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Discurso completo · Institucional
Casa Rosada11 min de leitura

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O discurso adota uma postura firmemente crítica em relação à Agenda 2030 e às políticas coletivistas, atribuindo os problemas de muitos países a essas ideologias. Além disso, Milei promove a liberdade individual e a propriedade, posicionando-se como defensor de um modelo econômico e político de corte liberal, o que se alinha a uma moldagem de direita.

Institucional · Casa Rosada

Institucional · Casa Rosada
Fonte: Casa Rosada (CC BY 2.5 AR). Tradução realizada pela MileiHoy
Palavras do Presidente da Nação Javier Milei, no debate geral, do 79º Período de Sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas, Nova Iorque, Estados Unidos.
Às autoridades das Nações Unidas, aos representantes dos distintos países que a integram e a todos os cidadãos do mundo que nos estão assistindo, boa tarde: para aqueles que não sabem, eu não sou político, sou um economista, um economista liberal libertário, que jamais teve a ambição de fazer política e que foi honrado com o cargo de presidente da República Argentina, diante do fracasso estrondoso de mais de um século de políticas coletivistas que destruíram nosso país.
Este é meu primeiro discurso - diante da Assembleia Geral das Nações Unidas - e quero aproveitar para - com humildade - alertar as distintas nações do mundo sobre o caminho que estão trilhando há décadas e sobre o perigo que implica que esta organização não consiga cumprir sua missão original.
Não venho aqui para dizer ao mundo o que deve fazer; venho aqui para dizer ao mundo, por um lado, o que vai ocorrer se as Nações Unidas continuarem promovendo as políticas coletivistas que vêm promovendo sob o mandato da Agenda 2030 e, por outro lado, quais são os valores que a nova Argentina defende. Quero sim começar dando crédito quando o crédito é devido. A organização das Nações Unidas nasce do horror da guerra mais cruel da história global com o objetivo principal de que nunca mais acontecesse. Para isso, a organização gravou em pedra seus princípios fundamentais, na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ali foi consignado um acordo básico, em torno de uma máxima: que todos os seres humanos nascem livres e iguais, em dignidade e direitos.
Sob a tutela desta organização e a adoção dessas ideias - durante os últimos 70 anos - a humanidade viveu o período de paz global mais longo da história, que coincidia – também - com o período de maior crescimento econômico da história. Foi criado um fórum internacional, onde as nações pudessem resolver seus conflitos através da cooperação, em vez de recorrer - instantaneamente - às armas, e conseguiu-se algo impensável: sentar de maneira permanente as cinco potências mais poderosas do mundo em uma mesma mesa; cada uma com o mesmo poder de veto, apesar de ter interesses totalmente opostos.
Tudo isso não fez com que o flagelo da guerra desaparecesse, mas se conseguiu - por enquanto - que nenhum conflito escalasse a proporções mundiais. O resultado foi que passamos de ter duas guerras mundiais, em menos de 40 anos, que - em conjunto - cobriram mais de 120 milhões de vidas, a ter 70 anos consecutivos de paz e estabilidade global, sob a proteção de uma ordem que permitiu ao mundo inteiro se integrar comercialmente, competir e prosperar. Porque onde entra o comércio, não entram as balas - dizia Bastiat - porque o comércio garante a paz, a liberdade garante o comércio e a igualdade diante da lei garante a liberdade.
Cumpriu-se, em definitiva, o que consignou o Profeta Isaías e se lê no parque, cruzando a rua: "Deus julgará entre as nações e arbitrarão por muitos povos; forjarão suas espadas em arados e suas lanças em podadoras. Nação não tomará espada contra Nação; nunca mais conhecerão a guerra".
Isso é o que ocorreu – em sua maior parte - sob a tutela das Nações Unidas, em suas primeiras décadas, e por isso, dessa perspectiva, estamos falando de um sucesso notável na história das nações que não pode ser desconsiderado. Agora bem - em algum momento - e como costuma ocorrer com a maioria das estruturas burocráticas que os homens criamos, esta organização deixou de velar pelos princípios esboçados em sua declaração fundante e começou a mudar.
Uma organização que havia sido pensada – essencialmente - como um escudo para proteger o Reino dos Homens se transformou em um Leviatã de múltiplos tentáculos, que pretende decidir não só o que deve fazer cada Estado-Nação, mas também como devem viver todos os cidadãos do mundo. Assim, passamos de uma organização que perseguia a paz; para uma organização que impõe uma agenda ideológica a seus membros, sobre um sem fim de temas que fazem parte da vida do homem em sociedade.
O modelo de Nações Unidas, que havia sido bem-sucedido, cujo origem podemos rastrear nas ideias do presidente Wilson, que falava da "sociedade de paz sem vitória" e que se baseava na cooperação dos Estados nação, foi abandonado; foi substituído por um modelo de governo supranacional de burocratas internacionais, que pretendem impor aos cidadãos do mundo um modo de vida determinado. O que está sendo discutido - esta semana, aqui, em Nova Iorque, na Cúpula do Futuro - não é outra coisa senão a profundização desse rumo trágico que esta instituição adotou. Assim, a profundização de um modelo que - em palavras do próprio secretário das Nações Unidas - exige definir um novo contrato social em escala global, redobrando os compromissos da Agenda 2030.
Quero ser claro na posição da agenda argentina: a Agenda 2030, embora bem-intencionada em suas metas, não é outra coisa senão um programa de governo supranacional, de viés socialista, que pretende resolver os problemas da modernidade com soluções que atentam contra a soberania dos Estados-nação e violentam o direito à vida, à liberdade e à propriedade das pessoas. É uma agenda que pretende solucionar a pobreza, a desigualdade e a discriminação com legislações que só as aprofundam. Porque a história do mundo demonstra que a única maneira de garantir a prosperidade é limitando o poder do monarca, garantindo a igualdade diante da lei e defendendo o direito à vida, à liberdade e à propriedade dos indivíduos.
Foi precisamente a adoção dessa agenda, que obedece a interesses privilegiados; o abandono dos princípios - esboçados na Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas - o que distorceu o papel desta instituição e a colocou em um caminho errado. Assim, vimos como uma organização que nasceu para defender os direitos do homem se tornou uma das principais propulsoras da violação sistemática da liberdade, como - por exemplo - com os confinamentos globais durante o ano de 2020, que deveriam ser considerados um crime contra a humanidade.
Nesta mesma casa que diz defender os direitos humanos, permitiram a entrada, no Conselho de Direitos Humanos, de ditaduras sangrentas como a de Cuba e Venezuela, sem o menor reprimenda. Nesta mesma casa que diz defender os direitos das mulheres, permitem a entrada, no Comitê para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher, de países que punem suas mulheres por mostrar a pele. Nesta mesma casa - sistematicamente - votou-se contra o Estado de Israel, que é o único país do Oriente Médio que defende a democracia liberal, enquanto se demonstrou - simultaneamente - uma incapacidade total de responder ao flagelo do terrorismo.
No plano econômico, promoveram-se políticas coletivistas que atentam contra o crescimento econômico; violentam os direitos de propriedade e atrapalham o processo econômico natural, chegando a impedir que os países mais desfavorecidos do mundo gozem livremente de seus próprios recursos para avançar. Regulamentações e proibições impulsionadas precisamente pelos países que se desenvolveram, graças a fazer o mesmo que hoje condenam. Promoveu-se, além disso, uma relação tóxica entre as políticas de governança global e os organismos de crédito internacional, exigindo que os países mais relegados comprometam recursos que não têm em programas que não precisam, tornando-os devedores perpétuos para promover a agenda das elites globais.
Tampouco ajudou a tutela do Fórum Econômico Mundial, onde se promovem políticas ridículas com lentes maltusianas - como as políticas de "Emissão Zero" - que prejudicam, especialmente, os países pobres. Às políticas vinculadas aos direitos sexuais e reprodutivos, quando a taxa de natalidade dos países ocidentais está despencando, anunciando um futuro sombrio para todos. Tampouco a organização cumpriu satisfatoriamente sua missão de defender a soberania territorial de seus membros, como sabemos os argentinos de primeira mão, na relação com as Ilhas Malvinas. E chegamos, inclusive, a uma situação em que - o Conselho de Segurança - que é o órgão mais importante desta casa, se desnaturalizou, porque o veto de seus integrantes permanentes começou a ser usado em defesa dos interesses particulares de alguns.
Assim estamos hoje, com uma organização impotente em oferecer soluções aos verdadeiros conflitos globais, como foi a aberrante invasão russa à Ucrânia, que já custou a vida de mais de 300.000 pessoas, deixando mais de um milhão de feridos no processo. Uma organização que, em vez de enfrentar esses conflitos, investe tempo e esforço em impor aos países pobres o que, como e devem produzir, com quem se relacionar, o que devem comer e em que acreditar, como pretende ditar o presente Pacto do Futuro. Toda esta longa lista de erros e contradições não foi gratuita, mas resultou na perda de credibilidade das Nações Unidas, diante dos cidadãos do mundo livre e na desnaturalização de suas funções.
Por isso, quero fazer um alerta: estamos diante de um fim de ciclo. O coletivismo e o posturing moral da agenda woke se chocaram com a realidade e já não têm soluções críveis para oferecer aos problemas reais do mundo. De fato, nunca as tiveram. Se a Agenda 2030 falhou - como reconhecem seus próprios promotores - a resposta deveria ser perguntar se não foi um programa mal concebido desde o início, aceitar essa realidade e mudar de rumo. Não se pode pretender persistir no erro redobrando a aposta em uma agenda que fracassou. Sempre ocorre o mesmo com as ideias que vêm da esquerda: criam um modelo de acordo com o que o ser humano deveria ser - segundo eles - e quando os indivíduos – livremente – agem de outra forma, não têm melhor solução do que restringir, reprimir e coibir sua liberdade.
Nós - na Argentina - já vimos com nossos próprios olhos o que há no final deste caminho de inveja e paixões tristes: pobreza, embrutecimento, anarquia e uma ausência fatal de liberdade. Ainda estamos a tempo de nos afastar desse rumo.
Quero ser claro com algo para que não haja más interpretações: a Argentina, que está vivendo um processo profundo de mudança, atualmente, decidiu abraçar as ideias da liberdade; essas ideias que dizem que todos os cidadãos nascemos livres e iguais diante da lei, que temos direitos inalienáveis outorgados pelo Criador, entre os quais se encontram o direito à vida, à liberdade e à propriedade. Esses princípios que ordenam o processo de mudança que estamos levando adiante na Argentina, são também os princípios que guiarão nossa conduta internacional, a partir de agora.
Acreditamos na defesa da vida de todos; acreditamos na defesa da propriedade de todos; acreditamos na liberdade de expressão para todos; acreditamos na liberdade de culto para todos; acreditamos na liberdade de comércio para todos e acreditamos em governos limitados, todos eles.
E como nestes tempos o que acontece em um país impacta rapidamente em outros, acreditamos que todos os povos devem viver livres da tirania e da opressão, seja ela na forma de opressão política, de escravidão econômica ou de fanatismo religioso. Essa ideia fundamental não deve ficar em meras palavras; deve ser apoiada em atos, diplomática, econômica e materialmente, através da força conjunta de todos os países que defendemos a liberdade.
Essa doutrina da nova Argentina não é – nem mais nem menos – do que a verdadeira essência da Organização das Nações Unidas, ou seja, a cooperação das Nações Unidas em defesa da liberdade. Se as Nações Unidas decidirem retomar os princípios que lhe deram vida e voltar a adaptar o papel para o qual foram concebidas, contem com o apoio – inabalável – da Argentina na luta pela liberdade.
Saibam, também, que a Argentina não apoiará nenhuma política que implique a restrição das liberdades individuais, do comércio, nem a violação dos direitos naturais dos indivíduos, não importa quem a promova nem quanto consenso essa instituição tenha. Por essa razão, queremos expressar – oficialmente – nosso dissenso sobre o Pacto do Futuro, assinado no domingo, e convidamos todas as nações do mundo livre a nos acompanharem, não apenas no dissenso deste pacto, mas na criação de uma nova agenda para esta nobre instituição: a agenda da liberdade.
A partir deste dia, saibam que a República Argentina irá abandonar a posição de neutralidade histórica que nos caracterizou e estará na vanguarda da luta em defesa da liberdade. Porque – como dizia Thomas Paine – "aqueles que desejam colher as bênçãos da liberdade devem - como homens - suportar a fadiga de defendê-la".
Que Deus abençoe os argentinos e todos os cidadãos do mundo, e que as forças do céu nos acompanhem.
¡Viva la libertad, carajo! (Viva a liberdade, caramba). Muito obrigado.
Palabras del Presidente de la Nación Javier Milei, en el debate general, del 79 Período de Sesiones, de la Asamblea General de Naciones Unidas, Nueva York, Estados Unidos
A las autoridades de la Naciones Unidas, a los representantes de los distintos países que le integran y a todos los ciudadanos del mundo que nos estén mirando, buenas tardes: para aquellos que no lo saben, yo no soy político, soy un economista, un economista liberal libertario, que jamás tuvo la ambición de hacer política y que fue honrado, con el cargo de presidente de la República Argentina, frente al fracaso estrepitoso, de más de un siglo de políticas colectivistas, que destruyeron nuestro país.
Este es mi primer discurso - frente a la Asamblea General de las Naciones Unidas - y quiero aprovechar para - con humildad - alertar a las distintas naciones del mundo sobre el camino que están transitando, hace décadas, y sobre el peligro que implica que esta organización fracase en cumplir su misión original.
No vengo aquí a decirle al mundo lo que tiene que hacer; vengo aquí a decirle al mundo, por un lado, lo que va a ocurrir si las Naciones Unidas continúan promoviendo las políticas colectivistas, que vienen promoviendo bajo el mandato de la agenda 2030, y, por el otro, cuáles son los valores que la nueva Argentina defiende. Quiero sí comenzar dando crédito, cuando el crédito corresponde. La organización de Naciones Unidas nace del horror de la guerra más cruenta de la historia global con el objetivo principal de que nunca volviera a ocurrir. Para eso la organización grabó en piedra sus principios fundamentales, en la Declaración Universal de Derechos Humanos. Ahí se consignó un acuerdo básico, en torno a una máxima: que todos los seres humanos nacen libres e iguales, en dignidad y derechos.
Bajo la tutela de esta organización y la adopción de estas ideas - durante los últimos 70 años - la humanidad vivió el período de paz global, más largo de la historia, que coincidió – también - con el período de mayor crecimiento económico de la historia. Se creó un foro internacional, donde las naciones pudieran dirimir sus conflictos, a través de la cooperación, en vez de recurrir – instantáneamente - a las armas y se logró algo impensado: sentar de manera permanente a las cinco potencias más grandes del mundo, en una misma mesa; cada una con el mismo poder de veto, a pesar de tener intereses totalmente contrapuestos.
Todo esto no hizo que el flagelo de la guerra desapareciera, pero se logró - por ahora - que ningún conflicto escalara a proporciones mundiales. El resultado fue que pasamos de tener dos guerras mundiales, en menos de 40 años, que - en conjunto - se cobraron más de 120 millones de vidas, a tener 70 años consecutivos de relativa paz y estabilidad global, bajo el manto de un orden que permitió al mundo entero integrarse comercialmente, competir y prosperar. Porque donde entra el comercio, no entran las balas - decía Bastiat - porque el comercio garantiza la paz, la libertad garantiza el comercio y la igualdad ante la ley garantiza la libertad.
Se cumplió, en definitiva, lo que consignó el Profeta Isaías y se lee en el parque, cruzando la calle: "Dios juzgará entre las naciones y arbitrará por los muchos pueblos; forjarán sus espadas en rejas de arado y sus lanzas en podadoras. Nación no tomará espada contra Nación; nunca más conocerán la guerra".
Esto es lo que ha ocurrido – mayormente - bajo la tutela de las Naciones Unidas, en sus primeras décadas, y por eso, desde esta perspectiva, estamos hablando de un éxito destacable, en la historia de las naciones que no puede ser soslayado. Ahora bien - en algún momento - y como suele ocurrir con la mayoría de las estructuras burocráticas que los hombres creamos, esta organización dejó de velar por los principios esbozados en su declaración fundante y comenzó a mutar.
Una organización que había sido pensada – esencialmente - como un escudo para proteger el Reino de los Hombres se transformó en un Leviatán de múltiples tentáculos, que pretende decidir no sólo qué debe hacer cada Estado-Nación, sino también cómo deben vivir todos los ciudadanos del mundo. Así es como pasamos de una organización que perseguía la paz; a una organización que le impone una agenda ideológica a sus miembros, sobre un sinfín de temas, que hacen a la vida del hombre en sociedad.
El modelo de Naciones Unidas, que había sido exitoso, cuyo origen podemos rastrear, en las ideas del presidente Wilson, que hablaba de la "sociedad de paz sin victoria" y que se fundaba en la cooperación de los Estados nación, ha sido abandonado; ha sido reemplazado por un modelo de gobierno supranacional de burócratas internacionales, que pretenden imponerles a los ciudadanos del mundo un modo de vida determinado. Lo que se está discutiendo - esta semana, aquí, en Nueva York, en la Cumbre del Futuro - no es otra cosa que la profundización de ese rumbo trágico que esta institución ha adoptado. Así, la profundización de un modelo que - en palabras del propio secretario de las Naciones Unidas - exige definir un nuevo contrato social a escala global, redoblando los compromisos, de la Agenda 2030.
Quiero ser claro en la posición de la agenda argentina: la Agenda 2030, aunque bien intencionada en sus metas, no es otra cosa que un programa de gobierno supranacional, de corte socialista, que pretende resolver los problemas de la modernidad con soluciones que atentan contra la soberanía de los Estados Nación y violentan el derecho a la vida, la libertad y la propiedad de las personas. Es una agenda, que pretende solucionar la pobreza, la desigualdad y la discriminación con legislación que lo único que hace es profundizarlas. Porque la historia del mundo demuestra que la única manera de garantizar la prosperidad es limitando el poder del monarca, garantizando la igualdad ante la ley y defendiendo el derecho a la vida, la libertad y la propiedad de los individuos.
Ha sido precisamente la adopción de esa agenda, que obedece a intereses privilegiados; el abandono de los principios - esbozados en la Declaración Universal de Derechos Humanos de las Naciones Unidas - lo que tergiversó el rol de esta institución y la puso en una senda equivocada. Así, hemos visto cómo una organización, que nació para defender los derechos del hombre, ha sido una de las principales propulsoras de la violación sistemática de la libertad, como - por ejemplo - con las cuarentenas a nivel global durante el año 2020, que deberían ser consideradas un delito de lesa humanidad.
En esta misma casa que dice defender los derechos humanos, han permitido el ingreso, al Consejo de Derechos Humanos, a dictaduras sangrientas como la de Cuba y Venezuela, sin el más mínimo reproche. En esta misma casa que dice defender los derechos de las mujeres, permiten el ingreso, al Comité para la Eliminación de la Discriminación contra la Mujer, a países que castigan a sus mujeres por mostrar la piel. En esta misma casa – sistemáticamente - se ha votado en contra del Estado de Israel, que es el único país de Medio Oriente, que defiende la democracia liberal, mientras se ha demostrado - en simultáneo - una incapacidad total de responder al flagelo del terrorismo.
En el plano económico, se han promovido políticas colectivistas que atentan contra el crecimiento económico; violentan los derechos de propiedad y entorpecen el proceso económico natural, llegando a impedirle a los países más postergados del mundo gozar libremente de sus propios recursos para salir adelante. Regulaciones y prohibiciones impulsadas precisamente por los países que se desarrollaron, gracias a hacer lo mismo que hoy condenan. Se ha promovido, además, una relación tóxica entre las políticas de gobernanza global y los organismos de crédito internacional, exigiéndole a los países más relegados que comprometan recursos que no tienen en programas que no necesitan, convirtiéndolos en deudores perpetuos para promover la agenda de las elites globales.
Tampoco ha ayudado el tutelaje del Foro Económico Mundial, donde se promueven políticas ridículas con anteojeras maltusianas - como las políticas de "Emisión Cero" - que dañan, sobre todo, a los países pobres. A las políticas vinculadas a los derechos sexuales y reproductivos, cuando la tasa de natalidad de los países occidentales se está desplomando, anunciando un futuro sombrío para todos. Tampoco la organización ha cumplido satisfactoriamente su misión de defender la soberanía territorial de sus integrantes, como sabemos los argentinos de primera mano, en la relación con las Islas Malvinas. Y llegamos, incluso, a una situación en la que - el Consejo de Seguridad - que es el órgano más importante de esta casa, se ha desnaturalizado, porque el veto de sus integrantes permanentes se ha empezado a utilizar, en defensa de los intereses particulares de algunos.
Así estamos hoy, con una organización impotente en brindar soluciones a los verdaderos conflictos globales, como ha sido la aberrante invasión rusa a Ucrania, que ya le ha costado la vida a más de 300.000 personas, dejando un tendal de más de un millón de heridos en el proceso. Una organización que, en vez de enfrentar estos conflictos, invierte tiempo y esfuerzo en imponerle a los países pobres qué, cómo y deben producir, con quién vincularse, qué deben comer y en qué creer, como pretende dictar el presente Pacto del Futuro. Toda esta larga lista de errores y contradicciones no ha sido gratuita, sino que ha redundado en la pérdida de credibilidad, de las Naciones Unidas, ante los ciudadanos del mundo libre y en la desnaturalización de sus funciones.
Por eso, quiero hacer una advertencia: estamos ante un fin de ciclo. El colectivismo y el postureo moral, de la agenda woke, se han chocado con la realidad y ya no tienen soluciones creíbles para ofrecer a los problemas reales del mundo. De hecho, nunca las tuvieron. Si la Agenda 2030 fracasó - como reconocen sus propios promotores - la respuesta debería ser preguntarnos si no fue un programa mal concebido de inicio, aceptar esa realidad y cambiar el rumbo. No se puede pretender persistir en el error redoblando la apuesta de una agenda que ha fracasado. Siempre ocurre lo mismo con las ideas que vienen de la izquierda: diseñan un modelo acorde a lo que el ser humano debería ser - según ellos - y cuando los individuos – libremente - actúan de otra manera, no tienen mejor solución que restringir, reprimir y coartar su libertad.
Nosotros - en Argentina - ya hemos visto con nuestros propios ojos lo que hay al final de este camino de envidia y pasiones tristes: pobreza, embrutecimiento, anarquía y una ausencia fatal de libertad. Todavía estamos a tiempo de apartarnos de ese rumbo.
Quiero ser claro con algo para que no haya malas interpretaciones: la Argentina, que está viviendo un proceso profundo de cambio, en la actualidad, ha decidido abrazar las ideas de la libertad; esas ideas que dicen que todos los ciudadanos nacemos libres e iguales ante la ley, que tenemos derechos inalienables otorgados por el Creador, entre los que se encuentran el derecho a la vida, la libertad y la propiedad. Esos principios, que ordenan el proceso de cambio, que estamos llevando adelante, en la Argentina, son también los principios que guiarán nuestra conducta internacional, a partir de ahora.
Creemos en la defensa de la vida de todos; creemos en la defensa de la propiedad de todos; creemos en la libertad de expresión para todos; creemos en la libertad de culto para todos; creemos en la libertad de comercio para todos y creemos en los gobiernos limitados, todos ellos.
Y como en estos tiempos lo que sucede en un país impacta rápidamente en otros, creemos que todos los pueblos deben vivir libres de la tiranía y la opresión, ya sea que tome forma de opresión política, de esclavitud económica o de fanatismo religioso. Esa idea fundamental no debe quedarse en meras palabras; tiene que ser apoyada en los hechos, diplomáticamente, económicamente y materialmente, a través de la fuerza conjunta de todos los países, que defendemos la libertad.
Esta doctrina de la nueva Argentina no es - más ni menos - que la verdadera esencia de la Organización de las Naciones Unidas, es decir, la cooperación de Naciones Unidas en defensa de la libertad. Si las Naciones Unidas deciden retomar los principios que le dieron vida y volver a adaptar el rol para el que fue concebida, cuenten con el apoyo – inclaudicable - de la Argentina, en la lucha por la libertad.
Sepan, también, que la Argentina no acompañará ninguna política que implique la restricción de las libertades individuales, del comercio, ni la violación de los derechos naturales de los individuos, no importa quién la promueva ni cuánto consenso tenga esa institución. Por esta razón, queremos expresar – oficialmente - nuestro disenso sobre el Pacto del Futuro, firmado el día domingo, e invitamos a todas las naciones del mundo libre a que nos acompañen, no sólo en el disenso de este pacto, sino en la creación de una nueva agenda para esta noble institución: la agenda de la libertad.
A partir de este día, sepan que, la República Argentina, va a abandonar la posición de neutralidad histórica que nos caracterizó y va a estar a la vanguardia de la lucha en defensa de la libertad. Porque - como decía Thomas Paine - "aquellos que desean cosechar las bendiciones de la libertad deben - como hombres - soportar la fatiga de defenderla".
Que Dios bendiga a los argentinos y a todos los ciudadanos del mundo, y que las fuerzas del cielo nos acompañen.
¡Viva la libertad, carajo!. Muchas gracias.
Texto completo original em espanhol, publicado por Casa Rosada.
Copiadas literalmente do discurso oficial; tradução da MileiHoy.