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Discurso completo · Institucional
Casa Rosada18 min de leitura

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O discurso de Milei enfatiza a necessidade de um ajuste fiscal e critica o legado do kirchnerismo, que é retratado de maneira negativa. Palavras como 'fracasso' e 'desastre' indicam uma moldura de responsabilidade para com o governo anterior, sugerindo uma abordagem à direita.

Institucional · Casa Rosada

Institucional · Casa Rosada
Fonte: Casa Rosada (CC BY 2.5 AR). Tradução realizada pela MileiHoy
Palavras do presidente da Nação, Javier Milei, após o ato de posse e juramento presidencial, das escadarias do Honorable Congresso da Nação.
Olá a todos. Senhores ministros da Corte, senhores governadores, senhores deputados e senadores nacionais, presidentes e dignitários estrangeiros, argentinos, hoje começa uma nova era na Argentina, hoje damos por encerrada uma longa e triste história de decadência e declínio, e começamos o caminho da reconstrução de nosso país.
Os argentinos manifestaram de maneira contundente uma vontade de mudança que já não tem retorno, não há volta atrás, hoje enterramos décadas de fracasso, brigas internas e disputas sem sentido; brigas que o único que conseguiram foi destruir nosso querido país e nos deixar em ruínas. Hoje começa uma nova era na Argentina, uma era de paz e prosperidade, uma era de crescimento e desenvolvimento, uma era de liberdade e progresso.
Há 200 anos, um grupo de cidadãos argentinos, reunidos em San Miguel de Tucumán, disse ao mundo que as províncias unidas do Rio da Prata não eram mais uma colônia espanhola, e que a partir desse momento histórico seríamos uma nação livre e soberana. Durante décadas, nos enfrentamos em disputas internas sobre qual deveria ser a forma institucional que nosso país precisava.
Em 1853, após 40 anos de ter declarado a Independência, sob os auspícios de um pequeno grupo de jovens idealistas, que hoje conhecemos como a geração de 37, decidimos como povo abraçar as ideias da Liberdade. Assim, foi sancionada uma Constituição Liberal, com o objetivo de assegurar os benefícios da Liberdade, para nós, para nossa posteridade e para todos os homens do mundo que queiram habitar o solo argentino. O que veio depois da sanção dessa Constituição, de forte raiz liberal, foi a expansão econômica mais impressionante de nossa história. De sermos um país de bárbaros imersos em uma guerra sem trégua, passamos a ser a primeira potência mundial. No início do século XX éramos o farol de luz do Ocidente.
Nossas costas recebiam de braços abertos milhões de imigrantes que fugiam de uma Europa devastada em busca de um horizonte de progresso. Infelizmente, nossa liderança decidiu abandonar o modelo que nos havia tornado ricos e abraçou as ideias empobrecedoras do coletivismo.
Durante mais de 100 anos, os políticos insistiram em defender um modelo que o único que gera é pobreza, estagnação e miséria. Um modelo que considera que os cidadãos estamos para servir à política e não que a política existe para servir aos cidadãos; um modelo que considera que a tarefa de um político é dirigir a vida dos indivíduos em todos os âmbitos e esferas possíveis; um modelo que vê o Estado como um botim de guerra que deve ser repartido entre os amigos. Senhores, esse modelo falhou, falhou em todo o mundo, mas especialmente falhou em nosso país.
Assim como a queda do Muro de Berlim marcou o fim de uma época trágica para o mundo, estas eleições marcaram o ponto de ruptura de nossa história.
Nestes dias, muito se tem falado da herança que vamos receber. Deixem que eu seja muito claro nisso: nenhum governo recebeu uma herança pior do que a que estamos recebendo. O kirchnerismo, que em seus começos se orgulhava de ter superávits gêmeos, ou seja: superávit fiscal e externo, hoje nos deixa déficits gêmeos de 17 por cento do PIB.
Por sua vez, desses 17 pontos do PIB, 15 correspondem ao déficit consolidado entre o Tesouro e o Banco Central. Portanto, não existe solução viável em que se evitem atacar o déficit fiscal. Ao mesmo tempo, desses 15 pontos de déficit fiscal, 5 correspondem ao Tesouro Nacional e 10 ao Banco Central, portanto, a solução implica, por um lado, um ajuste fiscal no setor público nacional de 5 pontos do PIB, que, ao contrário do passado, cairá quase totalmente sobre o Estado e não sobre o setor privado.
Por outro lado, é necessário limpar os passivos remunerados do Banco Central, os quais são responsáveis pelos 10 pontos de déficit do mesmo. Desta forma, por-se-á fim à emissão de dinheiro e, com isso, à única causa empiricamente certa e válida em termos teóricos da inflação. No entanto, dado que a política monetária age com um atraso que varia entre 18 e 24 meses, mesmo que hoje paremos de emitir dinheiro, ainda pagaremos os custos do desmadre monetário do governo outgoing. Ter emitido por 20 pontos do PIB, como foi feito no governo anterior, não é gratuito, iremos pagar isso em inflação.
Além disso, o controle cambial, outra herança deste governo, não apenas constitui um pesadelo social e produtivo, porque implica altas taxas de juros, baixo nível de atividade, escasso nível de emprego formal e salários reais miseráveis, que impulsionam o aumento de pobres e indigentes, mas também, o excesso de dinheiro na economia, hoje é o dobro do que havia antes do 'Rodrigazo'.
Para ter uma ideia do que isso implica, recordemos que o 'Rodrigazo' multiplicou por seis vezes a taxa de inflação. Portanto, um evento semelhante significaria multiplicar a taxa de inflação por 12 vezes, e dado que a mesma vem viajando a um ritmo de 300 por cento, poderíamos passar a uma taxa anual de 3.600.
Além do mais (tranquilos que não termina aqui, a herança continua), dada a situação dos passivos remunerados do Banco Central, que é pior do que a que havia antes da hiperinflação de Alfonsín, em muito pouco tempo, poderia quadruplicar a quantidade de dinheiro e com isso levar a inflação a níveis de 15 mil por cento anuais.
Esta é a herança que nos deixam, uma inflação plantada de 15 mil por cento anuais, a qual vamos lutar com unhas e dentes para erradicar.
Mais ainda, este número que parece um absurdo, quero que saibam que implica uma inflação de 52 por cento mensal. Enquanto que hoje mesmo já viaja a um ritmo, de acordo com estimativas privadas que oscilam entre 20 e 40 por cento mensal, para os meses entre dezembro e fevereiro.
Isto é, o governo anterior nos deixou fixada uma hiperinflação, e é nossa máxima prioridade fazer todos os esforços possíveis para evitar semelhante catástrofe, que levaria a pobreza acima de 90 por cento e a indigência acima de 50.
Consequentemente, não há solução alternativa ao ajuste. Por outro lado, a herança não termina aí; pois os desequilíbrios em tarifas são apenas comparáveis ao desastre que deixou o kirchnerismo em 2015. No plano cambial, a diferença oscila entre 150 e 200 por cento, níveis também similares aos que tínhamos no 'Rodrigazo'. Ademais, a dívida com importadores supera os 30 bilhões de dólares; e os lucros retidos às empresas estrangeiras alcançam 10 bilhões de dólares. A dívida do Banco Central e da YPF somam 25 bilhões de dólares, e a dívida do tesouro pendente soma cerca de 35 bilhões de dólares adicionais. Isso é a bomba -em termos de dívida- soma 100 bilhões de dólares que deverá ser somada aos cerca de 420 bilhões de dólares de dívida já existente.
Naturalmente, a esses problemas também se deve acrescentar os vencimentos da dívida deste ano, onde os vencimentos da dívida em pesos são equivalentes a 90 bilhões de dólares e 25 bilhões de dólares em moeda estrangeira com organismos multilaterais de crédito. No entanto, com os mercados financeiros fechados e o acordo com o FMI caído devido aos brutais descumprimentos do Governo anterior, a rolagem da dívida é por demais desafiadora, até mesmo para o mítico cíclope.
Como se tudo isso não fosse o bastante, isso ocorre em uma economia que não cresce desde 2011; e em linha com o anterior, o emprego formal no setor privado se mantém estagnado em 6 milhões de postos de trabalho, chegando ao absurdo de ser superado em 33 por cento pelo emprego informal; portanto, não deveria surpreender a ninguém que os salários reais tenham sido destruídos; situados em torno de 300 dólares mensais, os quais, não apenas são seis vezes inferiores aos da convertibilidade, mas se a tendência daqueles anos tivesse sido mantida -ou como diziam eles: 'o maldito liberalismo'- hoje oscilaria entre 3 mil e 3.500 dólares por mês. Nos arruinaram a vida, nos fizeram cair dez vezes nossos salários. Portanto, também não deveríamos nos surpreender que o populismo nos esteja deixando 45 por cento de pobres e 10 por cento de indigentes.
Depois de tal quadro de situação que a todas as luzes parece irremediável, deve ficar claro que não há alternativa possível ao ajuste. Também não há lugar para a discussão entre choque e gradualismo; em primeiro lugar, porque do ponto de vista empírico, todos os programas gradualistas terminaram mal; enquanto que todos os programas de choque -exceto o de 1959- foram bem-sucedidos. Em segundo lugar, porque do ponto de vista teórico, se um país não tem reputação -como lamentavelmente é o caso da Argentina- os empresários não investirão até que vejam o ajuste fiscal, fazendo com que o mesmo seja recessivo.
Em terceiro lugar, e não menos importante, para fazer gradualismo é necessário que haja financiamento; e lamentavelmente tenho que dizer novamente, não há dinheiro. Portanto, a conclusão é que não há alternativa ao ajuste e não há alternativa ao choque. Naturalmente isso impactará negativamente sobre o nível de atividade, o emprego, os salários reais, a quantidade de pobres e indigentes. Haverá estagflação, é verdade, mas não é algo muito diferente do que aconteceu nos últimos doze anos; lembremos que nos últimos doze anos o PIB per capita caiu 15 por cento, em um contexto onde acumulamos 5 mil por cento de inflação; portanto, há mais de uma década que vivemos em estagflação, por isso, este é o último trago amargo para começar a reconstrução da Argentina.
Além disso, após o reacomodamento do macro que vamos impulsionar, o qual será menos doloroso quanto maior for a queda do risco país e quanto melhor for nossa contenção do Ministério de Capital Humano, a situação começará a melhorar; ou seja: haverá luz no fim do túnel. No caso alternativo, a proposta sensiblera progressista cuja única fonte de financiamento é a emissão de dinheiro resultará em uma hiperinflação que levará o país à pior crise de sua história, somado ao fato de que nos colocará em um espiral decadente que nos equiparará com a escuridão da Venezuela de Chávez e Maduro; portanto, após tal quadro de situação, não deve haver dúvidas de que a única oposição possível é ao ajuste. Um ajuste ordenado que recaia com toda a sua força sobre o Estado e não sobre o setor privado.
Sabemos que será duro, por isso quero também trazer a vocês uma frase notável de um dos melhores presidentes da história argentina, que foi Julio Argentino Roca; "Nada grande, nada estável e duradouro se conquista no mundo quando se trata da liberdade dos homens, e do engrandecimento dos povos se não é à custa de supremos esforços e dolorosos sacrifícios"; mas nossos desafios não terminam apenas no plano econômico. O nível de deterioração de nosso país é tal que abrange todas as esferas da vida em comunidade.
Na questão da segurança, a Argentina se tornou um banho de sangue; os criminosos andam livres, enquanto os argentinos de bem se trancam atrás das grades. O narcotráfico tomou lentamente conta de nossas ruas, a tal ponto que uma das cidades mais importantes de nosso país foi sequestrada pelos narcotraficantes e o nível de deterioração de nosso país é tal que abrange todas as esferas da vida em comunidade.
Na área de segurança, a Argentina se tornou um banho de sangue; os delinquentes andam livres, enquanto os argentinos de bem se trancam atrás das grades. O narcotráfico se apoderou lentamente de nossas ruas, a ponto de que uma das cidades mais importantes de nosso país foi sequestrada pelos narcotraficantes e nossas forças de segurança foram humilhadas e maltratadas durante décadas; foram abandonadas por uma classe política que virou as costas para aqueles que nos protegem.
A anomia é tal que apenas 3 por cento dos crimes são denunciados; acabou-se o “siga, siga” dos delinquentes.
Na área social, estamos recebendo um país onde metade é pobre, com o tecido social completamente rompido. Assim, mais de 20 milhões de argentinos não podem viver uma vida digna porque são presos de um sistema que apenas gera mais pobreza. Como diz o grande Jesús Huerta de Soto: “os planos contra a pobreza geram mais pobreza”. A única forma de sair da pobreza é com mais liberdade. Ao mesmo tempo, 6 milhões de crianças – hoje à noite – irão dormir com fome; algumas andam descalças pela rua e outras caíram na droga.
O mesmo acontece na área educacional; para que tenham uma ideia do deterioro que vivemos, apenas 16 por cento das nossas crianças se formam – em tempo e forma – na escola. Apenas 16 por cento, repito, apenas 16 de cada 100. Ou seja, 84 por cento das nossas crianças não terminam a escola em tempo e forma. Por sua vez, 60 por cento das crianças - que sim terminam a escola - não conseguem resolver um problema de Matemática básica ou compreender um texto.
De fato, na última avaliação PISA, a Argentina está na posição 66 de 81 e sétima na América Latina, considerando que a Argentina foi o primeiro país a acabar com o analfabetismo no mundo. Se Sarmiento se levantasse e visse o que fizeram da educação.
Na área da saúde, o sistema está completamente colapsado, pois os hospitais estão destruídos; os médicos recebem uma miséria e os argentinos não têm acesso a saúde básica. É tanto que - durante a pandemia - se os argentinos tivéssemos feito as coisas como a média dos países, não teríamos 30 mil mortos, mas graças ao “Estado te cuida” e sua ineficiência, 130.000 argentinos perderam a vida.
Esse é o Estado presente do qual os políticos tanto falam, argumento que utilizam para justificar o aumento descomunal do gasto público que só os beneficia. Em todas as esferas – olhem onde olharem – a situação da Argentina é de emergência.
Se olharmos para a infraestrutura de nosso país, a situação é a mesma, pois apenas 16 por cento de nossas estradas estão asfaltadas e apenas 11 por cento estão em bom estado. Por isso, não é casualidade que 15.000 argentinos morram, por ano, em acidentes de trânsito.
O que quero ilustrar com tudo isso é que a situação da Argentina é crítica e de emergência. Não temos alternativas nem tampouco temos tempo; não temos margens para discussões estéreis, pois nosso país exige ação e uma ação imediata.
A classe política deixa um país à beira da crise mais profunda de nossa história; cada um deles terá que assumir sua própria responsabilidade. Não é tarefa minha apontá-los.
Não buscamos nem desejamos as duras decisões que terão que ser tomadas nas próximas semanas, mas – lamentavelmente – não nos deixaram escolha. No entanto, nosso compromisso com os argentinos é inalterável. Vamos tomar todas as decisões necessárias para consertar o problema que causou 100 anos de desperdício da classe política, mesmo que a princípio seja duro.
Sabemos que – a curto prazo – a situação piorará, mas em seguida veremos os frutos de nosso esforço tendo criado as bases de um crescimento sólido e sustentável ao longo do tempo. Também sabemos que não está tudo perdido; os desafios que temos são enormes, mas também é nossa capacidade de superá-los. Não será fácil, já que 100 anos de fracasso não se desfazem em um dia, mas um dia começa. E hoje é esse dia.
Hoje começamos a desandar o caminho da decadência e começamos a trilhar o caminho da prosperidade. Temos tudo para ser o país que sempre sonhamos: temos os recursos, temos a gente, temos a criatividade e, o mais importante, temos a resiliência para seguir em frente.
Hoje voltamos a abraçar as ideias da liberdade, essas ideias que se resumem na definição de liberalismo de nosso máximo prócer das ideias de liberdade, o professor Alberto Benegas Lynch, filho, que diz: “o liberalismo é o respeito irrestrito do projeto de vida do próximo, baseado no princípio de não agressão, em defesa do direito à vida, à liberdade e à propriedade, cujas instituições fundamentais são: a propriedade privada, os mercados livres de intervenção estatal, a livre concorrência, a divisão do trabalho e a cooperação social”. Nessa frase - de 57 palavras - está resumida a essência do novo contrato social que os argentinos escolheram.
Este novo contrato social nos propõe um país diferente, um país onde o Estado não dirija nossas vidas, mas zele por nossos direitos; um país onde quem faz... paga. Além disso, um país onde corta a rua – violando os direitos de seus concidadãos – não recebe a assistência da sociedade. Colocando em outros termos: quem corta, não recebe; um país que dentro da lei permite tudo, mas fora da lei não permite nada; um país que acolhe os que precisam, mas não se deixa extorquir por aqueles que utilizam os menos favorecidos para enriquecer a si próprios.
Quanto à classe política argentina, quero lhes dizer que não viemos para perseguir ninguém, não viemos para saldar velhas vendetas, nem para discutir espaços de poder. Nosso projeto não é um projeto de poder, nosso projeto é um projeto de país; não pedimos apoio cego, mas não vamos tolerar que a hipocrisia, a desonestidade ou a ambição de poder interfiram com a mudança que os argentinos escolheram.
A todos aqueles dirigentes políticos, sindicais e empresariais que queiram se juntar à nova Argentina, os recebemos de braços abertos. Assim não importa de onde venham, não importa o que tenham feito antes, o único que importa é para onde querem ir.
Aqueles que querem utilizar a violência ou a extorsão para obstaculizar a mudança, lhes dizemos que se encontrarão com um presidente de convicções inamovíveis, que utilizará todos os recursos do Estado para avançar nas mudanças que nosso país precisa. Não vamos claudicar, não vamos recuar, não vamos nos render. Vamos avançar nas mudanças que o país precisa porque estamos seguros de que abraçar as ideias da liberdade é a única maneira de sairmos do buraco em que nos colocaram.
Portanto, e para ir terminando, que fique claro: hoje começa uma nova era na Argentina. O desafio que temos pela frente é titânico, mas a verdadeira força de um povo é medida em como enfrenta os desafios quando se apresentam. E sempre que acreditamos que nossa capacidade de superar esses desafios foi alcançada, olhamos para o céu e lembramos que essa capacidade pode ser ilimitada. O desafio é enorme, mas o enfrentaremos com convicção, trabalharemos sem descanso e chegaremos ao destino.
Não é casualidade que esta inauguração presidencial ocorra durante as festas de Hanukkah, a festa da luz, pois a mesma celebra a verdadeira essência da liberdade. A guerra dos macabeus é o símbolo da vitória dos fracos sobre os poderosos; dos poucos sobre os muitos, da luz sobre a escuridão e, acima de tudo, da verdade sobre a mentira. Porque vocês sabem que prefiro dizer uma verdade incômoda, antes que uma mentira confortável. Estou convencido de que vamos seguir em frente.
Lembro-me quando há dois anos, junto à Doutora Villarruel, hoje vice-presidente da Nação, entramos nesta casa como deputados, lembro que, em uma entrevista, me disseram: “mas se vocês são dois, em 257, não vão poder fazer nada” e também lembro que naquele dia a resposta foi uma citação do Livro de Macabeus 3:19, que diz que “a vitória na batalha não depende da quantidade de soldados, mas das Forças que vêm do Céu”.
Portanto, Deus abençoe os argentinos e que as Forças do Céu nos acompanhem neste desafio. Muito obrigado, será difícil, mas iremos conseguir.
Palabras del presidente de la Nación, Javier Milei, luego del acto de jura y asunción presidencial, desde las escalinatas del Honorable Congreso de la Nación.
Hola a todos. Señores ministros de la Corte, señores gobernadores, señores diputados y senadores nacionales, presidentes y dignatarios extranjeros, argentinos, hoy comienza una nueva era en la Argentina, hoy damos por terminada una larga y triste historia de decadencia y declive, y comenzamos el caminos de la reconstrucción de nuestro país.
Los argentinos de manera contundente han expresado una voluntad de cambio que ya no tiene retorno, no hay vuelta atrás, hoy enterramos décadas de fracaso, peleas intestinas y disputas sin sentido; peleas que lo único que han logrado es destruir nuestro querido país y dejarnos en la ruina. Hoy comienza una nueva era en Argentina, una era de paz y prosperidad, una era de crecimiento y desarrollo, una era de libertad y progreso.
Hace 200 años un grupo de ciudadanos argentinos, reunidos en San Miguel de Tucumán, le dijeron al mundo que las provincias unidas del Río de la Plata no eran más una colonia española, y que a partir de ese histórico momento seríamos una nación libre y soberana. Durante décadas, nos enfrentamos en disputas internas acerca de cuál debía ser la forma institucional que nuestro país necesitaba.
En 1853, luego de 40 años de haber declarado la Independencia, bajo el auspicio de un pequeño grupo de jóvenes idealistas, que hoy conocemos como la generación del 37, decidimos como pueblo abrazar las ideas de la Libertad. Así se sancionó una Constitución Liberal, con el objetivo de asegurar los beneficios de la Libertad, para nosotros, para nuestra posteridad y para todos los hombres del mundo que quieran habitar el suelo argentino. Lo que vino después de la sanción de esa Constitución, de fuerte raigambre liberal, fue la expansión económica más impresionante de nuestra historia. De ser un país de bárbaros enfrascados en una guerra sin cuartel, pasamos a ser la primera potencia mundial. Para principios del siglo XX éramos el faro de luz de Occidente.
Nuestras costas recibían con brazos abiertos a millones de inmigrantes que se escapaban de una Europa desbastada en búsqueda de un horizonte de progreso. Lamentablemente nuestra dirigencia decidió abandonar el modelo que nos había hecho ricos, y abrazaron las ideas empobrecedoras del colectivismo.
Durante más de 100 años los políticos han insistido en defender un modelo que lo único que genera es pobreza, estancamiento y miseria. Un modelo que considera que los ciudadanos estamos para servir a la política y no que la política existe para servir a los ciudadanos; un modelo que considera que la tarea de un político es dirigir la vida de los individuos en todos los ámbitos y esferas posibles; un modelo que considera el Estado como un botín de guerra que hay que repartir entre los amigos. Señores, ese modelo ha fracasado, ha fracasado en todo el mundo, pero en especial ha fracasado en nuestro país.
Así como la caída del Muro de Berlín marcó el final de una época trágica para el mundo, estas elecciones han marcado el punto de quiebre de nuestra historia.
En estos días mucho se ha hablado de la herencia que vamos a recibir. Dejen que sea muy claro en esto: ningún gobierno ha recibido una herencia peor que la que estamos recibiendo nosotros. El kirchnerismo, que en sus inicios se jactaba de tener superávit gemelos, esto es: superávit fiscal y externo, hoy nos deja déficit gemelos por 17 por ciento del PBI.
A su vez de esos 17 puntos del PBI, 15 corresponden al déficit consolidado entre el Tesoro y el Banco Central. Por lo tanto, no existe solución viable en la que se evite atacar al déficit fiscal. Al mismo tiempo, de esos 15 puntos de déficit fiscal, 5 corresponden al Tesoro Nacional y 10 al Banco Central, por lo que la solución implica, por un lado, un ajuste fiscal en el sector público nacional de 5 puntos del PBI, que a diferencia del pasado, caerá casi totalmente sobre el Estado y no sobre el sector privado.
Por el otro, es necesario limpiar los pasivos remunerados del Banco Central, los cuales son responsables de los 10 puntos de déficit del mismo. De esta manera se pondría fin a la emisión de dinero, y con ello, a la única causa de la inflación empíricamente cierta y válida en términos teóricos. Sin embargo, dado que la política monetaria actúa con un rezago, que oscila entre 18 y 24 meses, aún cuando hoy dejemos de emitir dinero, seguiremos pagando los costos del desmadre monetario del gobierno saliente. Haber emitido por 20 puntos del PBI como se hizo en el gobierno saliente, no es gratis, lo vamos a pagar en inflación.
A su vez, el cepo cambiario, otra herencia de este gobierno, no solo constituye una pesadilla social y productiva, porque implica alta tasas de interés, bajo nivel de actividad, escaso nivel de empleo formal y salarios reales miserables, que impulsan el aumento de pobres e indigentes, sino que, además, el sobrante de dinero en la economía, hoy es el doble que había en la previa del “Rodrigazo”.
Para tener una idea de lo que eso implica, recordemos que el “Rodrigazo” multiplicó por seis veces la tasa de inflación. Por lo que un evento similar significaría multiplicar la tasa de inflación por 12 veces, y dado que la misma viene viajando a un ritmo del 300 por ciento, podríamos pasar a una tasa anual del 3.600.
A su vez (tranquilos que no termina acá, la herencia sigue) dada la situación de los pasivos remunerados del Banco Central, la cual es peor que la que había en la previa de la hiperinflación de Alfonsín, en muy poco tiempo, se podría cuadruplicar la cantidad de dinero y con ello llevar a la inflación a niveles del 15 mil por ciento anual.
Esta es la herencia que nos dejan, una inflación plantada del 15 mil por ciento anual, la cual vamos a luchar con uñas y dientes para erradicarla.
Es más, este número que parece un disparate, quiero que sepan que implica una inflación del 52 por ciento mensual. Mientras que hoy mismo ya viaja a un ritmo, de acuerdo a estimaciones privadas que oscilan entre el 20 y el 40 por ciento mensual, para los meses entre diciembre y febrero.
Esto es, el gobierno saliente nos ha dejado plantada una hiperinflación, y es nuestra máxima prioridad hacer todos los esfuerzos posibles para evitar semejante catástrofe, que llevaría a la pobreza por encima del 90 por ciento y la indigencia por encima del 50.
En consecuencia, no hay solución alternativa al ajuste. Por otra parte, la herencia no termina ahí; ya que los desequilibrios en tarifas son solo equiparables al desastre que dejó el kirchnerismo en el año 2015. En el plano cambiario la brecha oscila entre 150 y 200 por ciento, niveles también similares a los que teníamos en el “Rodrigazo”. A su vez, la deuda con importadores supera los 30 mil millones de dólares; y las utilidades retenidas a las empresas extranjeras alcanza los 10 mil millones de dólares. La deuda del Banco Central e YPF suman 25 mil millones de dólares, y la deuda del tesoro pendiente suma unos 35 mil millones de dólares adicionales. Esto es la bomba -en términos de deuda- asciende a 100 mil millones de dólares que habrá que sumar a los cerca de 420 mil millones de dólares de deuda ya existente.
Naturalmente a estos problemas hay que sumarle también los vencimientos de deuda de este año, donde los vencimientos de deuda en pesos son equivalentes a 90 mil millones de dólares y 25 mil millones de dólares en moneda extranjera con organismos multilaterales de crédito. Sin embargo, con mercados financieros cerrados y el acuerdo con el FMI caído por los brutales incumplimientos del Gobierno saliente el roll over de deuda es por demás desafiante aún para el mítico cíclope.
Como si todo esto fuera poco, esto transcurre en una economía que no crece desde el año 2011; y en línea a lo anterior, el empleo formal en el sector privado se mantiene estancado en 6 millones de puestos de trabajo llegando a la locura que al mismo es superado en un 33 por ciento por el empleo informal; por ello, no debería sorprender a nadie que los salarios reales se hayan destruido; ubicado en torno a los 300 dólares mensuales, los cuales, no solo son seis veces inferiores a los de la convertibilidad, sino que de haberse mantenido la tendencia de aquellos años -o como los decían ellos: “el maldito liberalismo”- hoy oscilaría entre 3 mil y 3.500 dólares por mes. Nos han arruinado la vida, nos han hecho caer por diez veces nuestros salarios. Por lo tanto, tampoco nos debería sorprender que el populismo nos esté dejando 45 por ciento de pobres y 10 por ciento de indigentes.
Luego de dicho cuadro de situación que a todas luces parece irremontable, debe quedar claro que no hay alternativa posible al ajuste. Tampoco hay lugar a la discusión entre shock y gradualismo; en primer lugar, porque desde el punto de vista empírico todos los programas gradualistas terminaron mal; mientras que todos los programas de shock -salvo el de 1959- fueron exitosos. En segundo lugar, porque desde el punto de vista teórico si un país carece de reputación -como lamentablemente es el caso de Argentina- los empresarios no invertirán hasta que vean el ajuste fiscal haciendo que el mismo sea recesivo.
En tercer lugar, y no por ello menos importante, para hacer gradualismo es necesario que haya financiamiento; y lamentablemente tengo que decírselos de nuevo, no hay plata. Por ende, la conclusión es que no hay alternativa al ajuste y no hay alternativa al shock. Naturalmente eso impactará de modo negativo sobre el nivel de actividad, el empleo, los salarios reales, la cantidad de pobres e indigentes. Habrá estanflación, es cierto, pero no es algo muy distinto de lo que ha pasado en los últimos doce años; recordemos que los últimos doce años el PBI per cápita ha caído 15 por ciento, en un contexto donde acumulamos 5 mil por ciento de inflación; por lo tanto, hace más de una década que vivimos en estanflación, por lo tanto, este es el último mal trago para comenzar la reconstrucción de Argentina.
A su vez, luego del reacomodamiento del macro que vamos a impulsar, el cual será menos doloroso cuanto mayor sea la caída del riego país y cuanto mejor sea nuestra contención desde el Ministerio de Capital Humano, la situación comenzará a mejorar; esto es: habrá luz al final del camino. En el caso alternativo la propuesta sensiblera progresista cuya única fuente de financiamiento es la emisión de dinero derivará en una hiperinflación que llevará al país a la peor crisis de su historia, sumado a que nos meterá en un espiral decadente que nos equiparará con la oscuridad de la Venezuela de Chávez y Maduro; por lo tanto, luego de semejante cuadro de situación no deben quedar dudas de que la única oposición posible es al ajuste. Un ajuste ordenado y que caiga con toda su fuerza sobre el Estado y no sobre el sector privado.
Sabemos que será duro, por eso quiero también traerles una frase sobresaliente de uno de los mejores presidentes de la historia argentina, que fue Julio Argentino Roca; "Nada grande, nada estable y duradero se conquista en el mundo cuando se trata de la libertad de los hombres, y de engrandecimiento de los pueblos si no es a costa de supremos esfuerzos y dolorosos sacrificios"; pero nuestros desafíos no terminan solamente en el plano económico. El nivel de deterioro de nuestro país es tal que abarca todas las esferas de la vida en comunidad.
En materia de seguridad, Argentina se ha convertido en un baño de sangre; los delincuentes caminan libres, mientras los argentinos de bien se encierran tras las rejas. El narcotráfico se apoderó lentamente de nuestras calles, a punto tal que una de las ciudades más importante de nuestro país ha sido secuestrada por los narcos y el nivel de deterioro de nuestro país es tal que abarca todas las esferas de la vida en comunidad.
En materia de seguridad, Argentina, se ha convertido en un baño de sangre; los delincuentes caminan libres, mientras los argentinos de bien se encierran tras las rejas. El narcotráfico se apoderó lentamente, de nuestras calles, a punto tal que una de las ciudades más importante, de nuestro país, ha sido secuestrada por los narcos y nuestras fuerzas de seguridad han sido humilladas y maltratadas, durante décadas; han sido abandonados por una clase política que le ha dado la espalda a quienes nos cuidan.
La anomia es tal, que sólo el 3 por ciento de los delitos son condenados; se acabó con el “siga, siga” de los delincuentes.
En materia social estamos recibiendo un país, donde la mitad es pobre, con el tejido social completamente roto. Así, más de 20 millones de argentinos no pueden vivir una vida digna porque son presos de un sistema, que lo único que genera es más pobreza. Como dice el gran Jesús Huerta de Soto: “los planes contra la pobreza generan más pobreza”. La única forma de salir de la pobreza es con más libertad. Al mismo tiempo, 6 millones de chicos – hoy a la noche – se irán a dormir con hambre; algunos caminan descalzos por la calle y otros cayeron en la droga.
Lo mismo ocurre, en materia educativa para que tengan idea del deterioro, que vivimos, sólo el 16 por ciento de nuestros chicos se reciben – en tiempo y forma – en la escuela. Sólo el 16 por ciento, repito, sólo 16 de cada 100. Es decir que el 84 por ciento de nuestros chicos no termina la escuela en tiempo y forma. A su vez el 60 por ciento de los chicos - que sí terminan la escuela - no pueden resolver un problema de Matemática básica o comprender un texto.
De hecho, en la última evaluación PISA, la Argentina se encuentra en el puesto 66 de 81 y séptima en América Latina, siendo que Argentina fue el primer país en terminar con el analfabetismo en el mundo. Si se levantara Sarmiento y viera lo qué hicieron de la educación.
En materia de salud, el sistema se encuentra completamente colapsado, pues los hospitales están destruidos; los médicos cobran una miseria y los argentinos no tienen acceso a salud básica. Tan es así, que - durante la pandemia - si los argentinos hubiéramos hecho las cosas como la media de los países, no hubiéramos tenido 30 mil muertos, pero gracias al “Estado te cuida” y su ineficiencia 130.000 argentinos perdieron la vida.
Ese es el Estado presente del que los políticos tanto hablan, argumento que utilizan para justificar el aumento descomunal del gasto público que sólo los beneficia a ellos. En todas las esferas – miren dónde miren – la situación de la Argentina es de emergencia.
Si miramos la infraestructura de nuestro país, la situación es la misma, pues sólo el 16 por ciento de nuestras rutas se encuentran asfaltadas y sólo el 11 por ciento se encuentra en buen estado. Por eso, no es casualidad que mueran 15.000 argentinos, por año, en accidentes de tránsito.
Lo que quiero graficar con todo esto es que la situación, de la Argentina, es crítica y de emergencia. No tenemos alternativas ni tampoco tenemos tiempo; no tenemos márgenes para discusiones estériles, pues nuestro país exige acción y una acción inmediata.
La clase política deja un país al borde de la crisis más profunda de nuestra historia; cada uno de ellos tendrá que hacerse cargo de su propia responsabilidad. No es tarea mía señalarlos.
No buscamos ni deseamos las duras decisiones que habrá que tomar en las próximas semanas, pero – lamentablemente – no nos han dejado opción. Sin embargo, nuestro compromiso con los argentinos es inalterable. Vamos a tomar todas las decisiones necesarias para arreglar el problema, que causaron 100 años de despilfarro de la clase política, aún cuando al principio sea duro.
Sabemos que – en el corto plazo – la situación empeorará, pero luego veremos los frutos de nuestro esfuerzo habiendo creado las bases de un crecimiento sólido y sostenible en el tiempo. También sabemos que no todo está perdido; los desafíos que tenemos son enormes pero también lo es nuestra capacidad para superarlos. No va a ser fácil, ya que 100 años de fracaso no se deshacen en un día, pero un día empieza. Y hoy es ese día.
Hoy empezamos a desandar el camino de la decadencia y comenzamos a transitar el camino de la prosperidad. Tenemos todo para ser el país que siempre soñamos: tenemos los recursos, tenemos la gente, tenemos la creatividad y mucho más importante tenemos la resiliencia para salir adelante.
Hoy volvemos a abrazar las ideas de la libertad, esas ideas que se resumen en la definición de liberalismo de nuestro máximo prócer de las ideas de la libertad, el profesor Alberto Benegas Lynch, hijo, que dice: “el liberalismo es el respeto irrestricto del proyecto de vida del prójimo, basado en el principio de no agresión, en defensa del derecho a la vida, a la libertad y a la propiedad, cuyas instituciones fundamentales son: la propiedad privada, los mercados libres de intervención estatal, la libre competencia, la división del trabajo y la cooperación social”.En esa frase - de 57 palabras – está resumida la esencia del nuevo contrato social, que eligieron los argentinos.
Este nuevo contrato social nos propone un país distinto, un país en el que el Estado no dirija nuestras vidas, sino que vele por nuestros derechos; un país en el que las hace… las paga. Además, un país, en el que corta la calle – violando los derechos de sus conciudadanos – no recibe la asistencia de la sociedad. Puesto en otros términos: el que corta, no cobra; un país, que dentro de la ley, permite todo, pero fuera de la ley no permite nada; un país que contiene a quienes lo necesitan, pero no se deja extorsionar por aquellos que utilizan a quienes menos tienen para enriquecerse a ellos mismos.
En cuanto a la clase política argentina quiero decirles que no venimos a perseguir a nadie, no venimos a saldar viejas vendettas, ni a discutir espacios de poder. Nuestro proyecto no es un proyecto de poder, nuestro proyecto es un proyecto de país; no pedimos acompañamiento ciego, pero no vamos a tolerar que la hipocresía, la deshonestidad, o la ambición de poder interfieran con el cambio que los argentinos elegimos.
A todos aquellos dirigentes políticos, sindicales y empresariales que quieran sumarse a la nueva Argentina, los recibimos con los brazos abiertos. Así no importa de dónde vengan, no importa que hayan hecho antes, lo único que importa es hacía dónde quieren ir.
Aquellos que quieren utilizar la violencia o la extorsión para obstaculizar el cambio les decimos que se van a encontrar con un presidente de convicciones inamovibles, que utilizará todos los resortes del Estado para avanzar en los cambios que nuestro país necesita. No vamos a claudicar, no vamos a retroceder, no nos vamos a rendir. Vamos a avanzar con los cambios que el país necesita porque estamos seguros que abrazar las ideas de la libertad es la única manera en la que podremos salir del pozo en el que nos han metido.
Por lo tanto, y para ir terminando, que quede claro: hoy comienza una nueva era en la Argentina. El desafío que tenemos por delante es titánico, pero la verdadera fortaleza de un pueblo se mide en cómo enfrenta los desafíos cuando se presentan. Y cada vez que creemos que nuestra capacidad para superar esos desafíos ha sido alcanzada, miramos al cielo y recordamos que esa capacidad bien podría ser ilimitada. El desafío es enorme pero lo afrontaremos con convicción, trabajaremos sin descanso y llegaremos a destino.
No es casualidad, que esta inauguración presidencial ocurra, durante las fiestas de Hanukkah, la fiesta de la luz, ya que la misma celebra la verdadera esencia de la libertad. La guerra de los macabeos es el símbolo del triunfo de los débiles por sobre los poderosos; de los pocos por sobre los muchos, de la luz por sobre la oscuridad y, sobre todas las cosas, de la verdad por sobre la mentira. Porque ustedes saben que prefiero decirles una verdad incómoda, antes que una mentira confortable. Estoy convencido de que vamos a salir adelante.
Recuerdo cuando hace dos años junto a la Doctora Villarruel, hoy vicepresidente de la Nación, ingresamos a esta casa como diputados, recuerdo que, en una entrevista me habían dicho: “pero si ustedes son dos, en 257, no van a poder hacer nada” y también recuerdo que ese día la respuesta fue una cita del Libro de Macabeos 319, que dice que “la victoria, en la batalla, no depende de la cantidad de soldados, sino de las Fuerzas que viene del Cielo”.
Por lo tanto, Dios bendiga a los argentinos y que las Fuerzas del Cielo nos acompañen en este desafío. Muchas gracias, será difícil, pero lo vamos a lograr.
Texto completo original em espanhol, publicado por Casa Rosada.
Copiadas literalmente do discurso oficial; tradução da MileiHoy.
“Hoje começa uma nova era na Argentina, uma era de paz e prosperidade, uma era de crescimento e desenvolvimento, uma era de liberdade e progresso.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Sabemos que a curto prazo a situação vai piorar, mas depois veremos os frutos do nosso esforço tendo criado as bases para um crescimento sólido e sustentável ao longo do tempo.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Deixem-me ser muito claro sobre isso: nenhum governo recebeu uma herança pior do que a que estamos recebendo.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Em termos de segurança, a Argentina se tornou um banho de sangue; os criminosos andam livres, enquanto os bons argentinos se trancam atrás das grades.”
— Javier Milei · Ver no discurso