco de cada uno en este auditorio, pero todos reconocerán, seguramente, que el tiempo de cambio está tocando la puerta. Los momentos de cambio histórico tienen una particularidad: son tiempos donde las fórmulas que estuvieron vigentes por décadas se agotan, las maneras consideradas únicas de hacer las cosas dejan de tener sentido y lo que para muchos eran verdades incuestionables son, finalmente, puestas en duda. Son momentos donde las reglas se reescriben y por eso son tiempos que recompensan a quienes tienen el coraje para tomar riesgos.
Pero buena parte del mundo libre aún prefiere el confort de lo conocido, aunque sea el camino equivocado e insiste en aplicar las recetas del fracaso. Y el gran yunque que aparece como denominador común en los países e instituciones que están fracasando es el virus mental de la ideología woke. Esta es la gran epidemia de nuestra época que debe ser curada, es el cáncer que hay que extirpar.
Esta ideología ha colonizado las instituciones más importantes del mundo, desde los partidos y Estados de los países libres de Occidente, hasta las organizaciones de gobernanza global, pasando por instituciones no gubernamentales, universidades y medios de comunicación, como también ha marcado el curso de la conversación global durante las últimas décadas. Hasta que no saquemos esta ideología aberrante de nuestra cultura, nuestras instituciones y nuestras leyes, la civilización occidental e incluso la especie humana no logrará retornar la senda del progreso que demanda nuestro espíritu pionero.
Es indispensable romper estas cadenas ideológicas si queremos dar un paso a una nueva era dorada. Por eso, hoy quiero dedicarle unos minutos a destruir esas cadenas, pero primero hablemos de aquello por lo que estamos luchando. Occidente representa el pico de la especie humana, la tierra fértil de su herencia grecorromana y sus valores judeocristianos plantaron las semillas de algo inédito en la historia. Tras imponerse de manera definitiva sobre el absolutismo, el liberalismo inauguró una nueva era en la existencia humana. Dentro de ese nuevo marco moral y filosófico que ponía la libertad individual por encima del capricho del tirano. Occidente pudo dar rienda suelta a la capacidad creativa del hombre, dando inicio un proceso de generación de riqueza nunca antes visto.
Los datos hablan por sí solos, hasta el año 1800 el PBI per cápita del mundo se mantuvo prácticamente constante. Sin embargo, a partir del siglo XIX y gracias a la Revolución Industrial, el PBI per cápita se multiplicó por 20; sacando de la pobreza al 90% de la población mundial aún cuando la población se multiplicó por ocho veces. Esto solo fue posible gracias a una convergencia de valores fundamentales, el respeto a la vida, la libertad y la propiedad que hicieron posible el libre comercio, la libertad de expresión, la libertad religiosa y el resto de los pilares de la civilización occidental.
Sumado a esto, nuestro espíritu fáustico, inventivo, explorador, pionero, que siempre está poniendo a prueba los límites de lo posible. Espíritu pionero que hoy se ve representado entre otros por mi querido amigo Elon Musk, que injustamente ha sido vilipendiado por el wokismo, en las últimas horas, por un inocente gesto que lo único que significa es su entusiasmo y gratitud con la gente. En resumen, inventamos el capitalismo a base de ahorro, inversión, trabajo, reinversión. Logramos que cada trabajador pudiera multiplicar por 10, por 100 o porque no hasta por 1000 su productividad, venciendo así a la trampa malthusiana. Sin embargo, en algún momento del siglo XX perdimos el rumbo y los principios liberales que nos habían hecho libres y prósperos fueron traicionados.
Una nueva clase política, amparada por ideologías de corte colectivista, y aprovechando momentos de crisis, vio una oportunidad perfecta para acumular poder. Toda la riqueza creada por el capitalismo hasta ese momento y en el futuro sería redistribuida bajo algún esquema de planificación centralizada, donde el puntapié inicial a un proceso cuyas nefastas consecuencias estamos padeciendo hoy mismo. Impulsando una agenda socialista, pero insidiosamente operando dentro del paradigma liberal, esta nueva clase política desvirtuó los valores del liberalismo.
Así, reemplazaron libertad por liberación, utilizando el poder coercitivo del Estado para distribuir la riqueza creada por el capitalismo. Su justificación fue la siniestra, injusta y aberrante idea de la justicia social, complementada por entramados teóricos marxistas cuyo fin era liberar al individuo de sus necesidades. Y en el fondo de este nuevo esquema de valores, la premisa fundamental de la igualdad ante la ley no es suficiente, ya que existen injusticias de bases ocultas que deben ser rectificadas, lo cual representa una mina de oro para burócratas con aspiraciones de omnipotencia.
En esto consiste fundamentalmente el wokismo, es el resultado de la inversión de los valores occidentales, cada uno de los pilares de nuestra civilización fue cambiado por una versión distorsionada de sí mismo mediante la introducción de diversos mecanismos de su versión cultural. De los derechos negativos a la vida, la libertad y a la propiedad, pasamos a una cantidad artificialmente infinita de derechos positivos. Primero fue la educación, luego la vivienda y, a partir de allí, cosas irrisorias como el acceso a Internet, la televisación del fútbol, el teatro, los tratamientos estéticos y un sinfín más de deseos que se transformaron en derechos humanos fundamentales, derechos que, por supuesto, alguien tiene que pagar.
Y que sólo pueden ser garantizados mediante la expansión infinita del aberrante Estado. En otras palabras, del concepto de libertad como protección fundamental del individuo frente a la intervención del tirano, pasamos al concepto de liberación mediante la intervención del Estado. Sobre esta base fue construido el wokismo, un régimen de pensamiento único, sostenido por distintas instituciones cuyo propósito es penalizar el disenso, feminismo, diversidad, inclusión, equidad, inmigración, aborto, ecologismo, ideología de género, entre otros, son cabezas de una misma criatura cuyo fin es justificar el avance del Estado mediante la apropiación y distorsión de causas nobles.
Veamos algunas. El feminismo radical es una distorsión del concepto de igualdad y aún en su versión más benévola es redundante, ya que la igualdad ante la ley ya existe en Occidente. Todo lo demás es búsqueda de privilegios, que es lo que el feminismo radical realmente pretende, poniendo a una mitad de la población en contra de la otra cuando deberían estar del mismo lado. Llegamos, incluso, al punto de normalizar que muchos países supuestamente civilizados si uno mata a la mujer se llama femicidio, y eso conlleva una pena más grave que si uno mata a un hombre solo por el sexo de la víctima.
Legalizando, de hecho, que la vida de una mujer vale más que la de un hombre, enarbolando la bandera de la brecha salarial de género, pero cuando uno mira los datos es evidente que no hay desigualdad para una misma tarea, sino que la mayoría de los hombres tienden a profesiones mejor pagas que la mayoría de las mujeres. Sin embargo, no se quejan de que la mayoría de los presos son hombres, ni que la mayoría de los plomeros son hombres, ni que la mayoría de las víctimas de robo o asesinato son hombres y ni que hablar de la mayoría de las personas que murieron en guerras.
Pero si uno plantea estas cuestiones, desde los medios de comunicación o incluso desde este foros, nos tildan de misóginos solo por el hecho de defender un principio elemental de la democracia moderna y el Estado de derecho, que es la igualdad ante la ley y los datos. El wokismo, además, se manifiesta en el siniestro ecologismo radical y la bandera de cambio climático. Conservar nuestro planeta para las futuras generaciones es cuestión de sentido común, nadie quiere vivir en un basurero. Pero nuevamente el wokismo se la arregló para pervertir esa idea elemental de preservar el medio ambiente para el disfrute de los seres humanos, pasamos a un ambientalismo fanático donde los seres humanos somos un cáncer que debe ser eliminado, y el desarrollo económico poco menos que un crimen contra la naturaleza.
Sin embargo, cuando uno argumenta que la Tierra ha tenido ya cinco ciclos de cambios bruscos de temperatura y que en cuatro de ellos el hombre ni existía, nos tildan de terraplanistas para desacreditar nuestras ideas, sin importar que la ciencia y los datos estén de nuestro lado. No es casualidad que estos mismos sean los principales promotores de la agenda sanguinaria y asesina del aborto, una agenda diseñada a partir de las premisas malthusianas de que la superpoblación va a destruir a la Tierra y, por lo tanto, debemos implementar algún mecanismo de control poblacional. De hecho, esto ha sido ya adoptado al extremo que hoy en el planeta se está empezando a convertir en un problema la tasa de crecimiento de la población.
Vaya tarea que se mandaron con estas aberraciones del aborto. Desde estos foros se promueve la agenda LGBT, queriendo imponernos que las mujeres son hombres y los hombres son mujeres sólo si así se autoperciben y nada dicen de cuando un hombre se disfraza de mujer y mata a su rival en un ring de boxeo o cuando un preso alega ser mujer y termina violando a cuanta mujer se le cruce por delante en la prisión.
Sin ir más lejos, hace pocas semanas fue noticia en todo el mundo el caso de dos americanos homosexuales que, enarbolando la bandera de la diversidad sexual, fueron condenados a cien años de prisión por abusar y filmar a sus hijos adoptivos durante más de dos años. Quiero ser claro que cuando digo abusos no es un eufemismo, porque en sus versiones más extremas la ideología de género constituye lisa y llanamente abuso infantil. Son pedófilos, por lo tanto, quiero saber quién avala esos comportamientos.
Están dañando irreversiblemente a niños sanos mediante tratamientos hormonales y mutilaciones, como si un menor de cinco años pudiera prestar su consentimiento a semejante cosa. Y si ocurriera que su familia no está de acuerdo, siempre habrá agentes del Estado dispuestos a interceder en favor de lo que ellos llaman el interés del menor. Créanme que los escandalosos experimentos que hoy se realizan en nombre de esta ideología criminal serán condenados y comparados con aquellos ocurridos durante las épocas más oscuras de nuestra historia. Y cubriendo esta multitud de prácticas abyectas está el eterno victimismo siempre dispuesto a disparar acusaciones de homofobia o transfobia y otros inventos cuyo único propósito es intentar callar a quienes denuncian este escándalo del que las autoridades nacionales e internacionales son cómplices.
Por otro lado, en nuestras empresas, instituciones públicas y casas de estudios el mérito fue dejado de lado por la doctrina de la diversidad, que implica un retroceso hacia los sistemas nobiliarios de antaño. Se inventan cupos para cuántas minorías se les ocurra a los políticos, que lo único que hacen es atentar contra la excelencia de esas instituciones. El wokismo también ha distorsionado la causa de la inmigración; la libre circulación de bienes y personas están en los fundamentos del liberalismo, lo sabemos bien, Argentina y los Estados Unidos y muchos otros países se hicieron grandes por aquellos inmigrantes que dejaron sus tierras de origen en busca de nuevas oportunidades.
Sin embargo, de intentar atraer el talento extranjero para promover el desarrollo hemos pasado a la inmigración masiva motivada no desde el interés nacional sino desde la culpa. Como Occidente es la supuesta causa de todos los males de la historia, debe redimirse abriendo sus fronteras a todo el mundo, culminando necesariamente en una colonización inversa, que se asemeja al suicidio colectivo.
Así es como vemos hoy en las imágenes de hordas de inmigrantes que abusan, violan o matan a ciudadanos europeos que solo cometieron el pecado de no haber adherido a una religión en particular. Pero cuando uno cuestiona estas situaciones es tildado de racista, xenófobo o nazi. El wokismo ha calado tan profundamente en nuestras sociedades, promovido por instituciones como esta, que se ha llegado incluso a cuestionar la idea misma de sexo a través de la nefasta ideología de género.
Esto ha derivado todavía mayor intervención estatal mediante legislación absurda como el que el Estado tiene que financiar hormonas y cirugías millonarias para cumplir con la autopercepción de ciertos individuos. Recién hoy estamos viendo los efectos de toda una generación que mutiló su cuerpo, promovidos por una cultura de la relatividad sexual que tendrá que pasar su vida entera en tratamientos psiquiátricos para afrontar lo que se hicieron, pero nadie dice nada de estas cuestiones. No solo eso, también han sometido a la inmensa mayoría a ser esclavos de las equivocadas autopercepciones de una diminuta mayoría y, además, el wokismo pretende secuestrar a nuestro futuro.
Porque al dominar las cátedras de las universidades más prestigiosas del mundo está formando las élites de nuestros países para impugnar y negar la cultura, las ideas y los valores que nos hicieron grandes, lesionando aún más nuestro tejido social. ¿Qué nos queda para el futuro si estamos enseñándoles a nuestros jóvenes a sentir vergüenza por nuestro pasado? Todo esto se incubó y desarrolló de forma cada vez más notoria durante las últimas décadas, después de la caída del Muro de Berlín, curiosamente los países libres se empezaron a autodestruir cuando se quedaron sin adversarios por derrotar.
La paz nos volvió débiles, fuimos derrotados por nuestra propia complacencia. Todas estas y otras aberraciones, que por cuestiones de tiempo no podemos enumerar, son las que hoy amenazan a Occidente y son, lamentablemente, las creencias que instituciones como esta han promovido durante cuarenta años. Aquí nadie se puede hacer el inocente. Le han rendido culto por décadas a una ideología siniestra y asesina como si se tratara de un becerro de oro y han movido cielo y tierra para imponerla sobre la humanidad.
Esta misma organización y también los organismos supranacionales más influyentes han sido ideólogos de esta barbarie. Los organismos multilaterales de crédito han sido un brazo extorsivo y muchos estados nacionales, y en particular la Unión Europea, han sido y son un brazo armado. O acaso en Reino Unido hoy mismo no están encarcelando a ciudadanos por revelar crímenes aberrantes, realmente espantosos, cometidos por migrantes musulmanes que el gobierno quiere ocultar.
O acaso los burócratas de Bruselas no suspendieron las elecciones de Rumanía simplemente porque no les gustó qué partido había ganado. Frente a cada una de estas discusiones, el wokismo intenta desacreditar a quienes cuestionen estas cosas, primero etiquetándonos para luego censurarnos, si somos blancos debe ser racista, si sos hombre debes ser misógino o miembro del patriarcado, si sos rico debes ser un cruel capitalista, si sos heterosexual debes ser heteronormativo, homofóbico o transfóbico. Para cada cuestionamiento tienen una etiqueta, que luego intentan censurar por vías de facto o de iure.
Porque debajo del discurso de la diversidad y de la democracia y de la tolerancia que dicen esgrimir, lo que en verdad se esconde es el deseo manifiesto de destruir la disonancia, la crítica y en esencia la libertad para seguir sosteniendo un modelo del cual ellos son los principales beneficiarios. O acaso no escuchamos estos días como ciertas autoridades europeas importantes, bastante rojitas, por decirlo de alguna manera, llaman abiertamente a la censura; o que, en realidad, no hay censura, pero sí hay que callar a los que piensan distinto a la ideología woke.
¿Y qué clase de sociedad puede resultar del wokismo? Una sociedad que reemplazó el libre intercambio de bienes y servicios por la distribución arbitraria de la riqueza a punta de pistola, reemplazó las comunidades libres por la colectivización forzada, reemplazó el caos creativo del mercado por el orden estéril y esclerótico del socialismo. Una sociedad llena de resentimiento, donde hay solo dos tipos de personas, quienes son pagadores netos de impuestos por un lado y quienes son beneficiarios del Estado por otro.
Y no me refiero con esto a quienes reciben la subsistencia social porque no tienen para comer, hablo de las corporaciones privilegiadas hablo de los banqueros que fueron rescatados en las crisis subprime, de la mayoría de los medios de comunicación, de los centros de adoctrinamiento disfrazados de universidades, de la burocracia estatal, de los sindicatos, de las organizaciones sociales, de las empresas prebendarias del Estado y de todos los sectores que viven de los impuestos que pagan los que trabajan.
Hablo del mundo que describe Ayn Rand en La rebelión de Atlas, que lamentablemente se ha materializado. Un esquema donde el gran ganador es la clase política que se convierte, a su vez, en árbitro y parte interesada de esta repartija. Lo repito: la clase política es árbitro y parte interesada en esta repartija. Y como siempre el que reparte se lleva la mejor parte. Donde por debajo de diferencias cosméticas entre los distintos partidos se comparten intereses, socios, arreglos y un compromiso inalterable con que nada cambie, por eso los llamó a todos ellos el Partido del Estado. Un sistema que se esconde detrás del discurso bienpensante donde, según ellos, el mercado falla y son ellos los encargados de solucionar dichas fallas con regulaciones, fuerza y burocracia. Pero no existen las fallas de mercado. Lo repito nuevamente: no existen las fallas de mercado.
Dado que el mercado es un mecanismo de cooperación social donde se intercambian voluntariamente derechos de propiedad, la supuesta falla de mercado es una contradicción en sus propios términos. Lo único que genera esa intervención son nuevas distorsiones del sistema de precios, lo que a su vez entorpece el cálculo económico, el ahorro y la inversión y, por ende a la postre, terminan generando más pobreza o una maraña inmunda de regulaciones, por ejemplo, como las que existen en Europa, matando el crecimiento económico. Como suelo decir en mis ponencias: “si usted considera que existe una falla de mercado, vaya y revise si no está el Estado metido en el medio, y si encuentra que no haga de nuevo el análisis porque está mal”.
Por eso mismo como el wokismo no es ni más ni menos que un plan sistemático del partido del Estado para justificar la intervención estatal y el aumento del gasto público, esto quiere decir que nuestra primera cruzada, la más importante si queremos recuperar el occidente del progreso, si queremos construir una nueva época de oro tiene que ser la reducción drástica del tamaño del Estado. No solo en cada uno de nuestros países, sino también la reducción drástica de todos los organismos supranacionales.
Porque es la única forma de cortar de cuajo con este sistema perverso, drenándole los recursos, para devolver al pagador de impuestos lo que es suyo y terminar con la venta de favores. No hay mejor método que eliminar la burocracia estatal para que no exista la posibilidad de vender dichos favores.
Las funciones del Estado deben limitarse nuevamente a la defensa del derecho a la vida, a la libertad y a la propiedad. Cualquier otra función que el Estado se arrogue será en detrimento de su tarea fundamental y culminará, inexorablemente, en el Leviatán omnipresente que hoy todos padecemos. Hoy asistimos a un agotamiento global de este sistema que nos dominó las últimas décadas. Así como sucedió en Argentina, en el resto del mundo se está acentuando el único conflicto relevante de este siglo y de todos los que ya pasaron: el conflicto entre los ciudadanos libres y la casta política que se aferra al orden establecido, redoblando sus esfuerzos de censura, persecución y destrucción.
Por fortuna, en todo el mundo libre hay una mayoría silenciada que se está organizando y en todos los rincones de nuestro hemisferio resuena el eco de este grito de libertad. Estamos frente a un cambio de época, un giro copernicano, la destrucción de un paradigma y la construcción de otro, y si las instituciones de influencia global, como esta casa quiere pasar de página y participar de buena fe de este nuevo paradigma, tendrá que hacerse responsable del papel que jugaron en estas últimas décadas y reconocer ante la sociedad el mea culpa que se le reclama.
Para cerrar, quiero hablarles directamente a los líderes del mundo, a todos aquellos que conducen tanto Estados nacionales como grandes grupos económicos y organismos internacionales, tanto los aquí presentes como los que nos están escuchando desde sus casas. Las fórmulas políticas de las últimas décadas que he expuesto en este discurso, han fracasado y están colapsando sobre sí mismas. Eso quiere decir que pensar como piensan todos, leer lo que leen todos, decir lo que dicen todos solo puede conducir al error, aunque aún haya muchos que persistan en caminar hacia el precipicio.
El guion de los últimos 40 años se ha agotado y cuando un sistema se agota la historia se abre. Por eso, a todos los líderes globales les digo: es momento de salir de ese guion, es momento de ser audaces, es momento de animarse a pensar y de animarse a escribir versos propios porque cuando las ideas y los textos del presente dicen todos lo mismo y dicen cosas equivocadas, ser valiente consiste justamente en ser extemporáneo, consiste en volver hacia atrás, en no dejarse encandilar por lo pasajero perdiendo de vista lo universal. Consiste en recuperar verdades que para nuestros antecedentes eran obvias y que están en la base del éxito civilizatorio que ha sido occidente, pero que el régimen del pensamiento único de las últimas décadas percibió como si fueran herejías.
Como dijo alguna vez Churchill «Cuanto más para atrás miremos, más lejos podremos ver hacia adelante». Es decir, tenemos que encontrarnos con verdades olvidadas de nuestro pasado para desatar el nudo del presente y dar el próximo paso adelante como civilización hacia el futuro. ¿Y qué veo cuando miro para atrás? Que tenemos que abrazar, una vez más, las últimas tesis comprobadas de éxito económico y social. Es decir, el modelo de la libertad, volver a abrazar las ideas de la libertad, volver al liberalismo. Eso es lo que estamos haciendo en Argentina, eso es lo que confío que el presidente Trump hará en esta nueva Norteamérica, y es lo que invitamos a hacer a todas las grandes naciones del mundo libres que pretenden frenar a tiempo lo que, a todas las luces, es un sendero que conduce a la catástrofe.
En definitiva, lo que les estoy proponiendo es que hagamos a occidente grande nuevamente. Hoy, al igual que hace 215 años, la Argentina ha roto sus cadenas y los invita —como dice nuestro himno— a todos los mortales del mundo a oír el grito sagrado, libertad, libertad, libertad. Que las fuerzas del cielo nos acompañen. Muchísimas gracias a todos y… ¡viva la libertad, carajo!
Texto completo original em espanhol, publicado por Casa Rosada.
Copiadas literalmente do discurso oficial; tradução da MileiHoy.
“A Argentina se tornou um exemplo mundial de responsabilidade fiscal, comprometimento com nossas obrigações e como resolver o problema da inflação.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“O Ocidente representa o pico da espécie humana, o solo fértil de sua herança greco-romana e seus valores judeu-cristãos plantaram as sementes de algo inédito na história.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Aqui, ninguém pode se fazer de inocente. Por décadas, eles adoraram uma ideologia sinistra e assassina como se fosse um bezerro de ouro.”
— Javier Milei · Ver no discurso