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Discurso completo · Institucional
Casa Rosada15 min de leitura

Um mesmo tema em um só lugar: o texto oficial, o vídeo, o que aconteceu no X, como cada veículo contou e o discurso completo.
Estimativa de IA · confiança 90%
Enquadramento predominante
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Os resumos de IA podem conter erros.
O discurso de Milei é direto e defende abertamente a postura do governo argentino, mencionando a defesa da soberania nacional e criticando severamente organismos como a ONU. Ele utiliza uma linguagem que promove a ação militar e a cooperação com o Ocidente, alinhando-se a uma perspectiva de direita.

Institucional · Casa Rosada

Institucional · Casa Rosada
Fonte: Casa Rosada (CC BY 2.5 AR). Tradução realizada pela MileiHoy
Discurso do Presidente Javier Milei na 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque
Senhor Presidente, Chefes de Estado, representantes dos povos do mundo: hoje me dirijo a vocês pela terceira vez como Presidente de todos os argentinos. Quando assumimos o governo de um país em ruínas, à beira da pior crise de sua história, tínhamos algo claro desde o início: nossos problemas deveriam ser enfrentados com absoluta sinceridade. Mentir para nós mesmos para nos sentir melhor não nos levaria a lugar algum. Sempre é preferível dizer uma verdade incómoda do que uma mentira confortável.
Por isso, acreditem que eu sei o que estou falando quando indico de forma construtiva os problemas que esta organização tem, que pretende orientar e arbitrar entre os Estados.
Nesse sentido, hoje quero falar a vocês sobre três questões. Primeiro, aquilo que este organismo deveria ter feito e não fez. Segundo, aquilo que não deveria ter feito e fez de qualquer forma. E terceiro, sua posição diante do advento da inteligência artificial.
Há 78 anos, esta casa declarou que todos os seres humanos nascem livres e iguais, em dignidade e direitos. Palavras nobres cujo espírito eu compartilho plenamente. E, para esse fim, comprometeu-se a fazer respeitar o direito internacional, a defender a soberania das nações e a oferecer um fórum onde os conflitos fossem resolvidos pela cooperação em vez de serem resolvidos instantaneamente pelas armas. Esse era o propósito original, o contrato que todos assinamos. Mas hoje, lamentavelmente, é momento de reconhecer que esse pacto sagrado, de fato, foi rompido.
Isto é: tornou-se uma organização inútil que só serve para alimentar uma casta de parasitas, fatalmente arrogantes, disfarçados de burocratas bem-intencionados. Ao que lhes lembro o que dizia Mises: “as boas pessoas não pensam em controlar a vida de seus semelhantes”. Aqueles que deveriam garantir a segurança coletiva e os direitos humanos falharam na tarefa e, em seu lugar, permitiram o caos, a violência e o terrorismo internacional.
Os supostos defensores dos Direitos Humanos apoiaram ditaduras sanguinárias e regimes que apedrejam mulheres na rua. Votaram sistematicamente contra Israel, enquanto faziam silêncio diante do terrorismo islâmico e perante genocídios de cristãos na África.
E como se não bastasse, uma organização que se propôs a defender a soberania territorial de seus membros decidiu ignorar a situação das Ilhas Malvinas, Georgias do Sul, Sandwich do Sul e os espaços marítimos circundantes.
Malvinas é para nós uma causa nacional. Repito: Malvinas é para nós uma causa nacional. E é também um teste da distância que pode existir entre as palavras das instituições internacionais e a realidade sobre a qual pretendem agir.
Há 50 anos, esta mesma assembleia aprovou a resolução 3149, que insta as partes a se absterem de introduzir modificações unilaterais enquanto a disputa estiver aberta. 50 anos depois, a situação não mudou, mas as modificações unilaterais continuam.
Hoje, o projeto Sea Lion avança para a extração de petróleo na plataforma continental argentina, correspondente à Bacia Malvinas Norte, por meio de licenças britânicas que a Argentina rejeita como ilegais e ilegítimas.
Toda ação nesse sentido não autorizada pela República Argentina constitui um ato ilícito, tanto à luz do direito internacional, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre o direito do mar, como do direito interno argentino.
Por isso, quero fazer uma pergunta: de que serve uma resolução se durante décadas a contraparte pode agir em sentido contrário e essa resolução permanece intacta nos arquivos, mas impotente diante da realidade?
Não faltam palavras nem resoluções, o que falta é que tenham consequências, porque uma instituição que não consegue fazer com que sua palavra pese sobre os fatos, perde o que é mais importante: perde sua autoridade.
Sob esta realidade, aqueles que seguem as regras não têm nenhuma recompensa por fazê-lo, enquanto os que desrespeitam não recebem a menor represália. Por isso, Malvinas não é apenas uma questão entre a Argentina e o Reino Unido. Também levanta uma questão sobre a capacidade desta organização de fazer valer suas próprias resoluções.
A Argentina tomou nota dessa realidade e, frente à exploração não autorizada de nossos recursos na área em disputa, agimos, apresentamos notas de desalento, recorremos às ferramentas jurídicas disponíveis, sancionamos as empresas envolvidas e seus fornecedores e enviamos ao Congresso uma Lei de Defesa da Soberania Nacional. Durante tempo demais, os governos argentinos optaram por uma defesa discursiva. Nós escolhemos uma defesa pacífica, prática e efetiva. Repito: nós escolhemos uma defesa pacífica, prática e efetiva.
Quero reiterar também a situação da população das ilhas. Como esta mesma assembleia determinou em numerosas resoluções, o princípio de autodeterminação não se aplica neste caso, uma vez que se trata de uma população implantada pela potência ocupante sobre um território cuja soberania está em disputa. Esse princípio existe para liberar os povos colonizados, não para consagrar situações derivadas da colonização. Se o Reino Unido sustenta uma interpretação seletiva do princípio de autodeterminação em relação às Ilhas Malvinas, deverá explicar também como concilia esse critério com os debates sobre autodeterminação existentes dentro de seu próprio território.
Ao Reino Unido, reiteramos mais uma vez nosso chamado para retomar as negociações e encontrar uma solução pacífica para a disputa de soberania, como exige o direito internacional, e também nossa convite para proceder sem demora à troca de opiniões visando resolver a questão relativa à controvérsia sobre a exploração de nossos recursos naturais.
E ao setor energético mundial, quero dizer uma coisa a mais: Vaca Muerta é uma oportunidade histórica, com potencial para se tornar uma das grandes protagonistas energéticas das próximas décadas. Venham. Invistam. Desenvolvam-na. Façam isso conosco. Mas este convite tem um limite. Não seremos indiferentes àqueles que exploram recursos sob ocupação externa ilegal. A posição argentina está tomada.
Hoje venho dizer que a Argentina não vai se sentar e esperar que a ONU e a comunidade internacional estejam à altura de seu próprio mandato; vai tomar as rédeas da situação.
Durante tempo demais, a Argentina administrou sua decadência, administramos a pobreza, administramos o isolamento, administramos a irrelevância. Nos acostumamos a discutir como repartir o que restava, em vez de perguntar como voltar a crescer, como reconstruir aquilo que tínhamos perdido. Isso terminou. Já perdemos demais. Não queremos voltar a perder.
Por isso, abraçamos o capitalismo de livre empresa. Estamos abrindo nossa economia ao comércio e ao investimento. Avançamos no desenvolvimento de nossos recursos estratégicos. Abraçamos a revolução tecnológica e estamos reconstruindo nosso instrumento militar depois de décadas de abandono.
Também fizemos uma escolha geopolítica: nos alinhamos sem ambiguidade com o Ocidente. Fizemos isso com os Estados Unidos e com Israel, países com os quais compartilhamos uma profunda afinidade de valores e uma complementaridade estratégica.
Por isso, repudiamos os ataques do regime iraniano ao Estado de Israel. Declaramos a Guarda Revolucionária Iraniana como organização terrorista, assim como continuamos buscando justiça pelos dois atentados que sofremos em nosso território argentino em 1992 e 1994.
Decidimos cooperar com o mundo, mas fazê-lo de pé, entendendo que apenas uma nação politicamente relevante, economicamente influente e militarmente respeitável pode ser verdadeiramente dona de seu destino.
Senhor Presidente, assim como lhes mostrei como a ONU falhou em cumprir com o que deveria fazer, agora quero contar como se destacou fazendo o que ninguém pediu e que nunca deveria ter feito, porque em paralelo a esse fracasso construíram um leviatã burocrático, dedicado a decidir como devem viver os povos do mundo e seus cidadãos.
Isso constitui uma mistura curiosa de anarquia e tirania, impotência entre aqueles que rompem as regras mais básicas, como ditaduras sanguinárias e organizações terroristas, e um controle e imposição orwellianas diante das democracias liberais que sim cumprem as normas. Vimos isso com a agenda do Novo Milênio. Vimos isso com a Agenda 2030, com a regulação econômica, as agendas de gênero, o extremismo e ambiental, e a imigração descontrolada.
E, toda vez que falharam, em vez de rever o modelo ou pedir desculpas, redobraram a aposta, como já estão fazendo agora com a Agenda 2045, que, adianto, vai fracassar.
Mas o exemplo mais grave, o que deveria envergonhar esta organização para sempre, é outro: é a gestão da pandemia. Durante a pandemia, organismos que dependem desta casa se colocaram à frente da evidência científica e da soberania das nações e promoveram em todo o mundo políticas de confinamento forçado que destruíram empregos, arruinaram a educação de uma geração inteira de crianças e custaram a vida de milhões de pessoas que morreram sozinhas, sem atendimento médico básico.
Onde alguns alegam um erro de política sanitária, nós vemos um experimento global de controle social disfarçado de ciência. E quando um Estado com viseira sanitária retira de sua população o direito de trabalhar, de se educar, de se despedir de seus mortos e isso se traduz em milhões de mortes evitáveis, há uma palavra para nomeá-lo: genocídio.
Isso aconteceu em muitos países, incluindo a Argentina, que se orgulhava de ser o aluno predileto da Organização Mundial da Saúde, e motivo pelo qual decidimos abandoná-la. A isso se soma algo mais sutil, mas igualmente prejudicial: o terror psicológico instalado pelo Estado. Durante anos, os cidadãos do mundo foram informados de que deveriam ter medo, medo do vizinho, do ar que respiravam, de sair de casa. Esse medo não foi um efeito colateral, foi a ferramenta de governo escolhida. O problema é que depois…, as emergências passam, o medo passa, as gerações passam, e as instituições e os poderes criados à custa dessas supostas emergências permanecem.
E, se por algum momento, nos iludimos com a ideia de que a lição tinha sido aprendida após tantos fracassos, a chegada da Inteligência Artificial nos demonstra o contrário. A imprensa, a máquina a vapor, a eletricidade, a Internet, cada grande revolução tecnológica foi acompanhada por temores sobre aquilo que destruía, especialmente o emprego.
Sem dúvida, uma das formas mais efetivas de semear o terror nos seres humanos, dado o papel que o trabalho ocupa como mecanismo de sustentação. A título de exemplo, tomemos a Revolução Industrial. No momento de sua chegada, o mundo habitava cerca de 800 milhões de seres humanos. Por sua vez, se em linha com os luditas e pessimistas de sempre, como esta casa, no melhor dos casos o emprego tivesse se mantido constante, dado que hoje a população se multiplicou por mais de 10 vezes, então segundo essas hipóteses disparatadas a taxa de desemprego no mundo seria de 90%. Uma ridícula, algo que parece que pouco se puseram a meditar, salvo aqueles que temos a paixão de ler Jorge Luis Borges e amamos sua visão de validar uma ideia levando-a ao limite.
Em definitivo, essas melhorias tecnológicas não só não resultaram em nenhuma das catástrofes com as quais tentaram semear o terror, mas, além disso, cada uma delas acabou também ampliando aquilo que o ser humano era capaz de fazer. Agora o homem construiu máquinas capazes de realizar tarefas que até muito pouco tempo pareciam reservadas à sua própria inteligência.
E, lá, onde muitos veem uma ameaça, nós vemos uma fronteira. A Inteligência Artificial ou superinteligência, como diz o Presidente Donald Trump, pode multiplicar nossa produtividade em ordens de magnitude que ainda não compreendemos.
Trazendo Adam Smith: a inteligência artificial será a fábrica de alfinetes do século XXI, e muito mais. Pode transformar nossas economias, nossa medicina, nossa educação e até mesmo nossa forma de governar. Isso exige prudência? Sim. Mas prudência não significa medo, e, além disso, o medo de maneira nenhuma deve se tornar automaticamente obediência.
De fato, os cenários distópicos aos quais se costuma aludir para infundir o medo e propiciar o controle do Estado, carecem de sentido do ponto de vista econômico. A resposta está em Adam Smith: a inteligência artificial, tal como a divisão do trabalho no caso da fábrica de alfinetes, é um acelerador para o crescimento da produtividade. No entanto, Smith apontou que a divisão do trabalho está limitada pelo tamanho do mercado. Portanto, o crescimento será ampliado com sua contrapartida de demanda genuína, sem necessidade de déficits fiscais ou emissão espúria de dinheiro.
Mas não só isso, mas além disso esses projetos precisam ser financiados e isso se faz com os recursos dos seres humanos. Isso são as dotações iniciais e o nível de riqueza que é a contrapartida do tamanho do mercado. É mais: produzir mais tem por objetivo um maior nível de consumo. No entanto, a satisfação que ele mesmo gera cresce de forma decrescente, enquanto que a perda de satisfação de entregar o ócio por uma maior produção cresce desproporcionalmente.
Portanto, aquele ponto onde o que se ganha por uma maior quantidade de consumo se equipara com a perda de ócio, leva o sistema a uma posição de equilíbrio, sem lugar para o terror distópico. Por isso, quando ouvimos que o Estado deve controlar a inteligência artificial, convém lembrar algo elementar: o Estado não é uma criatura abstrata, mas sim homens, funcionários e burocratas, e conceder-lhe o controle sobre a inovação é conceder a alguns, no melhor e mais ingênuo dos casos, a faculdade de limitar o que os outros podem criar.
A história nos oferece razões para examinar cuidadosamente semelhante poder. Durante séculos, o medo do amanhã foi argumento para restringir liberdades no presente, com a mesma promessa: entreguem-nos uma parte de sua liberdade e os protegeremos desta nova ameaça.
Nós aplicaremos um princípio diferente: diante da incerteza, propomos determinação; diante do medo, coragem; diante da decadência, ambição e diante da resignação, propomos otimismo.
Por isso lhes digo: diante da Inteligência Artificial, a Argentina se colocará na vanguarda da liberdade. Temos os minerais críticos, a energia, o talento e a capacidade para competir em cada elo dessa cadeia de valor e queremos ser o lugar mais competitivo do mundo para desenvolvê-la, com um marco jurídico de vanguarda, o compromisso de não regular de maneira preventiva, o compromisso de não regular de maneira preventiva, responsabilidade limitada para as empresas que operem com agentes de IA e benefícios fiscais.
Porque a inteligência artificial não é uma questão geopolítica neutra. É necessário que seja o Ocidente quem lidere o desenvolvimento da tecnologia para nos assegurar que seja condizente com nossos valores fundamentais libertários, como o respeito à vida, à liberdade e à propriedade privada, e a noção de dignidade humana. Nisso compartilhamos plenamente a visão do Presidente Trump.
Senhor Presidente, vivemos um desses estranhos momentos da história em que um mundo começa a desaparecer antes que o seguinte tenha terminado de nascer. São momentos perigosos, mas também são momentos extraordinários porque durante os longos períodos de estabilidade, as Nações administram o mundo que herdaram, nos períodos de transformação, alguns têm a oportunidade de construir o mundo que virá. A Argentina quer ser uma delas.
Continuaremos fazendo parte dos fóruns multilaterais, de boa-fé, porque há problemas que requerem trabalho conjunto. Mas não confundimos cooperação com submissão. Acreditamos nas alianças e, antes de tudo, nas nações. A Argentina fala sobre isso com a experiência de quem conhece seus próprios erros, conhecemos o custo do isolamento, conhecemos o custo de destruir uma moeda, conhecemos o custo de converter o Estado em um obstáculo permanente para a iniciativa humana.
Durante um século ensaiamos quase todas as formas de impedir nossa própria grandeza e sobrevivemos não intactos, mas sobrevivemos. E talvez por isso hoje compreendamos algo que outras nações podem esquecer: a decadência não é um destino, mas o resultado de decisões repetidas e se esse rumo pode ser escolhido também pode ser mudado. Isso tenta fazer a Argentina.
Temos a energia que o mundo precisará. Temos alimentos, temos minerais críticos, temos talento humano, temos o Atlântico Sul e somos uma porta natural para a Antártida. E temos algo que durante tempo demais nos faltou: a vontade de transformar nossas possibilidades em poder nacional.
Queremos uma Argentina próspera, influente e poderosa. Não para subjugar outros, mas para sermos livres. Não para conquistar outros, mas para que nosso destino seja decidido pelos argentinos.
Por isso, aos homens e mulheres livres do mundo, aos cientistas, aos empreendedores, aos criadores, àqueles que sonharam com uma terra onde recomeçar, eu digo: olhem para o sul. Vocês vão encontrar uma terra imensa de campos férteis, de petróleo, de minerais e de talento humano. Uma terra que recebeu milhões que cruzaram oceanos com a esperança de que seus filhos vivessem melhor do que eles e construíram uma das nações mais prósperas da terra.
Temos a responsabilidade de estar à altura disso. Não sabemos como será exatamente o mundo que está nascendo, mas sabemos que tipo de nação queremos ser quando ele chegar. Uma nação livre. Uma nação próspera. Uma nação soberana. Uma nação capaz de defender os seus e aberta ao mundo. Uma nação que não teme voltar a pronunciar a palavra que durante tempo demais pareceu proibida: grandeza.
Nenhuma nação tem garantido um lugar na história, constrói-se geração após geração, com trabalho, com liberdade e com a vontade de um povo que se nega a aceitar que seus melhores dias ficaram para trás.
Nós acreditamos que a Argentina ainda tem uma grande história pela frente. E decidimos ir buscá-la. Que Deus abençoe todos os povos do mundo. Que Deus abençoe a República Argentina. Que as forças do céu nos acompanhem e ¡viva la libertad, carajo! (viva a liberdade, droga!)
Discurso del Presidente Javier Milei ante la 81.ª sesión de la Asamblea General de la ONU en Nueva York
Señor Presidente, Jefes de Estado, representantes de los pueblos del mundo: hoy me dirijo ante ustedes por tercera vez como Presidente de todos los argentinos. Cuando asumimos el gobierno de un país en ruinas, al borde de la peor crisis de su historia, tuvimos algo claro desde el principio: nuestros problemas debían enfrentarse con absoluta sinceridad. Mentirnos a nosotros mismos para sentirnos mejor no nos iba a llevar a ninguna parte. Siempre es preferible decir una verdad incómoda por sobre una mentira confortable.
Por eso, créanme que sé de lo que hablo cuando señalo con ánimo constructivo los problemas que tiene esta organización, que pretende orientar y arbitrar entre los Estados.
En este sentido, hoy quiero hablarles de tres cuestiones. Primero, aquello que este organismo debió hacer y no hizo. Segundo, aquello que no debió hacer e hizo de todas formas. Y tercero, su posición ante el advenimiento de la inteligencia artificial.
Hace 78 años esta casa declaró que todos los seres humanos nacen libres e iguales, en dignidad y derechos. Palabras nobles cuyo espíritu comparto plenamente. Y, para este fin, se comprometió a hacer respetar el derecho internacional, a defender la soberanía de las naciones y a ofrecer un foro donde los conflictos se resolvieran por la cooperación en vez de resolverse instantáneamente por las armas. Ese era el propósito original, el contrato que todos firmamos. Pero hoy, lamentablemente, es momento de reconocer que ese pacto sagrado en los hechos se rompió.
Esto es: se convirtió en una organización inútil que sólo sirve para alimentar una casta de parásitos, fatalmente arrogantes, disfrazados de burócratas bien intencionados. A lo que les recuerdo lo que decía Mises: “las buenas personas no piensan en controlar la vida de sus semejantes”. Quienes deberían garantizar la seguridad colectiva y los derechos humanos fracasaron en la tarea y en su lugar permitieron el caos, la violencia y el terrorismo internacional.
Los supuestos defensores de los Derechos Humanos apañaron a dictaduras sanguinarias y regímenes que lapidan mujeres en la calle. Votaron sistemáticamente en contra de Israel, mientras hacían silencio frente al terrorismo islámico y ante genocidios de cristianos en el África.
Y como si fuera poco, una organización que se propuso defender la soberanía territorial de sus miembros decidió mirar para el otro lado respecto a la situación de las Islas Malvinas, Georgias del Sur, Sándwich del Sur y los espacios marítimos circundantes.
Malvinas es para nosotros una causa nacional. Repito: Malvinas es para nosotros una causa nacional. Y es también una prueba de la distancia que puede existir entre las palabras de las instituciones internacionales y la realidad sobre la que pretenden actuar.
Hace 50 años, esta misma asamblea aprobó la resolución 3149, que insta a las partes a abstenerse de introducir modificaciones unilaterales mientras la disputa permaneciera abierta. 50 años después, la situación no ha cambiado, pero las modificaciones unilaterales continúan.
Hoy, el proyecto Sea Lion avanza hacia la extracción de petróleo en la plataforma continental argentina, correspondiente a la Cuenca Malvinas Norte, mediante licencias británicas que la Argentina rechaza por ilegales e ilegítimas.
Toda actuación en este sentido no autorizada por la República Argentina, constituye un acto ilícito, tanto a la luz del derecho internacional, incluida la Convención de las Naciones Unidas sobre el derecho del mar como del derecho interno argentino.
Por eso, quiero plantear una pregunta: ¿de qué sirve una resolución si durante décadas la contraparte puede actuar en sentido contrario y esa resolución queda intacta en los archivos, pero impotente frente a la realidad?
No faltan palabras ni resoluciones, lo que falta es que tengan consecuencias porque una institución que no logra que su palabra pese sobre los hechos, pierde lo más importante: pierde su autoridad.
Bajo esta realidad, quienes siguen las reglas no tienen recompensa alguna por hacerlo, mientras que los que incumplen no reciben la menor represalia. Por eso, Malvinas no es solamente una cuestión entre la Argentina y el Reino Unido. También plantea una pregunta acerca de la capacidad de esta organización para hacer valer sus propias resoluciones.
La Argentina tomó nota de esa realidad, y frente a la explotación no autorizada de nuestros recursos en el área en disputa, actuamos, presentamos notas de desaliento, acudimos a las herramientas jurídicas disponibles, sancionamos a las empresas involucradas y a sus proveedores y enviamos al Congreso una Ley de Defensa de la Soberanía Nacional. Durante demasiado tiempo, los gobiernos argentinos optaron por una defensa discursiva. Nosotros elegimos una defensa pacífica, práctica y efectiva. Repito: nosotros elegimos una defensa pacífica, práctica y efectiva.
Quiero reiterar también la situación de la población de las islas. Como esta misma asamblea ha determinado en numerosas resoluciones, el principio de libre determinación no aplica en este caso ya que se trata de una población implantada por la potencia ocupante sobre un territorio cuya soberanía se encuentra en disputa. Ese principio existe para liberar a los pueblos colonizados, no para consagrar situaciones derivadas de la colonización. Si el Reino Unido sostiene una interpretación selectiva al principio de libre determinación respecto de las Islas Malvinas, deberá explicar también cómo concilia ese criterio con los debates sobre autodeterminación existentes dentro de su propio territorio.
Al Reino Unido le reiteramos, una vez más, nuestro llamado a reanudar las negociaciones para encontrar una solución pacífica a la disputa de soberanía, como lo requiere el derecho internacional, y también nuestra invitación a proceder sin demora a intercambiar opiniones con miras a resolver la cuestión relativa a la controversia referida sobre explotación de nuestros recursos naturales.
Y al sector energético mundial quiero decirle algo más: Vaca Muerta es una oportunidad histórica, con potencial para ser una de las grandes protagonistas energéticas de las próximas décadas. Vengan. Inviertan. Desarróllenla. Háganlo con nosotros. Pero esta invitación tiene un límite. No seremos indiferentes frente a quienes exploten recursos bajo ocupación externa ilegal. La posición argentina está tomada.
Hoy vengo a decirles que la Argentina no se va a sentar a esperar a que la ONU y la comunidad internacional estén a la altura de su propio mandato; va a tomar cartas en el asunto.
Durante demasiado tiempo la Argentina administró su decadencia, administramos la pobreza, administramos el aislamiento, administramos la irrelevancia. Nos acostumbramos a discutir cómo repartir lo que quedaba, en lugar de preguntarnos cómo volver a crecer, cómo reconstruir aquello que habíamos perdido. Eso terminó. Ya perdimos demasiado. No queremos volver a perder.
Por eso, abrazamos el capitalismo de libre empresa. Estamos abriendo nuestra economía al comercio y a la inversión. Avanzamos en el desarrollo de nuestros recursos estratégicos. Abrazamos la revolución tecnológica y estamos reconstruyendo nuestro instrumento militar después de décadas de abandono.
También hicimos una elección geopolítica: nos alineamos sin ambigüedades con Occidente. Lo hicimos con los Estados Unidos y con Israel, países con los que compartimos una profunda afinidad de valores y una complementariedad estratégica.
Por eso, repudiamos los ataques del régimen iraní al Estado de Israel. Declaramos organización terrorista a la Guardia Revolucionaria Iraní, así como seguimos buscando justicia por los dos atentados que sufrimos en nuestro suelo argentino en 1992 y 1994.
Hemos decidido cooperar con el mundo, pero hacerlo de pie, entendiendo que solo una nación políticamente relevante, económicamente influyente y militarmente respetable puede ser verdaderamente dueña de su destino.
Señor Presidente, así como les mostré cómo la ONU fracasó en cumplir con lo que debía hacer, ahora quiero contarles cómo sobresalió haciendo lo que nadie le pidió y que nunca debió hacer, porque en paralelo a este fracaso han montado un leviatán burocrático, abocado a decidir cómo deben vivir los pueblos del mundo y sus ciudadanos.
Esto constituye una mezcla curiosa de anarquía y tiranía, impotencia entre quienes rompen las reglas más básicas como dictaduras sangrientas y organizaciones terroristas, y un control e imposición orwellianas ante las democracias liberales que sí cumplen las normas. Lo vimos con la agenda del Nuevo Milenio. Lo vimos con la Agenda 2030, con la regulación económica, las agendas de género, el extremismo y ambiental, y la inmigración descontrolada.
Y, cada vez que fracasaron, en lugar de revisar el modelo o pedir disculpas, redoblaron la apuesta, como ya están haciendo ahora con la Agenda 2045, la cual, adelanto que va a fracasar.
Pero el ejemplo más grave, el que debería avergonzar a esta organización para siempre, es otro: es el manejo de la pandemia. Durante la pandemia, organismos que dependen de esta casa se antepusieron a la evidencia científica y a la soberanía de las naciones y promovieron en todo el mundo políticas de encierro forzado que destruyeron empleos, arruinaron la educación de una generación entera de niños y le costaron la vida a millones de personas que murieron solas, sin atención médica básica.
Donde algunos aducen un error de política sanitaria, nosotros vemos un experimento global de control social disfrazado de ciencia. Y cuando un Estado con anteojeras sanitaria le quita su población el derecho a trabajar, a educarse, a despedir a sus muertos y eso se traduce en millones de muertes evitables, hay una palabra para nombrarlo: genocidio.
Eso sucedió en muchos países, entre ellos la Argentina, que se jactaba de ser el alumno predilecto de la Organización Mundial de la Salud, y motivo por el cual decidimos abandonarla. A eso se le suma algo más sutil, pero igual de dañino: el terror psicológico instalado desde el Estado. Durante años a los ciudadanos del mundo se les dijo que tenían que tener miedo, miedo al vecino, al aire que respiraban, a salir de sus casas. Ese miedo no fue un efecto secundario, fue la herramienta de gobierno elegida. El problema es que ello luego…, las emergencias pasan, el miedo pasa, las generaciones pasan, y las instituciones y los poderes creados a cuenta de esas supuestas emergencias permanecen.
Y, si por algún momento, nos ilusionamos con que la lección estuviera aprendida tras tantos fracasos, la llegada de la Inteligencia artificial nos demuestra lo contrario. La imprenta, la máquina a vapor, la electricidad, Internet, cada gran revolución tecnológica estuvo acompañada por temores acerca de aquello que destruía, en especial, el empleo.
Sin dudas, una de la forma más efectivas para sembrar el terror en los seres humanos, dado el rol que tiene el trabajo como mecanismo de sustentación. A modo de ejemplo, tomemos la Revolución Industrial. Al momento de su llegada, en el mundo habitaban unos 800 millones de seres humanos. A su vez si en línea con los luditas y pesimistas de siempre, como esta casa, en el mejor de los casos el empleo se hubiera mantenido constante dado que hoy la población se ha multiplicado por más de 10 veces, entonces según estas hipótesis disparatadas la tasa de desempleo en el mundo sería de un 90%. Una ridiculez, algo que parece que poco se pusieron a meditar, salvo aquellos que tenemos la pasión de leer a Jorge Luis Borges y amamos su visión de convalidar una idea llevándola a su límite.
En definitiva, estas mejoras tecnológicas no sólo no han derivado en ninguna de las catástrofes con las que nos han intentado sembrar el terror, sino que, además, cada una de ellas terminó ampliando también aquello que el ser humano era capaz de hacer. Ahora el hombre ha construido máquinas capaces de realizar tareas que hasta hace muy poco parecían reservadas a su propia inteligencia.
Y, allí, donde muchos ven una amenaza, nosotros vemos una frontera. La Inteligencia artificial o superinteligencia, como dice el Presidente Donald Trump, puede multiplicar nuestra productividad en órdenes de magnitud, que todavía no comprendemos.
Trayendo a Adam Smith: la inteligencia artificial será la fábrica de alfileres del siglo XXI, y mucho más. Puede transformar nuestras economías, nuestra medicina, nuestra educación e incluso nuestra forma de gobernar. ¿Eso exige prudencia? Sí. Pero prudencia no significa miedo, y, es más, el miedo bajo ningún punto de vista debería convertirse automáticamente en obediencia.
De hecho, los escenarios distópicos a los que se suele aludir para infundir el miedo y propiciar el control del Estado, carecen de sentido desde el punto de vista económico. La respuesta está en Adam Smith: la inteligencia artificial, tal como la división del trabajo en el caso de la fábrica de alfileres, es un acelerador para el crecimiento de la productividad. Sin embargo, Smith señaló que la división del trabajo está limitada por el tamaño del mercado. Por ende, el crecimiento será extendido con su contrapartida de demanda genuina, sin necesidad de déficits fiscales ni emisión espuria de dinero.
Pero no solo eso, sino que además esos proyectos tienen que ser financiados y eso se hace con los recursos de los seres humanos. Esto es las dotaciones iniciales y el nivel de riqueza que es la contraparte del tamaño del mercado. Es más: producir más tiene por objeto mayor nivel de consumo. Sin embargo, la satisfacción que él mismo genera crece decrecientemente mientras que la pérdida de satisfacción de entregar ocio por una mayor producción crece desproporcionadamente.
Por ende, aquel punto donde lo que se gana por una mayor cantidad de consumo se equipara con la pérdida de ocio, lleva al sistema a una posición de equilibrio, sin lugar para el terror distópico. Por eso, cuando escuchamos que el Estado debe controlar la inteligencia artificial, conviene recordar algo elemental: el Estado no es una criatura abstracta, sino hombres, funcionarios y burócratas, y concederle el control sobre la innovación es conceder a algunos, en el mejor y más ingenuo de los casos, la facultad de limitar lo que los demás pueden crear.
La historia nos ofrece razones para examinar cuidadosamente semejante poder. Durante siglos, el miedo al mañana fue argumento para restringir libertades en el presente, con la misma promesa: entréguennos una parte de su libertad y los protegeremos de esta nueva amenaza.
Nosotros aplicaremos un principio diferente: ante la incertidumbre, proponemos determinación; ante el miedo, coraje; ante la decadencia, ambición y ante la resignación, proponemos optimismo.
Por eso les digo: ante la Inteligencia artificial, la Argentina se ubicará en la vanguardia de la libertad. Tenemos los minerales críticos, la energía, el talento y la capacidad para competir en cada eslabón de esa cadena de valor y queremos ser el lugar más competitivo al mundo para desarrollarla, con un marco jurídico de vanguardia, el compromiso de no regular de manera preventiva, el compromiso de no regular de manera preventiva, responsabilidad limitada para las empresas que operen con agentes de IA y beneficios fiscales.
Porque la inteligencia artificial no es un asunto geopolíticamente neutral. Es necesario que sea Occidente quien lidere el desarrollo de la tecnología para asegurarnos que sea acorde a nuestros valores fundamentales libertarios, como son el respeto a la vida, la libertad y la propiedad privada, y la noción de dignidad humana. En eso compartimos plenamente la visión del Presidente Trump.
Señor Presidente, vivimos uno de esos extraños momentos de la historia en los que un mundo comienza a desaparecer antes que el siguiente haya terminado de nacer. Son momentos peligrosos, pero también son momentos extraordinarios porque durante los largos periodos de estabilidad, las Naciones administran el mundo que heredaron, en los periodos de transformación, algunos tienen la oportunidad de construir el mundo que vendrá. La Argentina quiere ser una de ellas.
Seguiremos formando parte de los foros multilaterales, de buena fe, porque hay problemas que requieren trabajo conjunto. Pero no confundimos cooperación con subordinación. Creemos en las alianzas y, antes que nada, en las naciones. La Argentina habla de esto con la experiencia de quien conoce sus propios errores, conocemos el costo del aislamiento, conocemos el costo de destruir una moneda, conocemos el costo de convertir al Estado en un obstáculo permanente para la iniciativa humana.
Durante un siglo ensayamos casi todas las formas de impedir nuestra propia grandeza y sobrevivimos no intactos, pero sobrevivimos. Y quizás por eso hoy comprendemos algo que otras naciones pueden olvidar: la decadencia no es un destino sino el resultado de decisiones repetidas y si ese rumbo puede elegirse también puede cambiarse. Eso intenta hacer la Argentina.
Tenemos la energía que el mundo necesitará. Tenemos alimentos, tenemos minerales críticos, tenemos talento humano, tenemos el Atlántico Sur y somos una puerta natural hacia la Antártida. Y tenemos algo que durante demasiado tiempo nos faltó: la voluntad de transformar nuestras posibilidades en poder nacional.
Queremos una Argentina próspera, influyente y poderosa. No para someter a otras, sino para ser libres. No para conquistar a otros, sino para que nuestro destino sea decidido por los argentinos.
Por eso, a los hombres y mujeres libres del mundo, a los científicos, a los emprendedores, a los creadores, a quienes soñaron con una tierra donde comenzar de nuevo, les digo: miren al sur. Van a encontrar una tierra inmensa de campos fértiles, de petróleo, de minerales y de talento humano. Una tierra que recibió a millones que cruzaron océanos con la esperanza de que sus hijos vivieran mejor que ellos y construyeron una de las naciones más prósperas de la tierra.
Tenemos la responsabilidad de estar a la altura de esto. No sabemos cómo será exactamente el mundo que están naciendo, pero sí sabemos qué clase de nación queremos ser cuando llegue. Una nación libre. Una nación próspera. Una nación soberana. Una nación capaz de defender los suyos y abierta al mundo. Una nación que no teme volver a pronunciar la palabra que durante demasiado tiempo pareció prohibida: grandeza.
Ninguna nación tiene garantizado un lugar en la historia, se construye generación tras generación, con trabajo, con libertad y con la voluntad de un pueblo que se niega a aceptar que sus mejores días quedaron atrás.
Nosotros creemos que la Argentina aún tiene una historia grande por delante. Y hemos decidido ir a buscarla. Que Dios bendiga a todos los pueblos del mundo. Que Dios bendiga la República Argentina. Que las fuerzas del cielo nos acompañen y ¡viva la libertad, carajo!
Texto completo original em espanhol, publicado por Casa Rosada.
Copiadas literalmente do discurso oficial; tradução da MileiHoy.
“Hoje venho dizer que a Argentina não ficará parada esperando que a ONU e a comunidade internacional estejam à altura de seu próprio mandato; nós tomaremos uma atitude.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Por muito tempo, a Argentina administrou sua decadência, administramos a pobreza, administramos o isolamento, administramos a irrelevância.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Aplicaremos um princípio diferente: diante da incerteza, propomos determinação; diante do medo, coragem; diante da decadência, ambição; e diante da resignação, propomos otimismo.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Decidimos cooperar com o mundo, mas fazê-lo de pé, entendendo que apenas uma nação politicamente relevante, economicamente influente e militarmente respeitável pode verdadeiramente ser dona de seu destino.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“E talvez seja por isso que hoje entendemos algo que outras nações podem esquecer: a decadência não é um destino, mas o resultado de decisões repetidas, e se esse caminho pode ser escolhido, ele também pode ser mudado.”
— Javier Milei · Ver no discurso