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Discurso completo · Institucional
Casa Rosada16 min de leitura

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O discurso de Milei critica abertamente o modelo coletivista e a classe política, indicando uma moldura à direita. Ele usa linguagem altamente carregada e defende políticas que promovem a redução do Estado, alinhando-se com ideias de direita.

Institucional · Casa Rosada

Institucional · Casa Rosada

Institucional · Casa Rosada
Fonte: Casa Rosada (CC BY 2.5 AR). Tradução realizada pela MileiHoy
Discurso do Presidente Javier Milei no CPAC de Washington D.C., 2025.
Olá a todos. É uma grande alegria para mim estar novamente nos Estados Unidos, e é uma honra poder falar diante de todos vocês hoje. Muito obrigado aos presentes, especialmente à CPAC, que sempre teve uma consideração especial comigo. Obrigado, Matt. Obrigado, Mercy.
Há apenas um mês, disse no Fórum de Davos que acredito que estamos atravessando um ponto de inflexão em nossa história. A história transcorre em fases ou etapas, momentos em que o espírito e a ideia se materializam em uma pessoa ou em um grupo de pessoas, às vezes próximas, às vezes a quilômetros de distância entre elas, mas com um fio condutor invisível que, se pudesse ser observado, presumiria-se que seria muito semelhante às imagens que observamos em redes neuronais do cérebro humano.
Hoje estamos, precisamente, em um desses momentos em que a História, com H maiúscula, está mudando seu curso. Estamos vendo em tempo real o destino do mundo bifurcar-se para um novo caminho, distinto do lugar ao qual as elites, o establishment político de nossos países, nos estavam levando.
Da mesma maneira que na década de 30 se podia vislumbrar que a chama da liberdade estava se apagando e que começava uma nova mudança de servidão para a humanidade, hoje, finalmente, podemos dizer que a era do Estado onipresente terminou.
Hoje somos testemunhas de um momento em que a longa marcha do Estado sobre o indivíduo está chegando ao seu fim. Refiro-me, é claro, ao colapso do modelo coletivista e ao amanhecer de uma nova era de liberdade. Nos preparamos para este momento e acredito que, genuinamente, estamos dando uma batalha crucial para o futuro da humanidade. Como sempre digo, só se pode agir de forma eficaz se o diagnóstico a partir do qual se parte é o correto. É preciso entender onde estamos parados e a que nos enfrentamos para saber como chegar a onde queremos.
Ao longo de todo o mundo, as sociedades ocidentais enfrentam um mesmo problema e um mesmo inimigo: uma classe política que extrai cada vez mais recursos dos cidadãos por meio de impostos, a fim de implementar um modelo de expansão estatal ilimitada. Uma classe política com complexo de Deus que pretende regular cada aspecto da vida das pessoas, fazendo honra a uma das máximas do fascismo de Benito Mussolini: 'Dentro do Estado, tudo; fora do Estado, nada; e nada contra o Estado'.
Chamamos essa classe política de 'partido do Estado', uma casta extendida cujos membros, além de diferenças superficiais, compartilham a ideia fundamental do avanço do Estado sobre a sociedade. São todos aqueles que, por interesse econômico, convicção ideológica ou certo individualismo ingênuo, trabalham para os interesses do Estado: os meios de comunicação tradicionais, a oligarquia sindical, os empresários prebendários, os burocratas permanentes não eleitos e, consequentemente, intrinsecamente irresponsáveis; as organizações mal chamadas não governamentais, que fazem o trabalho sujo dos políticos; as instituições acadêmicas que fornecem o marco teórico para a expansão estatal; os organismos supranacionais e todos que, de alguma maneira, pertencem à grande seita do coletivismo mundial.
E, claro, isso inclui os partidos políticos tradicionais que, não importa sua cor, coincidem na tese fundamental de que mais Estado sempre é melhor. Na Argentina, por exemplo, tínhamos um sistema político composto por umas '50 sombras de socialismo'. Nos Estados Unidos, existia a ilusão do bipartidarismo, com um Partido Democrata que marcava a agenda e um Partido Republicano incapaz de enfrentá-lo… até a chegada do Presidente Donald Trump.
Viva… Curiosamente, o meu vocês vão ter que esperar até o final.
Curiosamente, o Presidente Trump é um outsider, assim como eu, porque a tarefa que temos pela frente, o desafio que temos pela frente, não é para políticos tradicionais que viveram toda a vida do sistema. É para pessoas que não devem nada a ninguém, que não estão comprometidos pelos vícios do sistema e que sabem que é mais importante a mudança do que o poder pelo poder mesmo.
No establishment político nossas doações, existia uma mentalidade, mais ou menos explícita, de que o avanço do Estado equivalia ao avanço da democracia; que cada conquista do Estado implicava um ato de 'justiça social' diante das supostas injustiças da liberdade; que o papel do Estado era nos levar a uma utopia igualitária por meio da criação sistemática de novos direitos, que, obviamente, deveriam ser financiados pelos pagadores de impostos. É justamente no centro desse esquema que se encontram os políticos, os principais beneficiários desse modelo de expansão ilimitada do Estado. Aqueles que fizeram de viver dos outros à força um estilo de vida, depositários de poderes e privilégios que seriam a inveja de qualquer monarca da história.
Não importam as brigas televisivas nem as supostas diferenças partidárias: todos trabalham para o mesmo Deus, o sinistro, e sua manifestação na Terra, o Leviatã do qual falava Hobbes.
Por isso, salvando algumas particularidades próprias de cada nação, todos nós que estamos aqui temos a mesma missão: tirar o poder do partido do Estado e devolvê-lo à sociedade. Ou seja, como dizia Albert Nock em seu livro Nosso inimigo, o Estado, o poder social foi progressivamente arrancado e transferido ao Estado pela força. Nosso objetivo é fazer o caminho inverso: aumentar o poder do cidadão e tirar o poder do Estado.
Por certo, isso não pode ser alcançado simplesmente gerindo melhor o Estado como ele existe ou administrando corretamente seus recursos. O único caminho racional é encolher o Estado à mínima expressão possível. Reduzir o tamanho do Estado é, em si mesmo, um ato de justiça, porque cada redução do Estado é uma subtração ao pagador de impostos. Do nosso ponto de vista, o único Estado aceitável é o mais pequeno possível, para devolver ao cidadão o que é seu.
Por isso, todas as atribuições que não tenham a ver diretamente com a proteção dos três direitos fundamentais —o direito à vida, à liberdade e à propriedade privada— devem voltar à sua origem: os indivíduos, associados de forma voluntária e sem a intromissão do Estado. Isso deve ser assim porque, ao contrário da economia, o poder é um jogo de soma zero. Todo poder que o Estado tiver necessariamente não pode ser obtido ao mesmo tempo pela sociedade.
Por isso, não acreditamos em soluções parciais nem em compromissos de centro. Sabemos que fazer as coisas pela metade é um convite ao retorno do Estado, que, como um câncer metastático, só sabe expandir-se e deve ser forçado ativamente a retroceder. Não adianta tentar alcançar um ponto médio: tudo que exceder sua função essencial deve ser definitivamente retirado de sua órbita, ou mais cedo ou mais tarde voltará a usurpar o que não lhe pertence.
Sabemos que não é uma tarefa fácil. O Estado moderno tem ferramentas de sobra, que cresceram em sofisticação com o passar do tempo. Não estamos falando de um Estado óbvio, como o neofascista ou o comunista, mas de um Estado sutil e insidioso, que avança sobre o indivíduo por meio da arte, da propaganda e da infiltração cultural. Ou pelo menos assim era até há pouco, já que fica cada vez mais difícil disfarçar seu caráter totalitário.
Vimos, para citar apenas um exemplo, que em certos países da Europa cidadãos estão sendo presos por se expressarem em redes sociais. Mas, em termos mais gerais, falo do financiamento da academia, incentivando a elaboração de estudos que justifiquem a implementação de políticas públicas intervencionistas, e da compra encoberta de meios de comunicação por meio da pauta pública. Falo das múltiplas ONGs que vivem de nossos impostos, dos subsídios à cultura para produzir propaganda e, aqui nos Estados Unidos, claro, do escândalo da USAID, que destinava milhões de dólares dos pagadores de impostos para financiar desde revistas e canais de televisão até fraudes eleitorais, como no Brasil, ou governos com aspirações discriminatórias, como o da África do Sul.
E, como eu dizia, governos com aspirações discriminatórias, como o sul-africano, entre tantas outras aberrações, incluindo a agenda da paranoia climática, os excessos da ideologia de gênero e a pesquisa que resultou na criação do vírus COVID-19.
No entanto, o único que realmente consegue esse mecanismo de imposição globalista é transferir riqueza da classe baixa de um país rico para a classe alta de um país pobre. Em poucas palavras, falo de uma rede global de influência, informação e opinião paga com os impostos dos cidadãos, um aparato de propaganda sem precedentes na história humana, talvez o maior escândalo político que já vimos. E depois, esses mesmos hipócritas acusam Elon Musk de interferir nas eleições de outros países. Claramente, sua desfaçatez é tão grande quanto suas aspirações totalitárias.
E se esse nível de coletivismo no sangue tivesse soluções, seus apologistas teriam pelo menos algo a que se agarrar, mas nem isso. Essa foi historicamente a desculpa dos estatistas do passado, de que a prosperidade chegaria por meio da administração racional de recursos por parte do Estado, recursos que o setor privado era incapaz de aproveitar. E acaso, quem maneja o setor público? Não são humanos?
No entanto, somos testemunhas de que, quanto maior a expansão estatal, pior é a qualidade de vida das pessoas. Não por nada, Hayek dedicou seu último livro a explicar esse fenômeno, ao qual chamou 'A arrogância fatal'.
Mas isso não é acidental. Além de sua evidente incompetência, a classe política não se dedica a solucionar problemas. Afinal, um problema solucionado é uma área da qual o Estado deve se retirar. Pelo contrário, a classe política se dedica a perpetuar os problemas e assim viver deles para sempre. Por isso vivem criando novos problemas, instalando-os por meio de seus aparelhos de propaganda para depois se oferecer como solução. E em que consiste essa solução? Na implementação de regulações que causam ainda mais problemas, a serem solucionados por mais regulações.
Na medicina, usa-se o termo 'iatrogenia' para se referir ao dano que sofre um paciente como consequência da atenção médica. Poder-se-ia então dizer que o regime estatista consiste na iatrogenia como política de Estado. Ou seja, é o médico que se enriquece a partir do deterioro progressivo e intencional de seus pacientes. Com o modelo do Estado presente, o Estado quebra suas pernas para depois vender-lhe as muletas a preço elevado e obrigá-lo a agradecer, e o persegue se não o fizer.
Como contraponto, dizem alguns testemunhos que na medicina tradicional chinesa, o médico de família cobrava honorários de forma constante para manter a família saudável. Ou seja, segundo a lenda, quando um membro adoeceu, o médico deixava de receber os honorários, sendo incentivado a resolver a doença de forma eficiente e rápida. Imagine, se apenas o Estado pudesse funcionar assim... Quanta miséria teríamos evitado?
Hoje, a quem queremos desmantelar esse sistema demencial, nos chamam de antidemocráticos. Mas, novamente, essa é uma distorção das palavras, algo muito próprio da esquerda, para variar. Eles não chamam de democracia o governo do povo, mas o paradigma de expansão total e estatal ilimitada que eles mesmos administram. Para eles, a democracia existe somente se ganham o que querem, para poder submeter as pessoas a seus caprichos. Mas quando a minoria eleitoral são eles, a eleição da maioria passa a ser autoritarismo.
De fato, muitos dos que nos acusam de antidemocráticos nem sequer foram eleitos. Tomam decisões que afetam bilhões de pessoas ao redor do mundo e, no entanto, ninguém os conhece. Eles não são responsáveis perante ninguém a não ser a si mesmos, e não podem ser derrubados pelo voto popular. E, ainda assim, vêm nos falar de democracia.
Enfim, dizem que Trump e eu somos um perigo para a democracia, mas na verdade estão dizendo que somos um perigo para eles. Somos um perigo para o partido do Estado, para aqueles que vivem de sua expansão ilimitada, para quem quer um indivíduo dependente e submisso a seus caprichos regulatórios. E eles sabem que estão certos: somos o pior pesadelo deles. Viemos por seus privilégios, tendo sido eleitos pela maioria de cada um de nossos povos, com o mandato claro de tirar deles um poder que não lhes pertence. Hoje, nossos países, Argentina e Estados Unidos, precisam passar por uma segunda Independência. A primeira nos libertou do poder das monarquias europeias; a segunda nos liberará da tirania do partido do Estado.
Por isso, colocamos tanto esforço em identificá-lo, porque não se pode lutar contra o que não se conhece. Ter um inimigo bem definido é um aspecto fundamental da nossa batalha cultural. Agora já o conhecemos, vencemos as eleições e estamos em processo de desmantelar seu Leviatã, que é uma ferramenta de opressão perpétua. Não temos nenhuma fórmula secreta, apenas conhecer a história humana e saber o que funcionou e o que não funcionou. Por isso, com humildade, quero refletir um pouco sobre como estamos levando adiante esta batalha.
Trabalhamos com firmeza e de frente, sem dar lugar a compromissos. Defendemos um conjunto de valores que não estamos dispostos a negociar, assim como eles não estiveram dispostos a negociar na hora de nos tirar nossa liberdade. O que eles impuseram sem nosso consentimento está sendo eliminado sem o consentimento deles.
Por isso, passamos a motosserra pelos setores e atribuições do Estado que consideramos supérfluos, redundantes, desnecessários ou diretamente perniciosos para a sociedade. E, mais ainda, este ano pretendemos colocar em processo a fase 2, que batizamos como 'A motosserra profunda', para continuar diminuindo o Estado, devolvendo ao povo a riqueza que jamais deveria ter sido tomada.
O interessante é que esse processo de justiça tem um correlato político porque, por sua natureza, o partido do Estado se financiou historicamente com gasto público mal alocado e negócios escusos com o Estado. Por isso, diminuir o Estado é cortar a mangueira dos clientes do Estado entrincheirados nele, que exerciam uma feroz resistência à mudança, valendo-se do dinheiro dos pagadores de impostos para mantê-los subjugados.
Nosso método é semelhante ao de nosso querido amigo Elon Musk: revisar escritório por escritório, conservar o que serve e funciona, e descartar o resto. Por isso, lhe presenteei com uma motosserra. Conosco, ninguém que não possa justificar o custo de seu salário em impostos está a salvo. Muitos deles terão que voltar ao setor privado e ganhar a vida oferecendo seus bens e serviços no mercado, assim como os pagadores de impostos dos quais viveram tantos anos.
Meus mais sinceros pêsames aos políticos que acreditaram que este momento nunca chegaria e não estão preparados, porque vão levar um banho de água fria.
Por sorte para eles, em toda desgraça há uma oportunidade, e devido ao nosso avanço desregulador, os salários do setor privado continuarão subindo. Portanto, se fizerem as coisas certas, poderão se tornar parte do progresso, mas longe da casta estatal.
Como já disse, isso não é uma tarefa simples. Aqui, nos Estados Unidos, burocratas rebeldes tentaram sabotar o trabalho do Departamento de Eficiência Governamental e estão recorrendo a mecanismos burocráticos e legais para tentar bloquear qualquer reforma, o que também acontece em nosso país, e é algo com o que devemos lutar dia a dia. Mas nada disso nos pegou de surpresa. Estamos cientes de que farão o possível para deter essa mudança, não importando o dano resultante. Se tiverem que destruir o mundo para conservar seus privilégios, o farão, e nós continuaremos lutando.
Mas hoje, o problema se estende além das penúrias às quais o modelo do Estado presente submeteu cada uma de nossas nações individualmente, porque a decadência de nossos governos durante a história recente, ao longo e largo do Ocidente, não apenas empobreceu material e espiritualmente nossos cidadãos, mas também nos debilitou política, econômica, cultural e socialmente perante o inimigo externo. Nos tornou moralmente fracos e nos fez vulneráveis às piores expressões da barbárie, os piores inimigos da liberdade, e a eles não se pode dar um centímetro, porque quando sentem sangue, avançam envalentonados e sem piedade. Isso ficou demonstrado durante os covardes ataques perpetrados em 7 de outubro de 2023 em Israel, que custaram mais de mil vidas inocentes e a captura de 251 pessoas.
Esta semana, Israel recebeu os corpos sem vida da família Bibas, que permaneceram sequestrados pelo regime terrorista e assassino do Hamás, entre os quais estão uma mãe e seus dois filhos: um menino de 4 anos e um bebê de apenas 9 meses. É tão inescrupuloso e sanguinário esse regime que, no último gesto canalha, não tiveram melhor ideia do que exibir vulgarmente seus caixões diante dos gritos de uma multidão, sem o menor respeito. Isso é o que está em jogo, e não podemos nos dar ao luxo de falhar. Por isso, é fundamental que as nações que abraçaram as ideias da liberdade permaneçam unidas e colaborem umas com as outras.
Devemos formar uma aliança de nações livres, porque, como já disse em outra ocasião, o mal organizado só pode ser vencido pelo bem organizado. Somente por meio dessa internacional de direita poderemos pôr fim à casta política com a qual nos enfrentamos, que está afundando o Ocidente na mais obscura profundidade, e recuperar o ímpeto para nos protegermos das forças despóticas que nos querem subjugados.
Por isso, quero também aproveitar para anunciar que a Argentina quer ser o primeiro país do mundo a se juntar a este acordo de reciprocidade que a administração Trump pede em matéria comercial. De fato, se não estivéssemos restritos pelo Mercosul, a Argentina já estaria trabalhando em um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, que seja mutuamente benéfico e que não sobrecarregue injustamente as costas dos produtores argentinos, mas tampouco sobre os americanos.
Isso é assim porque, somente trabalhando juntos, aqueles que queremos construir um mundo livre, poderemos seguir em frente. Só assim poderemos sair do pesadelo do Estado onipresente e continuar fazendo o que sabemos fazer como Ocidente: testar os limites do possível, confiando na criatividade da sociedade e não na discricionariedade estéril dos burocratas.
Só assim poderemos retornar ao nosso caminho de grandeza como civilização, fazendo honra aos nossos antepassados, que deram a vida para ver um mundo livre e uma humanidade próspera.
Só assim, finalmente, poderemos reencontrar a nós mesmos e voltar a acreditar naquilo que nos fez grandes como civilização. Que Deus abençoe a República Argentina, que Deus abençoe os Estados Unidos, e que as forças do céu nos acompanhem. ¡Viva la libertad, carajo!
Discurso del Presidente Javier Milei en el CPAC de Washington D.C., 2025.
Hola a todos. Es una gran alegría para mí estar nuevamente en los Estados Unidos, y es un honor poder hablar ante todos ustedes hoy. Muchas gracias a los presentes, especialmente gracias a CPAC, que siempre ha tenido una consideración especial conmigo. Gracias, Matt. Gracias, Mercy.
Hace apenas un mes, dije en el Foro de Davos que creo que estamos atravesando un punto de inflexión en nuestra historia. La historia transcurre en fases o etapas, momentos en donde el espíritu y la idea se materializan en una persona o en un grupo de personas, a veces cercanas, a veces con kilómetros de distancia entre ellos, pero con un hilo conductor invisible que, si se pudiera observar, presumo sería muy similar a las imágenes que observamos en redes neuronales del cerebro humano.
Hoy estamos, precisamente, en uno de esos momentos en los que la Historia, con H mayúscula, está cambiando su curso. Estamos viendo en tiempo real el destino del mundo bifurcarse hacia un nuevo camino, distinto del lugar al que nos estaban llevando las élites, el establishment político de nuestros países.
De la misma manera que en la década del 30 se podía vislumbrar que la llama de la libertad se estaba apagando y que comenzaba un nuevo cambio de servidumbre para la humanidad, hoy, finalmente, podemos decir que la era del Estado omnipresente ha terminado.
Hoy somos testigos de un momento en que la larga marcha del Estado sobre el individuo está llegando a su fin. Me refiero, por supuesto, al colapso del modelo colectivista y al amanecer de una nueva era de libertad. Nos hemos preparado para este momento y creo que, genuinamente, estamos dando una batalla crucial para el futuro de la humanidad. Como siempre digo, solo se puede obrar de forma eficaz si el diagnóstico desde el que uno parte es el correcto. Hay que entender dónde estamos parados y a qué nos enfrentamos para poder saber cómo llegar a dónde queremos.
A lo largo de todo el mundo las sociedades occidentales enfrentan un mismo problema y un mismo enemigo: una clase política que extrae cada vez más recursos de los ciudadanos a través de impuestos, con el fin de implementar un modelo de expansión estatal ilimitada. Una clase política con complejo de Dios que pretende regular cada aspecto de la vida de la gente, haciendo honor a una de las máximas del fascismo de Benito Mussolini: “Dentro del Estado, todo; fuera del Estado, nada; y nada contra el Estado”.
Hemos llamado a esta clase política el "partido del Estado", una casta extendida cuyos miembros, más allá de diferencias superficiales, comparten la idea fundamental del avance del Estado sobre la sociedad. Son todos aquellos que, por interés económico, convicción ideológica o cierto individualismo ingenuo, trabajan para los intereses del Estado: los medios de comunicación tradicionales, la oligarquía sindical, los empresarios prebendarios, los burócratas permanentes no electos y, en consecuencia, intrínsecamente irresponsables; las organizaciones mal llamadas no gubernamentales, que hacen el trabajo sucio de los políticos; las instituciones académicas que proveen el marco teórico para la expansión estatal; los organismos supranacionales y todos los que, de alguna manera, pertenecen a la gran secta del colectivismo mundial.
Y, por supuesto, esto incluye a los partidos políticos tradicionales que, sin importar su color, coinciden en la tesis fundamental de que más Estado siempre es mejor. En Argentina, por ejemplo, teníamos un sistema político compuesto por unas "50 sombras de socialismo". En Estados Unidos, existía la ilusión del bipartidismo, con un Partido Demócrata que marcaba la agenda y un Partido Republicano incapaz de enfrentarlo… hasta la llegada del Presidente Donald Trump.
Viva… Curiosamente, el mío lo van a tener que esperar hasta el final.
Curiosamente, el Presidente Trump es un outsider, igual que yo, porque la tarea que tenemos por delante, el desafío que tenemos por delante, no es para políticos tradicionales que han vivido toda su vida del sistema. Es para gente que no le debe nada a nadie, que no está comprometida por los vicios del sistema y que sabe que es más importante el cambio que el poder por el poder mismo.
En el establishment político nuestras donaciones, existía una mentalidad, más o menos explícita, de que el avance del Estado equivalía al avance de la democracia; que cada conquista del Estado implicaba un acto de "justicia social" ante las supuestas injusticias de la libertad; que el rol del Estado era llevarnos a una utopía igualitaria mediante la creación sistemática de nuevos derechos, que obviamente debían ser financiados por los pagadores de impuestos. Es justamente en el centro de este esquema donde se encuentran los políticos, los principales beneficiarios de este modelo de expansión ilimitada del Estado. Esos que han hecho de vivir de otros por la fuerza un estilo de vida, depositarios de poderes y privilegios que serían la envidia de cualquier monarca de la historia.
No importan las peleas televisivas ni las supuestas diferencias partidarias: todos trabajan para el mismo Dios, el siniestro, y su manifestación en la Tierra, el Leviatán del que hablaba Hobbes.
Por eso, salvando algunas particularidades propias de cada nación, todos los que estamos aquí tenemos una misma misión: quitarle el poder al partido del Estado y devolvérselo a la sociedad. Es decir, como decía Albert Nock en su libro Nuestro enemigo el Estado, el poder social fue progresivamente arrebatado y trasladado al Estado por la fuerza. Nuestro objetivo es hacer el camino inverso: aumentar el poder del ciudadano y quitarle el poder al Estado.
Por supuesto, esto no puede lograrse simplemente gestionando mejor el Estado tal como existe o administrando correctamente sus recursos. El único camino racional es achicar el Estado a la mínima expresión posible. Reducir el tamaño del Estado es, en sí mismo, un acto de justicia, porque cada reducción del Estado es una sustracción al pagador de impuestos. Desde nuestro punto de vista, el único Estado aceptable es el más chico posible, para devolverle al ciudadano lo que es suyo.
Por eso, todas las atribuciones que no tengan que ver directamente con la protección de los tres derechos fundamentales —el derecho a la vida, a la libertad y a la propiedad privada— deben volver a su origen: los individuos, asociados de forma voluntaria y sin intromisión del Estado. Esto debe ser así porque, a diferencia de la economía, el poder es un juego de suma cero. Todo el poder que tenga el Estado necesariamente no puede obtenerlo al mismo tiempo la sociedad.
Por eso, no creemos en soluciones parciales ni en compromisos de centro. Sabemos que hacer las cosas a medias es una invitación al regreso del Estado, que, como un cáncer metastásico, solo sabe expandirse y debe ser obligado activamente a retroceder. No sirve intentar alcanzar un punto medio: todo lo que exceda su función esencial debe ser definitivamente quitado de su órbita, o más temprano que tarde volverá a usurpar lo que no le pertenece.
Sabemos que no es una tarea fácil. El Estado moderno tiene herramientas de sobra, que han crecido en sofisticación con el paso del tiempo. No estamos hablando de un Estado obvio, como el neofascista o el comunista, sino de un Estado sutil e insidioso, que avanza sobre el individuo a través del arte, de la propaganda y la infiltración cultural. O al menos así era hasta hace poco, ya que le resulta cada vez más difícil disimular su carácter totalitario.
Hemos visto, por citar solo un ejemplo, que en ciertos países de Europa ciudadanos están siendo arrestados por expresarse en redes sociales. Pero, en términos más generales, hablo de la financiación de la academia, incentivando la elaboración de estudios que justifiquen la implementación de políticas públicas intervencionistas, y de la compra encubierta de medios de comunicación mediante la pauta pública. Hablo de las múltiples ONG que viven de nuestros impuestos, de los subsidios a la cultura para producir propaganda y, aquí en Estados Unidos, por supuesto, del escándalo de USAID, que destinaba millones de dólares de los pagadores de impuestos a financiar desde revistas y canales de televisión hasta fraudes electorales, como en Brasil, o gobiernos con aspiraciones discriminatorias, como el de Sudáfrica.
Y, como decía, gobiernos con aspiraciones discriminatorias, como el sudafricano, entre tantas otras aberraciones, incluyendo la agenda de la paranoia climática, los excesos de la ideología de género y la investigación que derivó en la creación del virus COVID-19.
Sin embargo, lo único que realmente logra este mecanismo de bajada de línea globalista es transferir riqueza de la clase baja de un país rico a la clase alta de un país pobre. En pocas palabras, hablo de una red global de influencia, información y opinión pagada con los impuestos de los ciudadanos, un aparato de propaganda sin precedentes en la historia humana, quizás el escándalo político más grande que hayamos visto. Y luego, esos mismos hipócritas acusan a Elon Musk de intervenir en las elecciones de otros países. Claramente, su descaro es tan grande como sus aspiraciones totalitarias.
Y si ese nivel de colectivismo en sangre hubiera tenido soluciones, sus apologistas tendrían al menos algo a lo cual aferrarse, pero ni eso. Esa fue históricamente la excusa de los estatistas del pasado, que la prosperidad llegaría mediante la administración racional de recursos por parte del Estado, recursos que el sector privado era incapaz de aprovechar. Y acaso, ¿quién maneja el sector público? ¿No son humanos?
Sin embargo, hemos sido testigos de que, a mayor expansión estatal, peor es la calidad de vida de la gente. No por nada, Hayek dedicó su último libro a explicar este fenómeno, al cual llamó "La fatal arrogancia".
Pero esto no es accidental. Más allá de su evidente incompetencia, la clase política no se dedica a solucionar problemas. Al fin y al cabo, un problema solucionado es un área de la que el Estado debe retirarse. Al contrario, la clase política se dedica a perpetuar los problemas y así vivir de ellos para siempre. Por eso viven creando problemas nuevos, instalándolos desde sus aparatos de propaganda para luego ofrecer a sí mismos como solución. ¿Y en qué consiste esa solución? En la implementación de regulaciones que causan todavía más problemas, a ser solucionados por más regulaciones.
En medicina se usa el término "iatrogenia" para referirse al daño que sufre un paciente como consecuencia de la atención médica. Podría decirse entonces que el régimen estatista consiste en la iatrogenia como política de Estado. O sea, es el médico que se enriquece a base del deterioro progresivo e intencional de sus pacientes. Con el modelo del Estado presente, el Estado te quiebra las piernas para luego venderte las muletas con sobreprecio y obligarte a agradecerle, y te persigue si no lo haces.
Como contrapunto, dicen algunos testimonios que en la medicina tradicional china, el médico familiar cobraba honorarios de forma constante por mantener a la familia sana. O sea, según la leyenda, cuando un miembro enfermaba, el médico dejaba de percibir los honorarios, viéndose incentivado a resolver la enfermedad de una forma eficiente y rápida. Imagínese, si tan solo pudiera funcionar así el Estado... ¿Cuánta miseria nos hubiéramos ahorrado?
Hoy, a quienes queremos desmantelar este sistema demencial, nos llaman antidemocráticos. Pero, nuevamente, esta es una tergiversación de las palabras, algo muy propio de la izquierda, para variar. Ellos no le llaman democracia al gobierno del pueblo, sino al paradigma de expansión total y estatal ilimitada que ellos mismos administran. Para ello, la democracia existe únicamente si ganan lo que ellos quieren, para poder someter a la gente a sus caprichos. Pero cuando la minoría electoral son ellos, la elección de la mayoría pasa a ser autoritarismo.
De hecho, muchos de los que nos acusan de antidemocráticos ni siquiera fueron electos. Toman decisiones que afectan a miles de millones de personas alrededor del mundo y, sin embargo, nadie los conoce. No son responsables ante nadie más que ante sí mismos, y no pueden ser echados por el voto popular. Y así todo, vienen a hablarnos de democracia.
En fin, dicen que Trump y yo somos un peligro para la democracia, pero en realidad están diciendo que somos un peligro para ellos. Somos un peligro para el partido del Estado, para quienes viven de su expansión ilimitada, para quienes quieren un individuo dependiente y sometido a sus caprichos regulatorios. Y saben que tienen razón: somos su peor pesadilla. Venimos por sus privilegios, habiendo sido elegidos por la mayoría de cada uno de nuestros pueblos, con el mandato claro de quitarles un poder que no les pertenece. Hoy, nuestros países, Argentina y Estados Unidos, necesitan pasar por una segunda Independencia. La primera nos liberó del poder de las monarquías europeas; la segunda nos liberará de la tiranía del partido del Estado.
Por eso hemos puesto tanto esfuerzo en identificarlo, porque no se puede luchar contra lo que no se conoce. Tener un enemigo bien definido es un aspecto fundamental de nuestra batalla cultural. Ahora ya lo conocemos, le hemos ganado las elecciones y estamos en proceso de desarmar su Leviatán, que es una herramienta de opresión perpetua. No tenemos ninguna fórmula secreta, solo conocer la historia humana y saber lo que ha funcionado y lo que no. Por eso, con humildad, quiero reflexionar un poco sobre cómo venimos llevando adelante esta batalla.
Nosotros trabajamos con firmeza y de frente, sin dar lugar a compromisos. Defendemos un conjunto de valores que no estamos dispuestos a negociar, así como ellos no han estado dispuestos a negociar a la hora de quitarnos nuestra libertad. Lo que ellos impusieron sin nuestro consentimiento está siendo eliminado sin el consentimiento de ellos.
Por eso, hemos pasado la motosierra por los sectores y atribuciones del Estado que consideramos superfluos, redundantes, innecesarios o directamente perniciosos para la sociedad. Y, más aún, este año pretendemos poner en proceso la fase 2, que hemos bautizado como "La motosierra profunda", para continuar achicando el Estado, devolviéndole a la gente la riqueza que jamás debió habérsele arrebatado.
Lo interesante es que este proceso de justicia tiene un correlato político porque, por su naturaleza, el partido del Estado se financió históricamente con gasto público mal asignado y negocios turbios con el Estado. Por eso, achicar el Estado es cortarle la manguera a los clientes del Estado enquistados en él, que ejercían una feroz resistencia al cambio, valiéndose del dinero de los pagadores de impuestos para mantenerlos subyugados.
Nuestro método es similar al de nuestro querido amigo Elon Musk: revisar oficina por oficina, conservar lo que sirve y funciona, y descartar el resto. Por eso, le obsequié una motosierra. Con nosotros, nadie que no pueda justificar el costo de su salario en impuestos está a salvo. Muchos de ellos tendrán que volver al sector privado y ganarse la vida ofreciendo sus bienes y servicios en el mercado, tal como los pagadores de impuestos de los que han vivido tantos años.
Mi más sentido pésame a los políticos que creyeron que este momento nunca llegaría y no están preparados, porque se van a llevar un baldazo de agua fría.
Por suerte para ellos, en toda desgracia hay una oportunidad, y debido a nuestro avance desregulador, los salarios del sector privado seguirán subiendo. Por lo que, si hacen las cosas bien, podrán ser parte del progreso, pero lejos de la casta estatal.
Como ya he dicho, esto no es una tarea sencilla. Aquí, en Estados Unidos, burócratas rebeldes han intentado sabotear el trabajo del Departamento de Eficiencia Gubernamental y están recurriendo a mecanismos burocráticos y legales para intentar bloquear cualquier reforma, lo cual también sucede en nuestro país, y es algo con lo que debemos luchar día a día. Pero nada de eso nos ha tomado por sorpresa. Somos conscientes de que van a hacer lo posible por detener este cambio, sin importar el daño resultante. Si tienen que destruir el mundo para conservar sus privilegios, lo van a hacer, y nosotros vamos a seguir luchando.
Pero hoy, el problema se extiende más allá de las penurias a las cuales el modelo del Estado presente ha sometido a cada una de nuestras naciones individualmente, porque la decadencia de nuestros gobiernos durante la historia reciente, a lo largo y ancho de Occidente, no solo empobreció material y espiritualmente a nuestros ciudadanos, también nos debilitó política, económica, cultural y socialmente ante el enemigo externo. Nos volvió moralmente débiles y nos hizo vulnerables ante las peores expresiones de la barbarie, los peores enemigos de la libertad, y a ellos no se les puede dar un centímetro, porque cuando huelen sangre, avanzan envalentonados y sin piedad. Esto quedó demostrado durante los cobardes ataques perpetrados el 7 de octubre de 2023 en Israel, que costaron más de mil vidas inocentes y la captura de 251 personas.
Esta semana, Israel recibió los cuerpos sin vida de la familia Bibas, que permanecían secuestrados por el régimen terrorista y asesino de Hamás, entre los cuales se encuentran una madre y sus dos hijos: un niño de 4 años y un bebé de tan solo 9 meses. Es tan inescrupuloso y sanguinario este régimen que, en el último gesto canallesco, no tuvieron mejor idea que exhibir vulgarmente sus ataúdes ante el vitoreo de una multitud, sin el más mínimo respeto. Esto es lo que está en juego, y no podemos darnos el lujo de fallar. Por eso, es fundamental que las naciones que hemos abrazado las ideas de la libertad permanezcamos unidas y colaboremos unas con otras.
Debemos formar una alianza de naciones libres, porque, como ya he dicho en otra ocasión, el mal organizado solo puede ser vencido por el bien organizado. Solo mediante esta internacional de derecha podremos poner fin a la casta política con la que nos enfrentamos, que está hundiendo a Occidente en la más oscura profundidad, y recuperar el ímpetu para protegernos de las fuerzas despóticas que nos quieren subyugados.
Por eso, quiero también aprovechar para anunciar que Argentina quiere ser el primer país del mundo en sumarse a este acuerdo de reciprocidad que pide la administración Trump en materia comercial. De hecho, si no estuviéramos restringidos por el Mercosur, la Argentina ya estaría trabajando en un acuerdo de libre comercio con Estados Unidos, que sea mutuamente beneficioso y que no cargue injustamente sobre las espaldas de los productores argentinos, pero tampoco sobre los americanos.
Esto es así porque, solo trabajando juntos, aquellos que queremos construir un mundo libre, podremos salir adelante. Solo así podremos salir de la pesadilla del Estado omnipresente y seguir haciendo lo que sabemos hacer como Occidente: poner a prueba los límites de lo posible, confiando en la creatividad de la sociedad y no en la discrecionalidad estéril de los burócratas.
Solo así podremos retornar a nuestro camino de grandeza como civilización, haciendo honor a nuestros antepasados, que dieron la vida por ver un mundo libre y una humanidad próspera.
Solo así, finalmente, podremos reencontrarnos con nosotros mismos y volver a creer en aquello que nos hizo grandes como civilización.Que Dios bendiga a la República Argentina, que Dios bendiga a los Estados Unidos, y que las fuerzas del cielo nos acompañen. ¡Viva la libertad, carajo!
Texto completo original em espanhol, publicado por Casa Rosada.
Copiadas literalmente do discurso oficial; tradução da MileiHoy.
“Hoje, nossos países, Argentina e Estados Unidos, precisam passar por uma segunda Independência. A primeira nos libertou do poder das monarquias européias; a segunda nos libertará da tirania do partido do Estado.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Nosso objetivo é inverter o caminho: aumentar o poder do cidadão e retirar o poder do Estado.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“O único caminho racional é encolher o Estado à mínima expressão possível.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Defendemos um conjunto de valores que não estamos dispostos a negociar, assim como eles não estiveram dispostos a negociar ao nos tirar nossa liberdade.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Diminuir o Estado é cortar a mangueira dos clientes do Estado enraizados nele, que exerciam feroz resistência à mudança.”
— Javier Milei · Ver no discurso