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Um mesmo tema em um só lugar: o texto oficial, o vídeo, o que aconteceu no X, como cada veículo contou e o discurso completo.
Discurso completo · Institucional
Casa Rosada19 min de leitura

Estimativa de IA · confiança 80%
Enquadramento predominante
Libertário 90%
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A estimativa vem da análise do texto da notícia: quais fontes cita, quais fatos destaca e que linguagem usa.
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Gerado em · 1 min de leitura
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O discurso de Milei critica claramente o socialismo e promove o capitalismo, usando uma linguagem forte contra as ideologias de esquerda, o que o enquadra dentro de uma perspectiva de direita. Frases como 'basta de socialismo' e 'defender o sistema capitalista' demonstram uma clara inclinação em seu discurso.

Institucional · Casa Rosada

Política · Derecha Diario
Fonte: Casa Rosada (CC BY 2.5 AR). Tradução realizada pela MileiHoy
Discurso do Presidente da Nação, Javier Milei, no grande ato do Vox “Viva 24”, em Vistalegre Madrid, Espanha.
Para começar, quero agradecer aos organizadores do Viva Vox e ao meu querido amigo, Santiago Abascal, por me convidarem a estar aqui com vocês hoje. Na sexta-feira, ao apresentar meu livro “El camino del Libertario”, contava que quando comecei toda essa peripecia de dar publicamente a batalha cultural, estava mais sozinho que Adão no dia das mães e, nesse contexto, um dos poucos que me abraçou e me aguentou quando todos me davam as costas foi o querido Santiago, então quero começar hoje aqui fazendo um agradecimento público diante de vocês. Obrigado, Santiago.
Olha, Santiago, até onde chegamos e quanto temos pela frente. Vengo pregando minha invenção do sistema capitalista em auditórios onde a maioria dos que escutam nem sempre compartilha o que digo, às vezes, inclusive, pregando de frente a pessoas que me detestam porque se sentem aludidas pela minha crítica, como ocorreu, por exemplo, no Fórum de Davos.
Assim sendo, devo dizer que, assim como quando expus no Instituto Milken em Los Angeles, é gratificante hoje estar entre amigos. É reconfortante estar diante de um público que compartilha nossas ideias e que é parte da enorme tarefa de dar a batalha cultural, diante de quem quer nos impor uma visão de mundo que não só é imoral, mas que é contrária aos valores que fizeram o ocidente grande. É verdade que dois anos não são nada, mas algumas coisas aconteceram desde a última vez que estive aqui com vocês.
Quando me apresentei aqui, há 2 anos, era apenas um deputado nacional que, acompanhado apenas por quem agora exerce o cargo de vice-presidente da Nação, enfrentávamos a totalidade do sistema político na Argentina defendendo as ideias da Liberdade. Quero dizer-lhes que, embora agora tenha um trabalho um pouquinho mais complicado e algo mais particular, nunca deixei de lado, nem farei no futuro, minha tarefa histórica que é ser um humilde divulgador das ideias da liberdade.
Porque estou convencido que hoje, mais que nunca, essas ideias e valores que levaram a espécie humana ao mais alto estão em perigo e precisam ser defendidas do cerco do maldito e cancerígeno socialismo. O socialismo, essa ideologia que está pintada de uma pátina altruísta que, basicamente, esconde o pior do ser humano, que é a inveja, o ódio, o ressentimento, o tratamento desigual diante da lei e, se necessário, o assassinato, porque nunca se esqueçam que os malditos socialistas assassinaram 150 milhões de seres humanos.
Recentemente, na conferência que realizei no Instituto Milken, disse que, de certa forma, os argentinos somos profetas de um futuro apocalíptico que já vivemos, mas que o restante do ocidente ainda tem pela frente. Porque se olharem a história argentina dos últimos dois séculos, verão uma tragédia em duas partes: ascensão e queda. Uma tragédia que é testemunho do que pode ocorrer quando se substituem as ideias da liberdade por qualquer tipo de experimento coletivista.
Na segunda metade do século XIX, a liderança argentina gravou em pedra os princípios básicos do liberalismo que são a defesa da vida, da liberdade e da propriedade privada e como resultado vimos o processo de crescimento econômico mais forte de nossa história, na verdade, a Argentina crescia mais do que as taxas equivalentes da China neste momento. Em apenas 35 anos, nos tornamos uma potência mundial. Fomos a primeira nação da história humana a erradicar o analfabetismo, tínhamos um produto bruto interno total superior à soma de Brasil, México, Paraguai e Peru juntos, éramos a primeira potência mundial em termos de PIB per capita.
Nós, um país periférico que ao restante do mundo mal conhecíamos, éramos a Meca do Ocidente e recebemos milhões e milhões de imigrantes que sonharam na Argentina a possibilidade de uma vida melhor, a maioria deles espanhóis, daí radica em parte a irmandade eterna entre nossos povos.
Mas, em algum momento da primeira metade do século XIX, a liderança política se apaixonou pelo Estado, abandonou as ideias da liberdade e as substituiu pela doutrina da justiça social, que atenta diretamente contra a liberdade e a propriedade do indivíduo. Aí começou o século de humilhação argentina, 100 anos de decadência em que se romperam, uma e outra vez, todas as regras básicas da economia para sustentar o afã dos políticos de gastar o que não temos.
Sob o delirante pretexto de que onde há uma necessidade nasce um direito, a Argentina viveu permanentemente com déficit fiscal, com crescimento permanente do gasto público e uma situação que tinha que ser financiada. Em primeiro lugar, os políticos imorais financiam com dívida, que não é nem mais nem menos que passar a festa presente para nossos filhos, nossos netos e as gerações futuras. Naturalmente, quando o financiamento se esgota, recorrem à máquina de imprimir bilhetes e assim, basicamente, a Argentina, por exemplo, tirou 13 zeros da moeda, teve duas hiperinflações sem guerra, hoje poderíamos tirar mais três zeros da moeda e fizeram um verdadeiro desastre com o imposto da inflação, roubando-nos o tempo todo.
E já quando não lhes resta mais alternativa, aumentam diretamente os impostos explícitos, fazendo com que o país verdadeiramente deixe de ser competitivo. Como resultado dessas medidas, vimos como nossos cidadãos começaram a empobrecer sistematicamente, até cair para a 140ª posição do mundo no ranking de PIB per capita, tendo chegado a multiplicar a pobreza por 10 vezes nos últimos 50 anos. E não só isso, a Argentina, que é um país que produz alimentos para 400 milhões de seres humanos e tem uma pressão fiscal no setor agropecuário de 70%, ou seja, que o maldito Estado fica com a comida de 280 milhões de seres humanos e a cinco milhões de argentinos falta comida.
Basta de socialismo, basta de fome, basta de miséria!
Por isso, quando olho para a Europa hoje e também para os Estados Unidos e vejo, lentamente, como vão aparecendo pequenas sinais do trágico caminho que tristemente percorreu a Argentina. Na outra calçada da história, enquanto o socialismo destruía a Argentina, o capitalismo de livre mercado, literalmente, salvava o mundo. Resta ver a história econômica global dos últimos 250 anos e, em particular, dos últimos 100 anos para demonstrá-lo.
Até o ano de 1800, aproximadamente, o PIB per capita do mundo praticamente se manteve constante, mas a partir do século XIX e em razão da Revolução Industrial, o PIB per capita não só aumentou, mas o fez de forma exponencial, multiplicando-se por mais de 20 vezes e gerando uma explosão de riqueza que tirou da pobreza 90% da população mundial, mesmo quando a população se multiplicou por oito vezes. Que lidem com esse dado os malditos abortistas.
O que isso quer dizer? que quanto mais avançou o capitalismo, a riqueza se incrementou cada vez a maior velocidade. Por isso, enquanto no século XIX a taxa de crescimento do PIB per capita global foi em média de 0,6% ao ano composto, no período compreendido entre 1950 e 2000, vemos que a taxa de crescimento foi de 2,1 anual composto e se corrigirmos pela subestimação das estatísticas, estaríamos acima de 3 anual composto.
Ou seja, o capitalismo de livre empresa tem sido uma panaceia para o Ocidente, por isso não é casualidade que aqueles países que são livres cresçam o dobro do que crescem os países reprimidos e que tenham um PIB per capita 12 vezes maior do que o que tem um país reprimido. Portanto, não só isso, mas além disso, aqueles países que são pobres, os que são pobres nos países capitalistas de livre mercado, têm um rendimento médio superior no décimo mais baixo de 15 vezes maior e 90% da população desses países reprimidos vive abaixo do que viveria alguém pobre em um país capitalista.
Isso demonstra, apesar dos lamentos da esquerda, que os mercados livres geram prosperidade para todos, não apenas para alguns. Não há caso de país em toda a história da humanidade que tenha abraçado as ideias da liberdade, que não tenha experimentado uma explosão de crescimento e prosperidade para todos. Pelo contrário, o socialismo sempre que foi tentado, não só na Argentina, mas em todo o mundo, tem sido um fracasso econômico, um fracasso social, um fracasso cultural e, em muitas ocasiões, um fracasso imposto sobre pilhas e pilhas de cadáveres e nomes.
Este ponto é central para conseguir uma compreensão completa da tragédia que significa o socialismo. Dado que o socialismo é uma ideologia que vai diretamente contra a natureza humana, necessariamente derivam escravidão ou morte, não há outro destino possível, abrir a porta ao socialismo é convidar à morte. Mas, embora tudo isso seja óbvio, hoje é mais importante do que nunca sinalizá-lo, porque nas últimas décadas as elites globais, lamentavelmente, têm sido cativadas pelos cantos de sereia socialistas.
Por meio de ideias, discursos e valores que se infiltraram no senso comum de nossas sociedades, promovidos por órgãos supranacionais, por ONGs, por instituições educacionais e pela indústria do entretenimento e meios de comunicação; discursos que dizem que o capitalismo é ruim porque é individualista e que o coletivismo é bom porque é altruísta e, portanto, pleiteiam pela justiça social. Que perseguem o privado para que se submeta a mandamentos de suposta moral em questões como gênero, a questão racial ou a questão ambiental, que muitas vezes acabam atentando diretamente contra a liberdade e a capacidade das empresas de gerar riqueza, mas também sobre a vida humana.
Parece que não entendem que a justiça social sempre é injusta, porque implica um roubo, porque implica um tratamento desigual diante da lei e que cada tentativa dos políticos de se fazerem de bonzinhos, acaba prejudicando a geração de riqueza e, em consequência, prejudicando o conjunto da sociedade. Também não percebem ou não parece importar-lhes, que o custo de sustentar essa pantomima bem intencionada dos progressistas, seja subverter todos os valores que fizeram da civilização ocidental, a ponta de lança da história do progresso humano. Porque, no fundo, estão sendo guiados por paixões humanas das mais baixas, como a inveja, o ódio e o ressentimento, que turvam o pensamento e os ofuscam. É mais, tanto os ofusca, a ponto tal, que vivem projetando suas misérias no resto.
Por isso, a todos aqueles que pensam que estão salvando o mundo com o Estado presente, com impostos altos, com cotas de gênero e castigando os empresários, eu digo: Sabem o que é melhor para os trabalhadores? Que negociem livremente com seus empregadores. Sabem o que é melhor para as mulheres? Deixar de tratá-las como vítimas que precisam de cuidados especiais. Eu me pergunto: Será que os socialistas consideram as mulheres seres inferiores para estarem concedendo privilégios?
Pergunto aos socialistas: ou será que não basta ser iguais diante da lei? Sabem o que é melhor para o planeta? Deixar que o mercado encontre, como sempre fez, as melhores soluções. Sabem o que é melhor para as crianças? Um pai e uma mãe que conhece muito melhor do que qualquer burocrata. E sabem como isso se consegue? Retirando o Estado parasita da vida das pessoas e deixando que os cidadãos sejam livres. Deixando-os associar-se livremente, escolher o que produzir, a quem empregar, onde estudar, a quem vender, o que comprar e o que fazer com o fruto do trabalho próprio.
Em definitiva, o mundo se salva não correndo atrás de uma agenda culposa de um par de burocratas, mas diminuindo o Estado para engrandecer a sociedade.
É preciso destruir essa ideia parasitária que aprendeu no Ocidente, que diz que a tarefa do Estado, ou seja, do burocrata, é controlar cada aspecto da vida dos cidadãos. Essa ideia de que os políticos devem cuidar das pessoas desde o berço até a cova. Isso nunca foi a tarefa do Estado; a tarefa do Estado, se é que deve existir, é defender a vida, a liberdade e a propriedade privada dos indivíduos. Mas as elites globais não percebem quão destrutivo pode ser implementar as ideias do socialismo, porque estão muito distantes, não sabem que tipo de sociedade e país isso pode produzir, e que tipo de pessoas estão agarradas ao poder e que níveis de abuso isso pode gerar. Quero dizer, mesmo quando tenho à minha esposa corrupta, ela se suja e leva cinco dias para pensar a respeito.
Por isso cabe a mim mostrar-lhes o quão sinistro e nefasto é o socialismo. Porque vivemos isso na pele, sofremos todos os dias, porque a Argentina é um país infectado pelo socialismo há décadas, ou talvez devesse dizer, era. O socialismo leva à pobreza e à morte; quem disser o contrário é um ignorante ou um mentiroso. E como o socialismo leva à morte, nunca, mas nunca, podemos ceder, em nada, não podemos nos deixar empurrar um milímetro pelos esquerdistas, nem mesmo quando parecer que eles têm razão, porque jamais a têm.
Porque quando deixamos uma fresta aberta, eles nos atacarão de uma posição melhor para eles. Aproveitam-se dos mais fracos entre nós, daqueles que não conquistaram a abundância da qual desfrutam, daqueles que a herdaram sem saber o sacrifício que isso implicou, daqueles que, como se sabem em falta, a culpa os consome e querem nos usar a todos para resolver seus próprios problemas. Mas nós não somos fracos; conquistamos o que temos, realmente acreditamos no que dizemos, nos custou sangue e suor chegar onde chegamos e ninguém, nem ninguém, vai se interpor em nosso caminho.
Não importa o que façam, não importa o que digam, nem como nos ataquem, por isso lhes digo: importo-me um rabo com o que os esquerdistas opinem. No final das contas, não há nada que possam fazer para alterar o curso dos acontecimentos.
À luz das coisas que costumo dizer, das discussões nas quais me envolvo, muitas vezes recebo críticas de vários atores do establishment e, em particular, dos míseros do jornalismo. Quero dizer, com isso de ter retirado a publicidade oficial dos meios de comunicação, parece que estou à procura de emprego no subsolo, e eu vou demitir o ruivo... Mas não se preocupem, esse também é esquerdista, então, não me interessa esse negócio. Eles me dizem: “mas você agora é um chefe de Estado, como pode fazer esses comentários, como pode abrir a boca para falar assim de seus adversários políticos, como pode falar assim de outros mandatários como há dois anos, ou de um presidente”, como me toca ser agora.
De qualquer forma, agora que sou presidente, minha responsabilidade de lutar a batalha cultural é, ainda, muito maior, porque o que faço e digo tem um efeito mais significativo. E travar a batalha cultural não é apenas moralmente correto, mas, além disso, é necessário do ponto de vista do governo, é necessário para o sucesso de qualquer programa de governo liberal ou libertário, para que as políticas que implementarem sejam duradouras e para que no futuro sejam os próprios cidadãos a defender sua liberdade e não se deixarem pisotear novamente pelos socialistas.
Porque, além disso, é importante levantar a voz, porque nossos adversários sempre jogam com vantagem. Porque têm suas pessoas infiltradas em todos os níveis do Estado, possuem a força dos sindicatos e das organizações sociais, têm os empresários prebendários que vivem do Estado e os financiam, têm os organismos supranacionais, as organizações não governamentais, os meios de comunicação e a indústria do entretenimento, e no meu caso, em meu país, até o controle sobre o futebol.
Nesse sentido, é preciso reconhecer que eles fizeram um trabalho formidável, em termos do que Antonio Gramsci chamaria de “construção de uma verdadeira hegemonia global”. Se todos os que acreditamos na vida, na liberdade e na propriedade não fizermos nada, estaremos condenados. Se todos os que acreditamos nos valores que fizeram do Ocidente a civilização mais próspera da história não fizermos nada, estaremos condenados. Por isso, todos nós que estamos aqui, cidadãos espanhóis, argentinos, presidentes, pensadores, empresários, todos aqueles que acreditam na liberdade, devemos nos levantar e dizer-lhes: ¡basta!
Basta ao ódio, ao ressentimento e à inveja que implica o socialismo. Basta à autoflagelação e à culpa do Ocidente. Basta à pretensão de viver em um mundo de cristal, sem que ninguém possa se sentir ofendido. Basta da intromissão do Estado em cada um dos aspectos de nossas vidas; voltemos a defender os valores que fizeram o Ocidente grande. Voltemos a defender a vida, a liberdade e a propriedade.
Já se passaram cinco meses desde que assumi como presidente da República Argentina, em 10 de dezembro, e com orgulho posso dizer que estamos cumprindo à risca a promessa que fizemos aos argentinos. Pegamos uma economia à beira da hiperinflação, com 15 pontos de déficit fiscal consolidado, com emissão descontrolada depois de ter emitido dinheiro por 13 pontos do PIB em um ano, com preços reprimidos a níveis ridículos e com taxas de juros altíssimas e, apesar de tudo isso, estamos mudando a situação.
Com um esforço enorme por parte de todos os argentinos, mas lentamente estamos revertendo a situação. Ressuscitamos sistematicamente a inflação, mês após mês, até alcançar uma inflação de um dígito mensal. Reduzimos a taxa de juros sem que a inflação disparasse e sem que o câmbio disparasse. Estamos fazendo o ajuste mais radical e abrupto da história humana e, para o espanto de toda a esquerda, a sociedade continua nos apoiando com a mesma condição que em 10 de dezembro.
Por isso, a esquerda local e internacional chora, porque tudo o que eles resumem como impossível, nós o realizamos. Porque tudo aquilo que eles romperam com seu xamanismo econômico, nós estamos corrigindo com trabalho e com as ideias e valores corretos; porque todas as ideias, valores e teorias que eles pregam em meu país já falharam. E tudo aquilo que eles temem está começando a ter sucesso. E também porque estamos mostrando ao mundo que, inclusive, na pior adversidade, inclusive, carregando a pior herança econômica da história do país, inclusive, sendo o governo com menos poder institucional da história e inclusive, com toda a política, os meios e os empresários prebendários contra, quem levanta a verdade em um punho e a convicção no outro pode perseverar e sair triunfante.
Porque, mais cedo ou mais tarde, a verdade sempre se impõe sobre a mentira, a liberdade sempre se impõe sobre a opressão, a vida sempre se impõe sobre a morte, e o bem sempre triunfa sobre o mal. Por tudo isso, quero dizer-lhes que sou um otimista. Cada vez mais povos do mundo se revoltam contra o maldito mandato socialista e o fazem porque, ao contrário dos socialistas, nós confiamos nos cidadãos; não pensamos que devemos tratá-los como crianças em um jardim de infância.
Confiamos em sua criatividade, em sua capacidade de resolver problemas por conta própria, em seu critério para criar livremente seus filhos no seio da família, confiamos na capacidade dos homens e mulheres de forjar seu próprio destino e que isso resulte em maior benefício para o conjunto da sociedade. E essa confiança que temos no cidadão comum, tarde ou cedo, retorna, porque para obter confiança é preciso dar confiança, e nós estabelecemos um pacto de verdade com a sociedade, porque, como sempre digo: é preferível dizer uma verdade incômoda em vez de uma mentira confortável.
Por tudo isso, quero comprometer-me com todos vocês e dizer que não vou falhar. Vou pregar pelo exemplo e mostrar ao mundo que um governo com nossas ideias pode ter sucesso e as realizações que nosso governo realizar na Argentina serão testemunho e pregação do paradigma capitalista de livre empresa. Mas não serão nenhum milagre, e sim a consequência necessária do exercício das ideias corretas, porque a liberdade é o único caminho possível para a prosperidade. Por isso lhes digo, ânimo nesta jornada para salvar o Ocidente da decadência, porque o Ocidente ainda está a tempo de escolher se quer persistir na senda do fracasso ou se quer retomar o caminho da liberdade.
Finalmente, quero deixar uma frase de um dos maiores pensadores do século 20, que foi Ludwig Von Mises, e que além disso demonstrou a impossibilidade do socialismo já em 1922, com seu famoso tratado “O socialismo”. Mises sustentava que o socialismo é uma alternativa ao capitalismo como o cianeto de potássio é uma alternativa à água. E dado que Mises era uma pessoa com grande visão e entendia do que se tratava o desafio, fez uma frase de Virgílio sua frase de cabeceira, uma frase em latim que diz: “Tu ne cede malis, sed contra audentior ito”. O que significa não cedas ante o mal, mas enfrenta-o com maior audácia. Não cedamos frente ao socialismo; vamos enfrentá-lo com mais bravura.
Naturalmente, parece uma tarefa titânica, parece que somos poucos, mas não temos nada a temer, porque a vitória no campo de batalha não depende da quantidade de soldados, mas das forças que vêm do céu. ¡Viva la libertad, carajo! (Viva a liberdade, caramba!) ¡Viva la libertad, carajo! (Viva a liberdade, caramba!) ¡Viva la libertad, carajo! (Viva a liberdade, caramba!) Muito obrigado. Obrigado, Santiago. Obrigado, Vox. Obrigado a todos, obrigado, muito obrigado.
Discurso del Presidente de la Nación, Javier Milei, en el gran acto de Vox “Viva 24”, en Vistalegre Madrid, España.
Para comenzar quiero darle las gracias a los organizadores del Viva Vox y a mi querido amigo, Santiago Abascal, por invitarme estar aquí con ustedes hoy. El viernes presentando mi libro “El camino del Libertario” contaba que cuando empecé con toda esta peripecia de dar públicamente la batalla cultural estaba más solo que Adán en el día de la madre y en ese contexto uno de los pocos que me abrazaron y me aguantaron cuando todos me daban la espalda fue el querido Santiago, así que quiero comenzar hoy aquí haciéndole un agradecimiento público ante ustedes. Gracias Santiago.
Mirá Santiago hasta donde hemos llegado y cuánto que tenemos por delante. Vengo predicando mi invención del sistema capitalista en auditorios donde la mayoría de los que escuchaban no siempre comparten lo que digo, a veces, inclusive, predicando de frente ante gente que lo detesta porque se sienten aludidos por mi crítica, como ocurrió, por ejemplo, en el Foro de Davos.
Así es que debo decir que, al igual que cuando expuse en el Instituto Milken en Los Ángeles, es grato hoy estar entre amigos. Es reconfortante estar frente a un público que comparte nuestras ideas y que es parte de la enorme tarea de dar la batalla cultural, frente a quienes quieren imponernos una visión del mundo que no solo es inmoral, sino que es contraria a los valores que hicieron grande occidente. Es cierto que dos años no son nada, pero han pasado algunas cosas desde la última vez que estuve aquí con ustedes.
Cuando me presenté acá, hace 2 años, era tan solo un diputado nacional que acompañado solamente por quien ahora ejerce el cargo de vicepresidente de la Nación, enfrentábamos a la totalidad del sistema político en Argentina defendiendo las ideas de la Libertad. Quiero decirles que si bien ahora tengo un trabajo un poquito más complicado y algo más particular, nunca he dejado de lado, ni lo haré en el futuro, mi tarea histórica que es ser un humilde divulgador de las ideas de la libertad.
Porque estoy convencido que hoy más que nunca que estas ideas y valores que llevaron a lo más alto a la especie humana corren peligro y necesitan ser defendidas del asedio del maldito y cancerígeno socialismo. El socialismo, esa de ideología que está pintada de una pátina altruista que, básicamente, esconde lo peor del ser humano, que es la envidia, el odio, el resentimiento, el trato desigual frente a la ley y si es necesario el asesinato, porque nunca se olviden que los malditos socialistas asesinaron a 150 millones de seres humanos.
Hace poco en la conferencia que brindé en el Instituto Milken dije que, en algún sentido, los argentinos somos profetas de un futuro apocalíptico que nosotros ya hemos vivido, pero que el resto de occidente aún tiene por delante. Porque si miran la historia Argentina de los últimos dos siglos verán una tragedia en dos partes: ascenso y caída. Una tragedia que es testimonio de lo que puede ocurrir cuando se reemplazan las ideas de la libertad por cualquier tipo de experimento colectivista.
En la segunda mitad del siglo XIX la dirigencia Argentina grabó en piedra los principios básicos del liberalismo que son la defensa a la vida, a la libertad y a la propiedad privada y como resultado vimos el proceso de crecimiento económico más fuerte de nuestra historia, de hecho Argentina crecía más que la equivalente de las tasas chinas de este momento. En tan solo 35 años nos convertimos en una potencia mundial. Fuimos la primera nación de la historia humana en erradicar el analfabetismo, teníamos un producto bruto interno total superior a la suma de Brasil, México, Paraguay y Perú juntos, éramos la primera potencia mundial en términos de PBI per cápita.
Nosotros, un país periférico que al resto del mundo apenas conocíamos, éramos la Meca de Occidente y recibimos millones y millones de inmigrantes que soñaron en Argentina la posibilidad de una vida mejor, la mayoría de ellos españoles, de ahí radica en parte la hermandad eterna entre nuestros pueblos.
Pero, en algún momento de la primera mitad del siglo XIX, la dirigencia política se enamoró del Estado, abandonó las ideas de la libertad y las reemplazó por la doctrina de la justicia social, que atenta directamente contra la libertad y la propiedad del individuo. Ahí comenzó el siglo de humillación Argentina, 100 años de decadencia en los que se rompieron, una y otra vez, todas las reglas básicas de la economía para sostener el afán de los políticos de gastar lo que no tenemos.
Bajo el delirante pretexto de donde hay una necesidad nace un derecho, Argentina vivió permanentemente con déficit fiscal, con permanente crecimiento del gasto público y una situación que tenía que ser financiada. En primer lugar, los políticos inmorales los financian con deuda, que no es ni más ni menos que pasarle la fiesta presente a nuestros hijos, a nuestros nietos y a las generaciones futuras. Naturalmente, cuando el financiamiento se termina, recurren a la máquina de imprimir billetes y así, básicamente, Argentina, por ejemplo, le ha quitado 13 ceros a la moneda, ha tenido dos hiperinflaciones sin guerra, hoy podríamos quitarle tres ceros más a la moneda y han hecho un verdadero desastre con el impuesto inflacionario robándonos todo el tiempo.
Y ya cuando no les queda más alternativa, suben directamente los impuestos explícitos, haciendo que el país verdaderamente deje de ser competitivo. Como resultado de estas medidas, vimos cómo nuestros ciudadanos comenzaron a empobrecerse sistemáticamente, hasta caer al puesto 140 del mundo en el ranking de PBI per cápita, habiendo llegar a multiplicar la pobreza por 10 veces en los últimos 50 años. Y no solo eso, Argentina que es un país que produce alimentos para 400 millones de seres humanos y tiene una presión fiscal en el sector agropecuario del 70%, es decir que el maldito Estado se queda con el alimento de 280 millones de seres humanos y a cinco millones de argentinos le falta de comer.
¡Basta de socialismo, basta de hambre, basta de miseria!
Por eso, es cuando miro a Europa hoy y también a los Estados Unidos y veo, lentamente, cómo van apareciendo pequeñas señales del trágico camino que tristemente recorrió la Argentina. En la otra vereda de la historia, mientras el socialismo destruía la Argentina, el capitalismo de Libre Mercado, literalmente, salvaba al mundo. Resta ver la historia económica global de los últimos 250 años y, en particular, de los últimos 100 años para demostrarlo.
Hasta el año 1800, aproximadamente, el PBI per cápita del mundo prácticamente se mantuvo constante, pero a partir del siglo XIX y a raíz de la Revolución Industrial el PBI per cápita no sólo aumentó, sino que lo hizo de forma exponencial, multiplicándose por más de 20 veces y generando una explosión de riqueza que sacó de la pobreza al 90% de la población del mundo, aún cuando se multiplicó la población en ocho veces. Que lidien con ese dato los malditos aborteros.
¿Qué quiere decir esto? que cuanto más avanzó el capitalismo, la riqueza se incrementó cada vez a mayor velocidad. Por eso mientras que en el siglo XIX la tasa de crecimiento del PBI per cápita global fue en promedio del 0,6% anual compuesto, en el período comprendido entre 1950 y el 2000, vemos que la tasa de crecimiento fue de 2,1 anual compuesto y si se corrige por la subestimación de las estadísticas, estaríamos arriba del 3 anual compuesto.
O sea, el capitalismo de libre empresa ha sido una panacea para Occidente, por eso no es casualidad que aquellos países que son libres crezcan el doble que crecen los países reprimidos y que tengan un PBI per cápita 12 veces mayor que lo que tiene un país reprimido. Por lo tanto, no solo eso, sino que además, aquellos países que son pobres, los que son pobres en los países capitalistas de Libre Mercado, tienen un ingreso promedio superior en el decil más bajo de 15 veces mayor y el 90% de la población de esos países reprimidos, vive por debajo de lo que viviría alguien pobre en un país capitalista.
Esto demuestra, a pesar de los llantos de la izquierda, que los mercados libres generan prosperidad para todos, no solo para algunos. No hay caso de país en toda la historia de la humanidad que haya abrazado las ideas la libertad, que no haya experimentado una explosión de crecimiento y prosperidad para todos. Por el contrario, el socialismo siempre que se ha intentado, no solo en la Argentina, sino en el mundo entero, ha sido un fracaso en lo económico, ha sido un fracaso en lo social, un fracaso en lo cultural y en muchas ocasiones un fracaso impuesto sobre pilas y pilas de cadáveres y nombres.
Este punto es central para lograr una acabada comprensión de la tragedia que significa el socialismo. Dado que el socialismo es una ideología que va directamente en contra de la naturaleza humana, necesariamente derivan esclavitud o muerte, no hay otro destino posible, abrirle la puerta al socialismo es invitar a la muerte. Pero si bien, todo esto es obvio, hoy es más importante que nunca señalarlo, porque en las últimas décadas las élites globales, lamentablemente, han sido cautivadas por los cantos de sirena socialistas.
A través de ideas, discursos y valores que se han colado en el sentido común de nuestras sociedades, promovidos por organismos supranacionales, por ONG, por instituciones educativas y por la industria del entretenimiento y los medios de comunicación; discurso que dicen que el capitalismo es malo porque es individualista y que el colectivismo es bueno porque es altruista y, por lo tanto, bregan por la justicia social. Que persiguen al privado para que se someta a mandamientos de supuesta moral en cuestiones como el género, la cuestión racial o la cuestión ambiental, que muchas veces terminan atentando directamente contra la libertad y la capacidad de las empresas para generar riqueza, sino también sobre la vida humana.
Parece que no entienden que la justicia social siempre es injusta, porque implica un robo, porque implica un trato desigual frente a la ley y que cada intento de los políticos por hacerse los buenos, terminan perjudicando la generación de riqueza y en consecuencia perjudicando el conjunto de la sociedad. Tampoco se dan cuenta o no parece importarles, que el costo de sostener esta pantomima bien pensante de los progres, sea subvertir todos los valores que hicieron de la civilización occidental, la punta de lanza de la historia del progreso humano. Porque, en el fondo, están siendo guiados por pasiones humanas de las más bajas, como la envidia, el odio y el resentimiento, que nublan el pensamiento y los enceguecen. Es más, tanto los enceguece, a punto tal, que viven proyectando sus miserias en el resto.
Por eso, a todos aquellos que se piensan que están salvando el mundo con el Estado presente, con impuestos altos, con cupo de géneros y castigando a los empresarios, yo les digo: ¿Saben qué es lo mejor para los trabajadores? Que pacten contrato libremente con sus empleadores. ¿Saben que es lo mejor para las mujeres? Dejar de tratarlas como víctimas que necesitan cuidados especiales. Yo me pregunto: ¿Acaso los socialistas consideran a las mujeres como seres inferiores para estar otorgándoles privilegios?
Les pregunto a los socialistas ¿o acaso no alcanza con ser iguales ante la ley? ¿Saben qué es lo mejor para el planeta? Dejar que el mercado encuentre como ha hecho siempre, las mejores soluciones. ¿Saben que es lo mejor para los niños? Un padre y una madre que les conoce mucho mejor que cualquier burócrata. ¿Y saben cómo se logra esto? Retirando al Estado parasitario de la vida de las personas y dejando que los ciudadanos sean libres. Dejándolos asociarse libremente, elegir qué producir, a quién emplear, dónde estudiar, a quién venderle, qué comprar y qué hacer con el fruto del trabajo propio.
En definitiva, el mundo se salva no corriendo atrás de una agenda culposa de un par de burócratas, sino achicando al Estado para engrandecer a la sociedad.
Hay que destruir esa idea parasitaria que ha aprendido en Occidente que dice que la tarea del Estado, o sea, del burócrata, es controlar cada aspecto de la vida de los ciudadanos. Esa idea de que los políticos deben cuidar a la gente desde la cuna hasta la tumba. Esto no ha sido nunca la tarea del Estado, la tarea del Estado, en caso de existir, es defender la vida, la libertad y la propiedad privada de los individuos. Pero las elites globales no se dan cuenta de lo destructivo que puede llegar a ser implementar las ideas del socialismo, porque lo tienen demasiado lejos, no saben qué tipo de sociedad y país puede producir, y qué calaña de gente atornillada al poder y qué niveles de abuso puede llegar a generar. Digo, aún cuando tenga a la mujer corrupta, se ensucia y se tome cinco días para pensarlo.
Por eso me toca a mí mostrarles lo que es lo siniestro y nefasto que es el socialismo. Porque lo hemos vivido en carne propia, lo sufrimos todos los días, porque la Argentina es un país infectado del socialismo hace décadas, o quizás debería decir, era. El socialismo conduce a la pobreza y a la muerte, el que diga otra cosa es un ignorante o un mentiroso. Y como el socialismo conduce a la muerte, nunca pero nunca, podemos dar el brazo a torcer, en nada, no podemos dejarnos correr un milímetro por los zurdos, ni aún cuando parezca que tienen razón, porque nunca la tienen.
Porque cuando dejemos una rendija abierta, nos atacarán desde una posición mejor para ellos. Se aprovechan de los más débiles de nosotros, de los que no se han ganado la abundancia de la que disfrutan, de los que la han heredado sin saber el sacrificio que ha implicado, de aquellos como se saben en falta, los carcome la culpa y quieren usarnos a todos para resolver sus propios problemas. Pero nosotros no somos débiles, nos hemos ganado lo que tenemos, realmente creemos lo que decimos, nos ha costado sangre y sudor llegar a donde hemos llegado y nadie ni nadie se va a interponer en nuestro camino.
No importa qué hagan, no importa qué digan, ni cómo nos ataquen, por eso les digo, me importa un rábano lo que opinen los zurdos. En definitiva, no hay nada que puedan hacer para alterar el curso de los acontecimientos.
A la luz de las cosas que suelo decir, de las discusiones en las que me suelo meter, muchas veces recibo críticas de distintos actores del establishment y en particular, de los ensobrados del periodismo. Digo, con esto de haberle quitado la pauta oficial a los medios, parece que estoy buscando empleo en el subsuelo, y lo voy a rajar al coloradito…Pero no se hagan problema, ese es zurdo también, así que, no me interesa ese negocio. Me dicen: “pero usted ahora es un jefe de Estado, cómo va a estar haciendo estos comentarios, cómo va a abrir a hablar así de sus adversarios políticos, cómo va a hablar así de otros mandatarios como hace dos años, o de un presidente”, como me toca ser ahora.
En todo caso, ahora que soy presidente, mi responsabilidad por librar la batalla cultural es, aún, mucho mayor, porque lo que hago y digo tiene un efecto más grande. Y dar la batalla cultural no es solo moralmente correcto, sino que, además, es necesario de un punto de vista del gobierno, es necesario para el éxito de cualquier programa de gobierno liberal o libertario, para que las políticas que implementen sean duraderas y para que en el futuro sean los propios ciudadanos lo que defiendan su libertad y no se dejen pisotear nuevamente por los socialistas.
Porque, además, es importante alzar la voz, porque nuestros adversarios siempre juegan con ventaja. Porque tienen su gente metida en todos los niveles del Estado, tienen la fuerza de los sindicatos y de las organizaciones sociales, tienen a los empresarios prebendarios que viven del Estado y los financian, tienen los organismos supranacionales, las organizaciones no gubernamentales, los medios de comunicación y la industria del entretenimiento, y en mi caso, en mi país, hasta el control sobre el fútbol.
En ese sentido hay que reconocer que han hecho un trabajo formidable, en términos de lo que, Antonio Gramsci, llamaría “la construcción de una verdadera hegemonía global”. Si todos los que creemos en la vida, la libertad y la propiedad, no hacemos nada, estamos condenados. Si todos los que creemos en los valores que hicieron de Occidente la civilización más próspera de la historia no hacemos nada, estamos condenados. Por eso, todos los que estamos acá, ciudadanos españoles, argentinos, presidentes, pensadores, empresarios, todos aquellos que creemos en la libertad, debemos ponernos de pie y decirles ¡basta!
Basta al odio al resentimiento y a la envidia que implica el socialismo. Basta a la autoflagelamiento y la culpa de Occidente. Basta a la pretensión de vivir en un mundo de cristal, sin que nadie se pueda sentir ofendido. Basta de la intromisión del Estado en todos y cada uno de los aspectos de nuestra vida, volvamos a defender los valores que hicieron grande a Occidente. Volvamos a defender la vida, la libertad y la propiedad.
Ya estamos a cinco meses que asumí como presidente de la República Argentina, el 10 de diciembre y con orgullo puedo decir que estamos cumpliendo a rajatabla, la promesa que le hicimos a los argentinos. Agarramos una economía al borde de la hiperinflación, con 15 puntos de déficit fiscal consolidado, con emisión descontrolada después de haber emitido dinero por 13 puntos del PBI un año, con precios reprimidos a niveles ridículos y con tasas de interés altísimas y, a pesar de todo eso, la estamos dando vuelta.
Con un esfuerzo enorme por parte de todos los argentinos, pero lentamente la estamos dando vuelta. Hemos resucitado sistemáticamente la inflación, mes tras mes, hasta lograr una inflación de un dígito mensual. Hemos bajado la tasa de interés sin que se dispare la inflación y sin que se dispare el tipo de cambio. Estamos haciendo el ajuste más grande y abrupto de la historia humana y para el espanto de todo el zurderío, la sociedad nos sigue apoyando con la misma condición que el 10 de diciembre.
Por eso, llora la izquierda local e internacional, porque todo lo que ellos resumen como imposible, nosotros lo realizamos. Porque todo lo que han roto con su chamanismo económico, nosotros lo estamos enmendando con trabajo y con las ideas y valores correctos; porque todas las ideas valores y teorías que ellos predican en mi país, ya han fracasado. Y todo aquello, a lo que ellos le tienen miedo, está empezando a tener éxito. Y también porque le estamos demostrando al mundo que, inclusive, en la peor adversidad, inclusive, cargando con la peor herencia económica de la historia del país, inclusive, siendo el gobierno con menos poder institucional de la historia e inclusive, con toda la política, los medios y los empresarios prebendarios en contra, quienes esgrimimos la verdad en un puño y en convicción en el otro podemos perseverar y salir triunfantes.
Porque, más tarde o más temprano, la verdad siempre se impone sobre la mentira, la libertad siempre se impone sobre la opresión, la vida siempre se impone sobre la muerte, y el bien siempre triunfa sobre el mal. Por todo esto, quiero decirles que soy un optimista. Cada vez son más los pueblos del mundo que se rebelan contra el maldito mandato socialista y lo hacen porque a diferencia de los socialistas nosotros confiamos en los ciudadanos, nos pensamos que hay que tratarlos como a niños en un jardín de infantes.
Confiamos en su creatividad, en su capacidad de resolver problemas por su cuenta, en su criterio para criar en libertad a sus hijos en el seno de la familia, confiamos en la capacidad de los hombres y mujeres de forjar su propio destino y que esto redunde en mayor beneficio para el conjunto de la sociedad. Y esta confianza que tenemos en el ciudadano común tarde o temprano vuelve, porque para obtener confianza hay que dar confianza, y nosotros hemos entablado un pacto de verdad con la sociedad, porque, como siempre digo: es preferible decir una verdad incómoda en vez de una mentira confortable.
Por todo esto, quiero comprometerme con todos ustedes y decirles que no les voy a fallar. Voy a predicar con el ejemplo y demostrarle al mundo que un gobierno con nuestras ideas puede tener éxito y las hazañas que nuestro gobierno realice en la Argentina serán testimonio y prédica del paradigma capitalista de libre empresa. Pero no serán ningún milagro, sino la consecuencia necesaria del ejercicio de las ideas correctas, porque la libertad es el único camino posible a la prosperidad. Por eso les digo, ánimo en esta gesta por salvar a occidente de la decadencia, porque occidente está a tiempo aún de elegir si quiere persistir en la senda del fracaso o si quiere retomar el camino de la libertad.
Finalmente les quiero dejar una frase de uno de los mayores pensadores del siglo 20, que fue Ludwig Von Mises, y que además demostró la imposibilidad del socialismo ya en 1922, con su famoso tratado “El socialismo”. Mises sostenía que el socialismo es una alternativa al capitalismo como el cianuro de potasio es una alternativa al agua. Y dado que Mises era una persona con una gran visión y entendía de qué iba el desafío hizo una frase de Virgilio su frase de cabecera, una frase en latín que dice: “Tu ne cede malis, sed contra audentior ito”. Qué significa no cedas ante el mal, sino que enfréntalo con mayor audacia. No cedamos frente al socialismo, vamos a enfrentarlo con mayor valentía.
Naturalmente, parece una tarea titánica, parece que somos pocos, pero no tenemos nada que temer porque la victoria en el campo de batalla no depende de la cantidad de soldados, sino de las fuerzas que vienen del cielo. ¡Viva la libertad carajo! ¡Viva la libertad carajo! ¡Viva la libertad carajo! Muchas gracias. Gracias Santiago. Gracias Vox. Gracias a todos, gracias, muchas gracias.
Texto completo original em espanhol, publicado por Casa Rosada.
Copiadas literalmente do discurso oficial; tradução da MileiHoy.
“Estou convencido de que hoje mais do que nunca essas ideias e valores que levaram a espécie humana ao mais alto precisam ser defendidos do cerco do maldito e cancerígeno socialismo.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Foi aí que começou o século de humilhação da Argentina, 100 anos de decadência em que todas as regras básicas da economia foram quebradas repetidamente para sustentar o desejo dos políticos de gastar o que não temos.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“O socialismo leva à pobreza e à morte; quem disser o contrário é um ignorante ou um mentiroso.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Cada vez mais povos ao redor do mundo estão se rebelando contra o maldito mandato socialista e o fazem porque, ao contrário dos socialistas, nós confiamos nos cidadãos.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“O mundo é salvo não correndo atrás de uma agenda culpada de alguns burocratas, mas diminuindo o Estado para engrandecer a sociedade.”
— Javier Milei · Ver no discurso