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Um mesmo tema em um só lugar: o texto oficial, o vídeo, o que aconteceu no X, como cada veículo contou e o discurso completo.
Discurso completo · Institucional
Casa Rosada11 min de leitura

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Enquadramento predominante
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O discurso enfatiza o compromisso com o equilíbrio fiscal e o desenvolvimento inclusivo do país, sem ataques a opositores ou críticas excessivas, o que se alinha mais a uma abordagem centrista. Realizações são mencionadas sem cair na polarização política.
Fonte: Casa Rosada (CC BY 2.5 AR). Tradução realizada pela MileiHoy
Cadena Nacional do Presidente Javier Milei na apresentação do Orçamento Nacional 2026.
PRESIDENTE.- Argentinos, boa noite. De acordo com o que dita nossa Constituição nacional, esta noite estaremos enviando o projeto de orçamento de 2026 ao Congresso da Nação para sua avaliação. Este orçamento mantém, assim como o orçamento enviado no ano passado, o equilíbrio fiscal. Hoje o futuro da Argentina depende fundamentalmente de uma só coisa: que o povo e a política se comprometam com a ordem fiscal.
Se respeitamos o equilíbrio fiscal, se conseguimos esse consenso básico, temos garantido um crescimento inimaginável após décadas de estagnação. Se falharmos, voltaremos a cair no poço da inflação descontrolada e na destruição de toda expectativa sobre o país. Neste sentido, o Orçamento Nacional não é um mero projeto de lei, é a ratificação de nosso compromisso inquebrantável em tirar o país do atraso.
O equilíbrio fiscal é a pedra angular do nosso plano de governo. E é um princípio inegociável que apresentamos à sociedade desde o início da nossa gestão. Nenhum país do mundo pode funcionar corretamente sem um orçamento equilibrado, por isso os políticos em todo o mundo encontram consensos e acordos para sancionar a lei das leis. Entendemos que o equilíbrio fiscal possa parecer um mero capricho, mas não é nem mais nem menos do que a solução definitiva para os problemas que assolam a Argentina há décadas.
No entanto, essa solução tem prazos de desenvolvimento longos, como qualquer solução verdadeira. Neste percurso, os sucessos que nosso programa teve e continua tendo são similares aos fundamentos na construção de um edifício. São o primeiro passo necessário para desenvolver a obra, são seus componentes essenciais, pois sem os fundamentos, o edifício colapsa.
Nós celebramos esses sucessos porque sabemos a importância que eles têm. Celebramos a baixa sustentada da inflação, a redução da pobreza, a diminuição dos impostos e a saída do controle como grandes conquistas, porque efetivamente o são. Mas também é verdade que durante estes 20 longos anos muitos argentinos perderam tudo e a situação deles piorou cada vez mais. Por isso quero dizer a todos os argentinos, além do sucesso que nossa gestão teve em corrigir o descalabro de décadas, entendemos que muitos ainda não percebam isso em sua realidade material.
Gostaria de destacar que pela forma como foi configurado o plano de governo, os anos mais difíceis de enfrentar foram os primeiros. E por isso podemos afirmar, como já fizemos em tantas outras ocasiões e apesar das turbulências conjunturais, que o pior já passou. É por isso que mais uma vez quero agradecer a vocês pelo enorme apoio que demonstraram ao longo deste primeiro período.
Vocês são os protagonistas desse processo. Vocês são aqueles que iniciaram o árduo caminho de crescer e abraçar as ideias da liberdade, que não são outras coisas senão as de uma nação madura. A coragem dos argentinos é heroica e por isso quero agradecer a vocês, mas também quero ser claro em uma coisa: quando eu digo que o rumo está fixado em pedra e que o equilíbrio fiscal não é negociável, não o digo por capricho ou preferência pessoal, digo isso porque fazer o que estamos fazendo é o único caminho para que a Argentina saia de forma definitiva do ciclo do desencanto consecutivo em que vivemos há décadas. Não há outro caminho que não o do equilíbrio fiscal, da ordem monetária e, portanto, da ordem cambial.
Temos que entender de uma vez por todas que há uma relação direta entre a ordem fiscal, a diminuição do risco país, o crescimento econômico e a prosperidade. Todos os outros caminhos já foram tentados e falharam. Falharam sistematicamente. Não devemos cair na armadilha de falsos dilemas que querem nos propor, não é através do déficit fiscal que atenderemos a necessidade dos mais vulneráveis. De fato, esse remédio se mostrou pior que a doença.
O caminho do déficit fiscal financiado com emissão já foi testado e nos levou ao retorno da inflação descontrolada e à estagnação. O caminho do déficit fiscal financiado com dívida já foi testado e nos levou a herdar uma dívida pública de 500 bilhões de dólares e uma história que nos mostrou como devedores em massa, razão pela qual os mercados nos punem, mesmo sendo um dos cinco países do mundo que têm equilíbrio fiscal.
Ou seja, todos os experimentos possíveis foram testados neste país, pelos mais variados alquimistas da economia. Durante mais de 100 anos, fomos o laboratório das teorias mais absurdas, porque os políticos diziam ter a receita para gastar mais sem consequências. Durante décadas nos disseram que poderíamos sair da crise supostamente estimulando o consumo, que é um eufemismo para dizer emitir mais dinheiro. E assim passaram toda classe de políticos pelo governo, tentando aplicar essa suposta receita mágica, inventada por John Maynard Keynes, do déficit fiscal, emissão monetária, regulamentação e controle. O resultado é que somos o único país que passou de desenvolvido a subdesenvolvido.
Chegamos ao ponto de nos tornarmos o único país da região que não cresceu nos últimos 15 anos. Por isso mesmo, desde o primeiro momento afirmamos que o problema não era o cozinheiro, mas a receita e, embora alguns acreditem que já viram isso, os que dizem isso estão equivocados, nunca viram algo como o que está sendo realizado em nossa gestão, porque o que mudou é a receita. A última vez que a Argentina teve superávit fiscal, sem estar em default, foi há mais de 120 anos.
Nenhum argentino vivo jamais experimentou a Argentina que estamos construindo. É precisamente por isso que às vezes nos empolgamos demais, porque nos emociona o futuro que vemos no horizonte, mas também é precisamente por isso que desta vez o esforço que todos os argentinos estão fazendo vale a pena. Este projeto que hoje estamos apresentando, assim como o que apresentamos no ano passado, busca que nosso programa econômico e reformista possa ter um suporte legal e administrativo e possa contar com o apoio do Congresso.
Este projeto se ajusta a uma regra fiscal inquebrantável: como já mencionei, está proposto com superávit primário de forma que, ao final do exercício, a Argentina se encontre com superávit fiscal ou, no pior dos casos, em equilíbrio fiscal. É tal nosso compromisso com o caminho do equilíbrio fiscal que este orçamento apresenta o menor nível de gastos em relação ao PIB dos últimos 30 anos. Para que tenham uma ideia, o nível de gastos da Nação está abaixo do nível de gastos das províncias pela primeira vez desde a década de 90.
Por sua vez, este orçamento conta com restrições de financiamento, impedindo que o Tesouro se financie através do Banco Central, pois isso implicaria emissão monetária e o retorno ao inferno inflacionário. Também apresenta uma regra de estabilidade fiscal, ou seja, que se as receitas caírem ou os gastos superarem o previsto, devem ser ajustadas as dotações para manter o equilíbrio fiscal.
Este orçamento destina 4.8 trilhões de pesos às Universidades nacionais, aumenta o gasto em aposentadorias em 5% e em saúde em 17%, ambas as partidas acima da inflação. O gasto em educação também aumenta em 8% acima da inflação. Por outro lado, após a realização das auditorias pertinentes, o valor recebido por cada aposentado por deficiência também aumentará em 5% acima da inflação de 2026. Em definitivo, se o orçamento é o plano de governo e 85% desse orçamento será destinado a educação, saúde e aposentadorias, isso quer dizer que a prioridade deste Governo, como sempre dissemos, é o capital humano.
Além disso, este Orçamento é o primeiro orçamento da história argentina a incluir o regime de extinção de obrigações recíprocas, para continuar recompondo a relação entre o Estado nacional e as províncias. Esta é uma dívida histórica que devemos resolver como país, mas que deve ser atendida com um forte compromisso com o equilíbrio fiscal e que por isso contará com um orçamento específico dentro da lei das leis. Além disso, insistiremos em restituir a tão desfigurada presunção de inocência fiscal, para isso buscamos criar um regime simplificado de declaração de ganhos.
Acabou essa absurda ideia de que o Estado considera todos os seus cidadãos como criminosos de maneira preventiva. Mas o Orçamento não é um mero papel sem consequências, é o roteiro para onde vamos e por isso é importante que os argentinos entendam como é um país com equilíbrio fiscal e sem inflação.
Só por ter alcançado o equilíbrio fiscal e por mantê-lo ao longo do tempo, a Argentina alcançaria, segundo diversos estudos, uma base de crescimento de 5% ao ano. Para colocar em contexto, entre 2011 e 2023, o PIB per capita da Argentina caiu pouco mais de 10%, enquanto em países vizinhos cresceu entre 15% e 20% no mesmo período. A ordem fiscal e o superávit são a diferença entre poder sonhar com um futuro melhor ou viver enclausurados em um presente tormentoso e decadente. E se ao equilíbrio fiscal somarmos as reformas que queremos levar adiante, poderíamos estar falando de um crescimento de 7 ou 8% ao ano de maneira sustentada. Para que tenham uma ideia, crescer nessas taxas implicaria que em 10 anos nos pareceríamos a países de altos rendimentos, em 20 anos estaríamos entre os países mais ricos do mundo e em 30 anos estaríamos no pódio das potências mundiais.
Mas isso não aconteceria por arte da magia, nem existe uma fórmula mágica para que todo esse progresso se materialize hoje. Precisa de tempo para que o trabalho possa adquirir cada vez mais valor. Porque como já dissemos em alguma ocasião: Roma não foi construída em um dia. O que estamos propondo não é uma quimera, é o que podemos alcançar se conseguirmos os consensos necessários para fazer as reformas de fundo que o país precisa.
Estou seguro de que trabalhando lado a lado com os governadores, deputados e senadores que querem uma Argentina diferente, vamos conseguir. O superávit é, por exemplo, o que nos permitirá conceder financiamento ao tesouro para aqueles atores do setor privado que queiram investir no país nas grandes concessões que vamos levar adiante.
Ou seja, pela primeira vez em décadas, em vez de que o setor privado financie o setor público, este superávit primário permitirá que o setor público financie o setor privado para que desenvolva obras fundamentais que impactem na infraestrutura e na logística do país. A Argentina é um país que tem muito a oferecer ao mundo e que durante décadas se negou a comerciar com o resto do planeta. Devemos trilhar o caminho que todos os países que atualmente são prósperos emprenderam e buscar inundar o mundo exportando nosso talento. Por outro lado, se decidirmos abandonar esse círculo virtuoso do equilíbrio fiscal e do crescimento econômico para voltar ao caminho do déficit, do endividamento, da emissão e/ou aumento de impostos, voltaremos à estagnação e à inflação que caracterizaram nosso país durante tantos anos e que nos lançaram na pobreza mais abjeta.
Por isso mesmo a Argentina deve, de uma vez por todas, abandonar o autosabotagem econômica constante das últimas décadas. Devemos abandonar o pensamento mágico. Não é possível reinventar a roda. Ninguém tem culpa dos nossos problemas, senão nós mesmos. E ninguém mais além de nós pode nos salvar. Dependemos exclusivamente de nosso esforço e de nosso compromisso em fazer, de uma vez por todas, as coisas certas. Porque já não nos resta nenhuma outra opção.
É hora de assumir, finalmente, que se queremos que haja menos pobreza precisamos de mais emprego. Se queremos que haja mais emprego precisamos que haja mais empresas investindo. E se queremos que haja mais empresas investindo temos que parar de ver os empresários como inimigos públicos. Em vez disso, devemos gerar as condições para que as empresas possam prosperar e ganhar dinheiro sem que vejam ameaçados seus direitos de propriedade.
E essas condições também implicam por definição menores taxas de juros, que não se alcançam emitindo dinheiro, mas sim reduzindo o risco-país com base no equilíbrio fiscal e estimulando a poupança. Porque uma empresa que não ganha dinheiro é uma empresa que fecha ou uma empresa que diretamente nunca abre. E isso é o que acontece quando se sobem sistematicamente os impostos, se sabota o equilíbrio fiscal fazendo subir o risco-país, se vulneram os direitos de propriedade e se mudam as regras do jogo em andamento, como fizemos durante tantas décadas.
Finalmente quero terminar com uma breve reflexão: nos custou muito chegar aqui. Todos nós fizemos enormes esforços para sair do buraco em que estávamos quando assumimos. De fato, os salários do Poder Executivo estão congelados desde a mesma data em que assumimos. Portanto, sabemos que o caminho é árduo, mas também sabemos que o rumo é o correto.
Temos que entender como país e como sociedade, que se não completarmos o processo de mudança que iniciamos, teremos jogado no lixo todo o esforço que fizemos. Não desanimemos, façamos com que todo esse esforço valha a pena. Que Deus abençoe os argentinos, que as forças do céu nos acompanhem. Muito obrigado a todos. Boa noite.
Cadena Nacional del Presidente Javier Milei en la presentación del Presupuesto Nacional 2026
PRESIDENTE.- Argentinos, buenas noches. Conforme a lo que dicta nuestra Constitución nacional, esta noche estaremos enviando el proyecto de presupuesto de 2026 al Congreso de la Nación para su evaluación. Este presupuesto sostiene, al igual que el presupuesto enviado el año pasado, el equilibrio fiscal. Hoy el futuro de la Argentina depende fundamentalmente de una sola cosa: que el pueblo y la política se comprometan con el orden fiscal.
Si respetamos el equilibrio fiscal, si logramos ese consenso básico, tenemos asegurado un crecimiento inimaginable luego de décadas de estancamiento. Si fallamos, volveremos a caer en el pozo de la inflación descontrolada y la destrucción de toda expectativa sobre el país. En este sentido, el Presupuesto Nacional no es un mero proyecto de ley, es la ratificación de nuestro compromiso inquebrantable con sacar al país adelante.
El equilibrio fiscal es la piedra angular de nuestro plan de gobierno. Y es un principio no negociable que le hemos planteado a la sociedad desde el comienzo de nuestra gestión. Ningún país del mundo puede funcionar correctamente sin un presupuesto equilibrado, por eso los políticos en todo el mundo encuentran consensos y acuerdos para sancionar la ley de leyes. Entendemos que el equilibrio fiscal parezca un mero capricho, pero no es ni más ni menos que la solución definitiva a los problemas que azotan desde hace décadas a la Argentina.
Sin embargo, esta solución tiene plazos de desarrollo largos, como cualquier solución verdadera. En ese recorrido, los éxitos que nuestro programa tuvo y sigue teniendo son parecidos a los cimientos en la construcción de un edificio. Son el primer paso necesario para desarrollar la obra, son sus componentes esenciales, dado que sin los cimientos el edificio colapsa.
Nosotros celebramos estos éxitos porque sabemos la importancia que tienen. Celebramos la baja sostenida de la inflación, la baja de la pobreza, la baja de los impuestos y la salida del cepo como grandes logros, porque efectivamente lo son. Pero también es cierto que durante estos 20 largos años muchísimos argentinos lo han perdido todo y les ha ido cada vez peor. Por eso quiero decirles a todos los argentinos, más allá del éxito que haya tenido nuestra gestión en corregir el descalabro de décadas, entendemos que muchos aún no lo perciban en su realidad material.
Quisiera destacar que por cómo fue configurado el plan de gobierno los años más duros de afrontar fueron los primeros. Y por eso podemos afirmar, como hemos hecho en tantas otras veces y pese a las turbulencias coyunturales, que lo peor ya pasó. Es por eso que una vez más quiero agradecerles a ustedes por el enorme apoyo que han demostrado a lo largo de este primer periodo.
Ustedes son los protagonistas de este proceso. Ustedes son quienes han emprendido el arduo camino de crecer y abrazar las ideas de la libertad, que no son otras cosas que las de una nación madura. El temple de los argentinos es heroico y por eso les quiero dar las gracias, pero también quiero ser claro con una cosa, cuando yo digo que al rumbo está fijado en piedra y que el equilibrio fiscal no se negocia, no lo digo por capricho o preferencia personal, lo digo porque hacer lo que estamos haciendo es el único camino para que la Argentina salga de forma definitiva del ciclo del desencanto consecutivo en que vivimos a hace décadas. No hay otro camino que el de equilibrio fiscal, el orden monetario y por ende, el orden cambiario.
Tenemos que entender de una vez y para siempre que hay una relación directa entre el orden fiscal, la baja del riesgo país, el crecimiento económico y la prosperidad. Todos los demás caminos ya se intentaron y fracasaron. Fracasaron rotundamente. No debemos caer presos de falsos dilemas que nos quieren proponer, no es a través del déficit fiscal que atenderemos la necesidad de los más vulnerables. De hecho, ese remedio probó ser peor que la enfermedad.
El camino del déficit fiscal financiado con emisión ya se probó y nos llevó al retorno de la inflación descontrolada y el estancamiento. El camino del déficit fiscal financiado con deuda, ya se probó, y nos llevó a heredar una deuda pública de 500.000 millones de dólares y una historia que nos ha mostrado como defaulteadores seriales, motivo por el cual los mercados nos castigan, aún siendo uno de los cinco países en el mundo que tienen equilibrio fiscal.
Es decir, todos los experimentos posibles fueron ensayados en este país, por los más variados alquimistas de la economía. Durante más de 100 años fuimos el laboratorio de las teorías más descabelladas porque los políticos decían tener la receta para poder gastar de más sin consecuencias. Durante décadas nos dijeron que se podría salir de la crisis supuestamente estimulando el consumo, que es un eufemismo para decir emitir más dinero. Y así pasaron toda clase de políticos por el Gobierno, intentando aplicar esta supuesta receta mágica, inventada por John Maynard Keynes, del déficit fiscal, emisión monetaria, regulación y control. El resultado es que somos el único país que pasó de ser un país desarrollado a un país subdesarrollado.
Incluso llegamos al punto de convertirnos en el único país de la región que no creció en los últimos 15 años. Por esto mismo, desde el primer momento planteamos que el problema no era el cocinero, sino la receta y aunque algunos crean que esto ya lo vieron, los que digan esto están equivocados, nunca vieron algo como lo que está llevando adelante nuestra gestión, porque lo que cambió es la receta. La última vez que Argentina tuvo superávit fiscal, sin estar en default, fue hace más de 120 años.
Ningún argentino vivo experimentó jamás la Argentina que estamos construyendo. Es precisamente por esto que a veces nos entusiasmamos de más, porque nos emociona el futuro que vemos en el horizonte, pero también es precisamente por esto que esta vez el esfuerzo que todos los argentinos estamos haciendo vale la pena. Este proyecto que hoy estamos presentando, al igual que el que presentamos el año pasado, busca que nuestro programa económico y reformista pueda tener un soporte legal y administrativo y pueda contar con el respaldo del Congreso.
Este proyecto se ciñe a una regla fiscal inquebrantable: como ya mencioné, está planteado con superávit primario tal que, al cierre del ejercicio, Argentina se encuentre con superávit fiscal o, en el peor de los casos, en equilibrio fiscal. Es tal nuestro compromiso con el camino del equilibrio fiscal que este presupuesto presenta el menor nivel de gasto a nivel nacional en relación al PBI de los últimos 30 años. Para que se den una idea, el nivel de gasto de Nación está por debajo del nivel de gasto de las provincias por primera vez desde la década del 90.
A su vez, este presupuesto cuenta con restricciones de financiamiento, impidiéndole al Tesoro financiarse a través del Banco Central, porque esto implicaría emisión monetaria y el retorno al infierno inflacionario. También presenta una regla de estabilidad fiscal, es decir, que si los ingresos caen o los gastos superan a lo previsto se deberán ajustar partidas para mantener el equilibrio fiscal.
Este presupuesto le asigna 4.8 billones de pesos a las Universidades nacionales, aumenta el gasto en jubilaciones un 5% y en salud un 17%, ambas partidas por encima de la inflación. El gasto en educación también aumenta un 8% por encima de la inflación. Por otro lado, habiendo realizado las auditorías pertinentes, el monto recibido por cada pensionado por discapacidad también aumentará en un 5% por encima de la inflación del 2026. En definitiva, si el presupuesto es el plan de gobierno y el 85% de este presupuesto será destinado a educación, salud y jubilaciones, eso quiere decir que la prioridad de este Gobierno, tal como siempre dijimos, es el capital humano.
Asimismo, este Presupuesto es el primer presupuesto de la historia argentina en incluir el régimen de extinción de obligaciones recíprocas, para seguir recomponiendo la relación entre el Estado nacional y las provincias. Esta es una deuda histórica que debemos resolver como país, pero que debe ser atendida con un férreo compromiso con el equilibrio fiscal y que por eso contará con un presupuesto específico dentro de la ley de leyes. Además, insistiremos en restituir la tan bastardeada presunción de inocencia fiscal, para eso mismo buscamos crear un régimen simplificado de declaración jurada de ganancias.
Se acabó esa absurda idea de que el Estado considera a todos sus ciudadanos como criminales de manera preventiva. Pero el Presupuesto no es un mero papel sin consecuencias, es la hoja de ruta de hacia dónde vamos y por eso es importante que los argentinos entiendan cómo es un país con equilibrio fiscal y sin inflación.
Solo por haber alcanzado el equilibrio fiscal y por mantenerlo a lo largo del tiempo, Argentina alcanzaría, según diversos estudios, una base de crecimiento del 5% anual. Para poner en contexto, entre 2011 y 2023, el PBI per cápita de Argentina cayó poco más de 10%, mientras que en países vecinos creció un 15% o un 20% en el mismo periodo. El orden fiscal y el superávit son la diferencia entre poder soñar con un futuro mejor o vivir encerrados en un tormentoso y decadente presente. Y si al equilibrio fiscal le sumamos las reformas que queremos llevar adelante podríamos estar hablando de un crecimiento del 7 u 8% anual de manera sostenida. Para que se den una idea, crecer a esas tasas implicaría que en 10 años nos pareceríamos a países de altos ingresos, en 20 años estaríamos entre los países más ricos del mundo y en 30 años estaríamos en el podio de las potencias mundiales.
Pero eso no sucedería por arte de magia, ni existe una fórmula mágica para que todo ese progreso se materialice hoy. Necesita de tiempo para que el trabajo pueda adquirir cada vez mayor valor. Porque como ya hemos dicho en alguna ocasión: Roma no se construyó en un día. Esto que estamos planteando no es una quimera, es lo que podemos lograr si conseguimos los consensos necesarios para hacer las reformas de fondo que el país necesita.
Estoy seguro que trabajando codo a codo con los gobernadores, diputados y senadores que quieren una Argentina distinta, vamos a lograrlo. El superávit es por ejemplo los que nos permitirá otorgar financiamiento el tesoro para aquellos actores del sector privado que quieran invertir en el país en las grandes concesiones que vamos a llevar adelante.
Es decir, por primera vez en décadas, en vez de que el sector privado financia el sector público, este superávit primario permitirá al sector público financiar al sector privado para que desarrolle obras fundamentales que hacen en la infraestructura y logística del país. Argentina es un país que tiene mucho para ofrecerle al mundo y que durante décadas se negó a comerciar con el resto del planeta. Debemos emprender el camino que emprendieron todos los países que actualmente son prósperos y buscar inundar el mundo exportando nuestro talento. Por el contrario, si decidimos abandonar este círculo virtuoso del equilibrio fiscal y el crecimiento económico para volver al sendero del déficit, el endeudamiento, la emisión y/o suba de impuestos, volveremos al estancamiento y a la inflación que caracterizaron a nuestro país durante tantos años y que nos sumieron en la más abyecta pobreza.
Por eso mismo Argentina debe, de una vez por todas, abandonar el autosabotaje económico constante de las últimas décadas. Debemos abandonar el pensamiento mágico. No es posible reinventar la rueda. Nadie tiene la culpa de nuestros problemas más que nosotros mismos. Y nadie más que nosotros mismos puede salvarnos. Dependemos exclusivamente de nuestro esfuerzo y nuestro compromiso con hacer, de una vez por todas, las cosas bien. Porque ya no nos queda ninguna otra opción.
Es hora de asumir, finalmente, que si queremos que haya menos pobreza necesitamos más empleo. Si queremos que haya más empleo necesitamos que haya más empresas invirtiendo. Y si queremos que haya más empresas invirtiendo tenemos que dejar de ver a los empresarios como enemigos públicos. En lugar de esto, debemos generar las condiciones para que las empresas puedan prosperar y ganar dinero sin que vean amenazados sus derechos de propiedad.
Y esas condiciones también implican por definición menores tasas de interés, que no se logran emitiendo dinero, sino reduciendo el riesgo país en base al equilibrio fiscal y estimulando el ahorro. Porque una empresa que no gana dinero es una empresa que cierra o una empresa que directamente nunca se abre. Y eso es lo que sucede cuando se le suben sistemáticamente los impuestos, se torpedea el equilibrio fiscal haciendo subir el riesgo país, se vulneran los derechos de propiedad y se les cambia las reglas de juego sobre la marcha, como hemos hecho durante tantas décadas.
Finalmente quiero terminar con una breve reflexión: nos ha costado mucho llegar aquí. Todos hemos hecho enormes esfuerzos para salir del pozo en el que estábamos cuando asumimos. De hecho los sueldos del Poder Ejecutivo están congelados desde la misma fecha en que hemos asumido. Por lo tanto, sabemos que el camino es arduo pero también sabemos que el rumbo es el correcto.
Tenemos que entender como país y como sociedad, que si no terminamos el proceso de cambio que hemos emprendido, habremos tirado a la basura todo el esfuerzo que hemos hecho. No aflojemos, hagamos que todo este esfuerzo valga la pena. Que Dios bendiga a los argentinos, que las fuerzas del cielo nos acompañen. Muchas gracias a todos. Buenas noches.
Texto completo original em espanhol, publicado por Casa Rosada.
Copiadas literalmente do discurso oficial; tradução da MileiHoy.
“Hoje, o futuro da Argentina depende fundamentalmente de uma única coisa: que o povo e a política se comprometam com a ordem fiscal.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Nesse sentido, o Orçamento Nacional não é um mero projeto de lei; é a ratificação do nosso compromisso inabalável de levar o país adiante.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“O equilíbrio fiscal é a pedra angular do nosso plano de governo.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“O caminho do déficit fiscal financiado pela emissão já foi testado e nos levou de volta à inflação descontrolada e ao estagnação.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“A ordem fiscal e o superávit são a diferença entre poder sonhar com um futuro melhor ou viver preso em um presente tormentoso e decadente.”
— Javier Milei · Ver no discurso