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Um mesmo tema em um só lugar: o texto oficial, o vídeo, o que aconteceu no X, como cada veículo contou e o discurso completo.
Discurso completo · Institucional
Casa Rosada21 min de leitura

Estimativa de IA · confiança 85%
Enquadramento predominante
Libertário 90%
Direita · estimado por IA · confiança 85%
A estimativa vem da análise do texto da notícia: quais fontes cita, quais fatos destaca e que linguagem usa.
Um modelo de IA lê a notícia e estima quanto do enquadramento se inclina à esquerda, ao centro ou a uma visão libertária. As três porcentagens somam 100.
Esta é uma estimativa gerada por IA, não um julgamento objetivo.
Gerado em · 1 min de leitura
Os resumos de IA podem conter erros.
Milei usa uma linguagem forte como "viva a liberdade" e critica a intervenção estatal, refletindo uma postura a favor de políticas econômicas de mercado livre, características da ideologia de direita. Além disso, ele enfatiza o papel positivo dos empresários como "benfeitores sociais", alinhando seu discurso com ideologias de direita.

Institucional · Casa Rosada
Fonte: Casa Rosada (CC BY 2.5 AR). Tradução realizada pela MileiHoy
Palavras do Presidente da Nação, Javier Milei na Conferência Política de Ação Conservadora (CPAC), em Washington, Estados Unidos.
Olá a todos. Eu sou o leão. Eu também os amo. Viva la libertad, carajo (Viva a liberdade, caramba). Parece que o que diziam como fenômeno local, cresceu um pouco o bairro.
Em primeiro lugar, muito obrigado por este convite; em relação à conferência de hoje, devido ao impacto da Conferência de Davos, onde mencionei que o Ocidente está em perigo, dado o avanço das ideias estatistas, hoje me concentrarei nos fundamentos técnicos que sustentavam tais apreciações políticas, naquela conferência. Nesse sentido, me debruçarei sobre como a economia neoclássica e sua visão das falhas de mercado são funcionais ao avanço do socialismo e como isso destrói o crescimento econômico, colocando um freio nas melhorias do bem-estar e na luta contra a pobreza.
Quanto à gênese desse problema, a questão é um problema metodológico entre modelos vs. realidade. Dado que a realidade é sempre muito complexa de analisar, utiliza-se modelos, mas – em termos gerais – quando o modelo não corresponde à realidade, corrige-se o modelo, descarta-se o modelo e o problema com o mundo neoclássico é que, frente a esse problema, que o modelo não mapeia a realidade, ficam irritados com a realidade, chamando-a de falha de mercado.
A origem deste problema está relacionada quando se começa a estudar as qualidades normativas do equilíbrio competitivo, ou seja, enquanto a análise se centrava na existência, unicidade e estabilidade, isso não constituía um problema grave, do ponto de vista político. E de fato o problema aparece quando entra a análise normativa acompanhada da análise de Pareto. Basicamente, a ideia do ótimo de Pareto é que eu não posso melhorar a vida de alguém sem piorar a de outro. Concretamente, se estou em uma situação onde posso melhorar a vida de alguém e faço uma melhoria para alguém, sem piorar a de outro, isso se chama melhoria Paretiana. E, obviamente, quando essas oportunidades se esgotam significa que estamos no ótimo de Pareto.
É aí que aparecem as definições de falhas de mercado, que têm diferentes nomes; uma delas é as não convexidades, ou seja, a existência de rendimentos crescentes, ou para dizer de forma mais popular, estruturas de mercados concentrados e monopólios. Outros casos são as externalidades: os bens públicos em formação assimétrica e o “Dilema dos Prisioneiros”. E, na verdade, todas essas definições tão elegantes são elementos que permitem a intervenção do Estado e, com isso, o avanço dos estatistas e socialistas.
Mas para que não fique tão abstrato, farei um exemplo aplicado: suponhamos que estamos no momento em que nos iluminávamos com velas e ainda não havia chegado a Ericsson; obviamente no momento em que aparece a Ericsson com a lâmpada, todos os fabricantes de velas vão à falência. Naturalmente, se tivéssemos prestado atenção aos intervencionistas, hoje, em vez de ter esta linda conferência, com todas essas luzes, ainda estaríamos com velas; assim é como os socialistas arruinam nossas vidas.
Por sorte, descartamos o ótimo de Pareto e avançamos com o progresso tecnológico.
Então, a primeira coisa que precisamos entender é o que é o mercado, ter uma boa definição do que é o mercado. Nesse sentido, o mercado é um processo de cooperação social, onde se trocam direitos de propriedade, voluntariamente. De fato – dado que as trocas são voluntárias – não é possível falar de falhas de mercado porque ninguém estaria realizando ações autodestrutivas. Portanto, quando definimos bem o mercado, todas as definições de intervenção desmoronam.
Por outro lado, também é muito importante ter claro quais são as instituições sobre as quais se constrói a ideia de mercado. Duas instituições muito importantes são a propriedade privada e os mercados livres da intervenção estatal, porque – basicamente – se vou estar trocando direitos de propriedade, isso significa que a propriedade privada é importante. E se as trocas não são voluntárias, não há lugar para a presença intrusiva e violenta do Estado.
Nesse sentido, quando se faz uma troca e alguém entrega um bem, em troca de dinheiro, isso fixa um registro histórico, chamado preço. E esse registro histórico, denominado preço, é um mecanismo de transmissão de informação, que também se transforma em um mecanismo de coordenação porque faz com que – algumas pessoas – sejam ofertantes e outras sejam demandantes.
E como a quantidade demandada não coincide necessariamente com a ofertada, quando a demanda é maior que a oferta, os preços sobem e no caso oposto, descem. Ou seja, há um processo de ajuste. Em última análise, a propriedade privada e os mercados livres determinam o funcionamento do sistema de preços e isso é o que permite fazer cálculo econômico. E isso mostra por que o socialismo em nenhuma de suas vertentes pode funcionar, no caso mais extremo porque não há propriedade privada, portanto, não se podem fazer as trocas que o mercado requer. E, em segundo lugar, nas versões mais suaves que permitem a existência do setor privado, a intromissão do Estado gera ruído no sistema de preços, e quanto mais Estado há, mais violência há, mais distorção há e pior funciona o sistema.
Outra das instituições importantes para os mercados é o que se chama de livre concorrência, mas não no sentido neoclássico da concorrência perfeita, mas em termos de entrada e saída. E, por outro lado, há duas instituições que são muito importantes que são a divisão do trabalho e a cooperação social. A divisão do trabalho quem melhor a explicou foi Adam Smith: uma pessoa sozinha poderia produzir apenas 20 alfinetes, mas se partisse a tarefa em quinze, cada um poderia produzir 5 mil alfinetes, estamos falando de 75 mil alfinetes, mas qual é o problema? Se não há demanda para 75 mil alfinetes, não haverá tanta divisão do trabalho.
E isso combinado com a ideia de combinação social, acaba sendo absolutamente destrutivo para as ideias socialistas. Uma é: Eu poderia estar odiando ele, mas preciso que ele compre meu produto, portanto, inexoravelmente terei que fazê-lo bem. Por isso, como dizia Bastiat, “Onde entra o comércio, não entram as balas”. E promover o livre comércio é promover a paz.
E ao mesmo tempo, o mercado como processo de cooperação social é uma tremenda bomba contra o socialismo, porque se as trocas são livres, isso significa que as duas partes que intervêm na troca ganham. Portanto, não há espaço para a teoria da exploração, não há espaço para a mais-valia, não há espaço para o marxismo e o socialismo.
Ao mesmo tempo, é importante ressaltar, na lógica do mercado, um empresário de sucesso é um benfeitor social, porque no capitalismo de livre empresa só é possível ter sucesso servindo ao próximo com bens de melhor qualidade ou a melhor preço. E se esse empresário não o está fazendo bem, poderá aparecer outro que consiga oferecer o mesmo bem a um melhor preço, ou o mesmo preço, melhor qualidade, e isso levará à falência os ineficientes e aumentará o bem-estar; E, portanto, os empresários são benfeitores sociais porque nos oferecem bens de melhor qualidade, a um melhor preço, enquanto criam empregos e progresso em toda a sociedade. Portanto, abracemos os empresários que são a base da prosperidade.
Portanto, dada esta introdução, vale a pena enfrentar, agora, onde está o dilema neoclássico. Isso, dentro da teoria do crescimento econômico e sua evidência empírica, é chamado de: “O bastão de hóquei”. Se vocês olharem a história, desde a era cristã em diante, o PIB per capita entre o período do ano 0 e 1800, praticamente esteve constante. No entanto, desde o ano 1800 até aqui, multiplicou-se por mais de 15 vezes, e nesse mesmo período, a população no ano 1800 era de 800 milhões de seres humanos, e hoje se multiplicou por 10.
Ou seja, aumentou a produtividade per capita e, além disso, o PIB aumentou cerca de 150 vezes, a ponto de estarmos no melhor momento da história da humanidade. Tudo isso, apesar da existência do Estado. E neste mesmo período de tão importante crescimento econômico, a pobreza extrema passou de 95% da população para 5%. No entanto, essa presença de rendimentos crescentes significa que há estruturas concentradas, ou seja, que há monopólios.
Então, a pergunta é: se gerou tanto bem-estar, por que a teoria neoclássica diz que os monopólios são ruins, se nos trouxe tanto bem-estar e tanta redução da pobreza? E, na realidade, como diria Murray Newton Rothbard, o inventor do anarco-capitalismo, o problema é que a análise neoclássica está errada. Suponhamos que tenho 10 empresas competindo para fazer celulares, e uma delas descobre uma técnica para fazer um telefone de melhor qualidade a um melhor preço, naturalmente haverá 9 empresas que vão falir.
No entanto, algum de vocês se queixaria por ter celulares melhores a um melhor preço? Portanto, fora a teoria neoclássica.
Agora, vejamos onde estão esses erros da teoria neoclássica. Na versão mais simples é porque dizem que o preço do monopólio é maior que o da concorrência e que a quantidade produzida é menor que na concorrência. No entanto, essa análise é errada porque tem vários problemas; em primeiro lugar, porque é apenas uma análise de equilíbrio parcial, considera apenas o equilíbrio em um único mercado, e não considera o restante da economia.
Ou seja, eu tenho o monopólio sobre Javier Milei e vocês têm o monopólio de vocês mesmos, sobre cada um de vocês, e isso não tem nada de errado, felizmente somos todos diferentes, graças a Deus. Além disso, celebramos nossas diferenças porque não gostamos da uniformidade cinza do socialismo. Mas não só está errado por ser uma análise de equilíbrio parcial que não considera o restante dos mercados, como também é tão rudimentar que não considera os efeitos futuros, isto é, o impacto que essas estruturas de mercado terão no futuro.
De fato, isso me faz lembrar um lindo livro de um economista e pensador americano, Henry Hazlitt, que se chama “A economia em uma lição”, que dizia: “A diferença entre um bom economista e um mau economista é que o mau economista apenas observa o mercado em um período, enquanto o bom economista observa todos os mercados e não apenas o presente, mas também o futuro”. Portanto, isso estaria mostrando que a análise tradicional do monopólio, pela qual eles regulam, faz parte de uma má análise econômica.
E se, além disso, considerarmos o papel que os lucros desempenham como elemento para gerar crescimento econômico, além disso, interferir nos lucros implica um impacto negativo sobre o crescimento. Então, a pergunta é: qual é a verdadeira resposta, ou o verdadeiro fundamento dessa análise? E, na realidade, a resposta não está na análise econômica, está na estrutura matemática que utiliza o equilíbrio geral. Basicamente, tem a ver com a análise do ótimo de Pareto e o problema das não convexidades no conjunto de produção.
O ótimo de Pareto, para que o equilíbrio existente seja ótimo de Pareto, tanto os consumidores quanto os produtores deveriam estar maximizando. E o problema é que, quando temos retornos crescentes, temos funções de produção convexas e o problema com essas funções é que não se pode encontrar um máximo. Naturalmente, isso é um erro matemático também, porque, se eu tenho retornos crescentes, posso encontrar um máximo se utilizar todas as dotações da economia e, então, surgiria outro problema, que ficaria apenas uma empresa; mas isso, que parece algo empiricamente correto, também tem outro erro conceitual, pois basicamente implica desconhecer a natureza da firma e, entre outras coisas, deixa de lado o fato de que as firmas são geridas por seres humanos e, naturalmente, quanto mais vocês quiserem trabalhar para produzir mais, o custo de oportunidade do tempo livre cresce fenomenalmente.
De que adianta um trabalho onde lhe oferecem 12 milhões de dólares por ano se vocês tiverem que trabalhar os 7 dias da semana, 24 horas? Vocês vão se chocar contra sua própria humanidade. No entanto, a análise neoclássica trabalha as firmas como se fossem máquinas e não como empresas que dependem, são dos seres humanos.
Finalmente, outras críticas que se fazem aos monopólios é que eles geram menos quantidades produzidas na economia e isso também é falso, porque esse dinheiro que os monopolistas ganham, evidentemente podem ser usados para o consumo e gerar produção e emprego em outros lugares da economia.
Agora vamos fazer um par de casos que irritem mais os keynesianos. O que acontece se esses grandes lucros os economizamos? Essa economia se transforma em investimento em outras empresas e isso gera crescimento do produto e do emprego em outros setores. Não se perde nada. Ou suponhamos que esse monopolista é tão ambicioso que quer investir tudo em sua própria empresa. Tal que toda a sua economia se transforma em investimento. Mas esse investimento significa mais capital, mais produtividade, maiores salários e, ao mesmo tempo, mais produção do bem, portanto, o preço cai, por consequência, maiores salários e menores preços, e portanto, tudo é ganho de bem-estar.
Além disso, como já não conseguimos encontrar mais ataques ao monopolista, já que se consumir gera bem-estar, já que se poupar no sistema financeiro gera bem-estar e se poupar e investir em si mesmo também gera bem-estar. Agora, pensemos o que acontece se o “maldito empresário” decide enterrar esse dinheiro. Assim, ninguém pode acessar esse dinheiro.
O que vai acontecer? A quantidade de dinheiro na economia vai diminuir e os preços vão cair, beneficiando toda a população. E mais, esse empresário tão mau vai beneficiar mais os que menos têm, porque são os que se beneficiam da deflação. Portanto, tudo o que acabamos de ver é que todas as análises que justificam a intervenção só criam mais Estado e maior dano às pessoas.
Portanto, para encerrar esta apresentação, vou mostrar como a intervenção socialista destrói a economia. E basicamente esse ataque que fazem os socialistas é essencialmente de dois pontos de vista. Por um lado, está a regulação dos monopólios, que ao regular os monopólios quebra o efeito dos retornos crescentes e faz com que as economias estagnem. Se se regulasse sob o ideal neoclássico, a quasi renda seria zero. E portanto estaríamos em um mundo de concorrência perfeita onde não há incentivos para crescer.
No fundo, o que faz é abortar o processo de destruição criativa à Schumpeter. Porque esses processos de destruição criativa partem da ideia de resolver alguns problemas da sociedade que lhes permite mais dinheiro e isso é o que gera o progresso tecnológico e o crescimento. Portanto, se regulo os benefícios, se regulo o lucro, o problema que vou ter é estagnação. A parte que regular preços e quantidades implica destruir o direito de propriedade.
De fato, vou contar um caso de um país que conheço, chamado Argentina. Um país que entrou no século XX sendo um dos mais ricos do mundo e que, no entanto, hoje está em 140° no ranking mundial, com mais de 50% de pobres e mais de 10% de indigentes. E quando se olha a quantidade de regulações, se entenderá o porquê.
Dentro das nossas equipes de governo, descobrimos, por enquanto, 380 mil regulações que travam o funcionamento do sistema econômico. E de fato, nossas duas grandes solicitações de medidas, de reformas estruturais, o DNU e a Lei de Bases, propostas que propõem dar mais liberdade aos argentinos, avançar em estruturas de mercado mais competitivas e, acima de tudo, eliminar a corrupção da política, enfrentamos grandes resistências por parte dos beneficiários desse sistema decadente, que empobrece os argentinos de bem em favor da casta corrupta.
Onde a casta corrupta é composta de políticos ladrões, que colocam seus privilégios acima do bem-estar dos argentinos, de empresários prebendários que fazem negócios com os políticos corruptos, de mídias de comunicação corruptas que estão muito irritadas conosco porque eliminamos a pauta oficial, também de sindicalistas que se ocupam de seus negócios em detrimento do povo e além disso, por aqueles profissionais que são funcionais à religião do Estado que vivem defendendo esses corruptos.
Portanto, vocês tomarão consciência da grande luta que estamos travando. Mas não vamos nos render em fazer a Argentina grande novamente.
A outra grande ameaça por onde atacam os socialistas e o estatismo é basicamente a discussão entre eficiência e distribuição, onde se aponta o capitalismo como um sistema hiper individualista e se compara ao altruísmo socialista com o dinheiro do outro. Sempre com o dinheiro do outro. E essa aberração é feita em nome da justiça social, onde Hayek falava das palavras comadreja. Onde sempre que se colocava um adjetivo, significava totalmente o oposto. De fato, como diz o grande Jesus Huerta de Soto, a justiça social é violenta e injusta, não é nem justa, nem social, nem nada, é uma aberração.
Em primeiro lugar, é injusta porque implica um tratamento desigual perante a lei e a redistribuição que implica a justiça social é roubar de um para dar a outro. O que faz com que a justiça social, além de ser violenta, seja injusta. Nesse mesmo sentido, isso se agrava com a ideia de democracia ilimitada. Ou seja, a democracia foi originalmente concebida para respeitar o direito das mais pequenas das minorias, o indivíduo. Mas quando entram as ideias socialistas, entra a ideia da democracia ilimitada, entra o populismo.
Mas para que não fique algo tão abstrato, vou dar um exemplo. Suponhamos que se reúnem quatro lobos e uma galinha. Agora vamos votar sobre quem come a galinha hoje à noite. Eles acabaram de comer a galinha. No fundo, isso também é o que acontece na economia, a galinha dos ovos de ouro é o segmento que gera riqueza, mas pela forma da distribuição da renda, 80% da população tem uma renda menor que a renda média. E é aí que aparece o político populista que diz que é preciso tirar dos ricos para dar aos pobres.
Não só a Venezuela, a Argentina e todo o populismo latino-americano. E quando isso acontece, os benefícios são destruídos e o crescimento econômico é destruído. Se quiserem em termos práticos, a Argentina é um país que produz alimentos para mais de 400 milhões de seres humanos e a pressão fiscal sobre o setor produtivo de alimentos é de 70%. Ou seja, o Estado fica com a comida de 280 milhões de seres humanos. Apesar disso, há 5 milhões de argentinos que não têm o suficiente para comer, graças ao maldito Estado.
Outra parte que os socialistas também discutem e que tem a ver com a distribuição da renda, dizem que o sistema é injusto, há um lindo livro de Israel Kirzner, que se chama criatividade, capitalismo e justiça distributiva. E esse livro parte da hipótese que Kirzner diz, o sistema capitalista é mais produtivo, mas se fosse verdadeiramente injusto, não haveria motivos para defendê-lo. Nesse sentido, trabalha sobre duas ideias, trabalha com o princípio de apropriação de Locke, aquele que descobre fica com ele.
Se vocês descobrem algo, são os donos disso. E a outra ideia é a de Hayek, que é a de mercado como processo de descoberta, que implica que não há um bolo para ser dividido, mas que esse bolo vai sendo criado enquanto se produz. Portanto, se esse bolo vai sendo descoberto enquanto vocês avançam no processo produtivo, é lógico que esse bolo seja apropriado por aquele que o foi descobrindo. Portanto, agora o sistema não só é mais produtivo, mas também é o único sistema que é justo.
E a verdade é que assim, tudo isso faz com que os socialistas estejam mais que em xeque-mate, eu diria que… por isso vou lhes dar mais uma, vou lhes dar bis. Naturalmente, quando se regula os monopólios, regula-se as empresas, que eram os processos competitivos e ao mesmo tempo se introduz o conceito de justiça social, evidentemente isso conduz ao estancamento. E esse estancamento, dada o crescimento da população, leva ao empobrecimento gradual desse país. E como corrigem isso?
Corrigem com a agenda assassina do aborto. Uma agenda assassina que podemos encontrar seus origens já com os egípcios tentando exterminar os judeus ou com o caso de Malthus com seu tratado sobre a população e a lei de ferro dos salários que promovia o controle da natalidade; ou mais perto -no final da década de 60- o Club de Roma, onde o Club de Roma dizia que como o mundo se movia com energias fósseis e como essas energias não são renováveis, previam que em 2000 esses recursos iam se esgotar.
E, no entanto, essa situação é que ia gerar que não houvesse alimentos para todos e que vamos morrer e que sobrariam apenas mil milhões de pessoas no planeta. E com base nisso, hoje, tendo sido desclassificados os arquivos de Nixon e Kissinger, sabemos que propuseram essa agenda assassina do aborto; onde, por exemplo, (INAUDIBLE) tem mais locais que o McDonald's em todo o mundo. Mas felizmente eles se enganaram novamente, porque hoje no mundo vivem 8 bilhões de seres humanos.
No entanto, essa agenda assassina não cessa, de fato, o pós-marxismo, frente à sua derrota econômica, transferiu suas batalhas de luta de classes para outros aspectos da vida, por exemplo, o ecologismo; onde propõe a luta do homem com a natureza, onde culpam o ser humano pelo aquecimento global, quando isso já aconteceu quatro vezes na história do planeta Terra e onde para corrigir esse problema os neo-marxistas não têm outra ideia a não ser exterminar os humanos. Se tivéssemos um problema real de recursos, deveríamos estar esperando colonizar outros planetas, não nos condenar à morte.
De fato, todas essas análises contra o crescimento da população são falsas, então quero deixar o caso de um economista muito otimista chamado Julian Simon, que apontava que o crescimento da população trazia mais progresso tecnológico, então, por exemplo, ele sinalizava que havia crescimento tecnológico impulsionado pela demanda, onde basicamente ao haver mais pessoas e haver problemas de escassez e demais isso afetava o sistema de preços e gerava novas reformas e novos progressos tecnológicos para resolver tais problemas, e por outra parte, apontava o progresso tecnológico impulsionado pelo lado da oferta, onde -por exemplo- as chances de ter um Mozart são muito maiores se vivem 1 milhão de pessoas do que se vivem 10.
Em definitiva, a mensagem é a seguinte: não deixem avançar o socialismo, não apoiem a regulação, não apoiem a ideia dos fracassos do mercado, não permitam o avanço da agenda assassina e não se deixem levar pelos cantos de sereia da justiça social; eu venho de um país que comprou todas essas ideias estúpidas e de ser um dos países mais ricos do mundo está na 140ª posição. Portanto, não entreguem sua liberdade, lutem pela sua liberdade, porque se não lutarem pela liberdade, vão ser levados à miséria.
Mas quero deixar também uma mensagem de otimismo, a Argentina parecia um país de ovelhas condenado à pobreza que nos impõem os socialistas e me lembro quando iniciei minha carreira política para ser deputado Nacional, eu disse: que eu não vinha para guiar cordeiros, vinha para despertar leões. E foi assim que a cada dia despertamos mais leões e a mensagem da liberdade não só nos levou à presidência da Argentina, mas também estamos despertando o mundo inteiro.
Portanto, não cedam diante da luta pela liberdade, ¡viva la libertad, carajo! (viva a liberdade, caramba!) ¡viva la libertad, carajo! (viva a liberdade, caramba!) Muito obrigado.
Palabras del Presidente de la Nación, Javier Milei en la Conferencia Política de Acción Conservadora (CPAC), en Washington, Estados Unidos
Hola a todos. Yo soy el león. Yo también los amo. Viva la libertad, carajo. Parece que lo que decían como fenómeno barrial, se agrandó un poco el barrio.
En primer lugar, muchas gracias por esta invitación; en cuanto a la conferencia, del día de hoy, dado el impacto de la Conferencia en Davos, en que señalé que Occidente está en peligro, dado el avance de las ideas estatistas, hoy haré foco en los fundamentos técnicos que sostenían dichas apreciaciones políticas, en aquella conferencia. En este sentido, haré foco sobre cómo la economía neoclásica y su visión de los fallos del mercado son funcionales al avance del socialismo y cómo eso destruye al crecimiento económico poniendo un freno a las mejoras contra el bienestar y la lucha contra la pobreza.
En cuanto a la génesis de este problema, el problema es un problema metodológico entre modelos vs. realidad. Dado que la realidad es siempre muy compleja de analizar se analiza con modelos, pero – en términos generales – cuando el modelo no mapea con la realidad uno corrige el modelo, descarta el modelo y el problema con el mundo neoclásico es que, frente a este problema, que el modelo no mapea con la realidad se enojan con la realidad, llamándola fallo de mercado.
El origen de este problema tiene que ver cuando se ponen a estudiar las cualidades normativas del equilibrio competitivo, es decir que, mientras que el análisis se centraba en la existencia, en la unicidad y en la estabilidad eso no constituía un problema grave, desde el punto de vista político. Y en rigor el problema aparece cuando ingresa el análisis normativo de la mano del análisis de Pareto. Básicamente la idea del óptimo de Pareto es que yo no puedo mejorar a alguien sin empeorar a otro. Concretamente si estoy en una situación, donde puedo mejorar a alguien y hago una mejora para alguien, sin empeorar a otro, eso se llama mejora Paretiana. Y obviamente, cuando esas oportunidades se agotan significa que estamos en el óptimo de Pareto.
Y es ahí, donde aparecen las definiciones de fallos de mercados, que tienen distintos nombres; uno es las no convexidades, es decir la existencia de rendimientos crecientes, o para decirlo más popularmente, estructuras de mercados concentrados y monopolios. Otros casos son las externalidades: los bienes públicos en formación asimétrica y el “Dilema de los Prisioneros”. Y en realidad, todas estas definiciones tan elegantes son todos elementos que habilitan la intervención del Estado y con eso el avance de los estatistas y los socialistas.
Pero para que no quede tan en abstracto voy a hacer un ejemplo aplicado: supongamos que estamos en el momento en que nos alumbrábamos con velas y todavía no había llegado Ericsson; obviamente en el momento en que aparece Ericsson con la lamparita, todos los fabricantes de velas van a la quiebra. Naturalmente si le hubiéramos prestado atención a los intervencionistas, hoy, en lugar de tener esta hermosa conferencia, con todas estas luces, seguiríamos con velas; así es como los socialistas arruinan nuestras vidas.
Por suerte descartemos el óptimo de Pareto y avancemos con el progreso tecnológico.
Entonces lo primero que tenemos que entender es qué es el mercado, tener una buena definición de lo qué es el mercado. En este sentido, el mercado es un proceso de cooperación social, donde se intercambian derechos de propiedad, voluntariamente. De hecho – dado que los intercambios son voluntarios – no es posible hablar de fallos de mercado porque nadie estaría haciendo acciones auto flagelantes. Por lo tanto, cuando definimos bien mercado todas las definiciones de intervención se derrumban.
Por otra parte, también es muy importante tener bien claro cuáles son las instituciones sobre las que se construye la idea del mercado. Dos instituciones muy importantes son la propiedad privada y los mercados libres de intervención estatal, porque – básicamente – si voy a estar intercambiando derechos de propiedad quiere decir que la propiedad privada es importante. Y si los intercambios no son voluntarios, no hay lugar para la presencia intrusiva y violenta del Estado.
En este sentido, cuando se hace un intercambio y alguien entrega un bien, a cambio de dinero, eso fija un registro histórico, llamado precio. Y ese registro histórico, denominado precio es un mecanismo de transmisión de información, que además se transforma en un mecanismo de coordinación porque hace que – algunas personas –sean oferentes y otros sean demandantes.
Y como no necesariamente la cantidad demanda coincide con la ofrecida, cuando la demanda es mayor que la oferta, los precios suben y en su caso contrario bajan. Es decir, hay un proceso de ajuste. En definitiva, la propiedad privada y los mercados libres determinan el funcionamiento del sistema de precios y eso es lo que permite hacer cálculo económico. Y esto muestra por qué el socialismo en ninguna de sus vertientes puede funcionar, en el caso más extremo porque no hay propiedad privada, por lo tanto, no se pueden hacer los intercambios que requiere el mercado. Y, en segundo lugar, las versiones más light que permiten la existencia del sector privado, la intromisión del Estado mete ruido en el sistema de precios, y cuanto más Estado hay, más violencia hay, más distorsión hay y peor funciona el sistema.
Otra de las instituciones importantes para los mercados es lo que se llama la libre competencia, pero no en el sentido neoclásico de la competencia perfecta, sino en términos de entrada y salida. Y por otra parte hay dos instituciones que son muy importantes que son la división del trabajo y la cooperación social. La división del trabajo quién mejor la explicó fue Adam Smith: una persona sola podía producir solamente 20 alfileres, pero si se partía en quince la tarea, cada uno podía producir 5 mil alfileres, estamos hablando de 75 mil alfileres, pero cuál es el problema si no hay demanda para 75 mil alfileres, no va a haber tanta división del trabajo.
Y esto combinado con la idea de combinación social, termina siendo absolutamente destructivo para las ideas socialistas. Una es: Yo podría estar odiando a él, pero necesito que el compre mi producto, por lo tanto, inexorablemente lo tengo que dar bien. Por eso, como decía Bastiat, “Donde entra el comercio, no entran las balas”. Y promover el libre comercio es promover la paz.
Y al mismo tiempo, del mercado como proceso de cooperación social es una tremenda bomba en contra del socialismo, porque si los intercambios son libres, eso significa que las dos partes que intervienen en el intercambio, ganan los dos. Por lo tanto, no hay lugar para la teoría de la explotación, no hay lugar para la plusvalía, no hay lugar para el marxismo y el socialismo.
Al mismo tiempo, es importante señalar, en la lógica del mercado, un empresario exitoso es un benefactor social, porque en el capitalismo de libre empresa solamente es posible ser exitoso sirviendo al prójimo con bienes de mejor calidad o de mejor precio. Y si ese empresario no lo está haciendo bien, podrá aparecer otro que pueda brindar el mismo bien a un mejor precio, o el mismo precio, mejor calidad, y eso va a llevar a la quiebra a los ineficientes y va a potenciar el bienestar; Y por ende, los empresarios, son benefactores sociales porque nos brindan bienes de mejor calidad, a un mejor precio, mientras que van creando puestos de trabajo y progreso en toda la sociedad. Por lo tanto, abracemos a los empresarios que son la base de la prosperidad.
Por lo tanto, dada esta introducción, vale la pena enfrentar, ahora, dónde está el dilema neoclásico. Esto dentro de la teoría del crecimiento económico y su evidencia empírica se llama: “El palo de hockey”. Si ustedes miran la historia, desde la era cristiana hacia adelante, el PBI per cápita entre el período en entre el año 0 y el 1800, prácticamente estuvo constante. Sin embargo, desde el año 1800 hasta aquí, se multiplicó por más de 15 veces, y en ese mismo período, la población en el año 1800 era de 800 millones de seres humanos, y hoy se ha multiplicado por 10.
Es decir, que aumentó la productividad per cápita y, además, el PBI aumentó cerca de 150 veces, a punto tal que estamos en el mejor momento de la historia de la humanidad. Todo esto, a pesar de la existencia del Estado. Y en este mismo periodo de tan importante crecimiento económico, la pobreza extrema pasó del 95% de la población al 5%. Sin embargo, esta presencia de rendimientos crecientes significa que hay estructuras concentradas, es decir, que hay monopolios.
Entonces, la pregunta es: si se generó tanto bienestar ¿Por qué la teoría neoclásica dice que los monopolios son malos, si nos trajo tanto bienestar y tanta caída en la pobreza? Y en realidad, como diría Murray Newton Rothbard, el inventor del anarco capitalismo, el problema es que el análisis neoclásico está mal. Supongamos que tengo 10 empresas compitiendo por hacer teléfonos celulares, y una de ellas descubre una técnica para hacer un teléfono de mejor calidad a un mejor precio, naturalmente hay 9 empresas que van a quebrar.
Sin embargo, ¿Alguno de ustedes se quejaría por tener mejores teléfonos a un mejor precio? Por lo tanto, fuera la teoría neoclásica.
Entonces, veamos dónde están esos errores de la teoría neoclásica. En la versión más simple es porque dicen que el precio del monopolio es mayor que el de la competencia y que la cantidad producida es menor que en competencia. Sin embargo, ese análisis es errado porque tiene varios problemas; en primer lugar, porque es solamente un análisis de equilibrio parcial, solo considera el equilibrio en un solo mercado, y no considera el resto de la economía.
Es decir, yo tengo el monopolio sobre Javier Milei y ustedes tienen el monopolio de ustedes mismos, sobre cada uno de ustedes, y eso no tiene nada de malo, afortunadamente somos todos distintos, gracias a Dios. Es más, festejamos nuestras diferencias porque no nos gusta la uniformidad gris del socialismo. Pero no solo está mal por ser un análisis de equilibrio parcial que no considera el resto de los mercados, sino que, además, es tan burdo que no considera los efectos futuros, es decir, el impacto en el futuro de estas estructuras de mercado.
De hecho, esto me hace recordar un hermoso libro de un economista y pensador americano, Henry Hazlitt, que se llama, “La economía en una lección”, que decía: “La diferencia entre un buen economista y el mal economista, es que el mal economista solamente mira el mercado en un período, mientras que el buen economista mira todos los mercados y no solo el presente, sino también el futuro”. Por lo tanto, esto estaría mostrando que el análisis tradicional del monopolio y por el cual se los regulan, es parte de un mal análisis económico.
Y si, además, tomamos el rol que toman las ganancias como elemento para generar crecimiento económico, además, meterse con los beneficios implica impactar negativamente sobre el crecimiento. Entonces, la pregunta es: ¿Cuál es la verdadera respuesta, o el verdadero fundamento de este análisis? Y en realidad la respuesta no está en el análisis económico, está en la estructura matemática que usa el equilibrio general. Básicamente, tiene que ver con el análisis del óptimo de Pareto y el problema de las no convexidades en el conjunto de producción.
El óptimo de Pareto, para que el equilibrio existente sea óptimo de Pareto, tanto los consumidores como los productores deberían estar maximizando. Y el problema es que cuando tenemos rendimientos crecientes tenemos funciones de producción convexas y el problema con esas funciones es que no se puede encontrar un máximo. Naturalmente, eso es un error matemático también porque si yo tengo rendimientos crecientes puedo encontrar un máximo si utilizo todas las dotaciones de la economía y entonces ahí aparecería otro problema que me quedaría una sola empresa; pero eso que parece algo empíricamente correcto también tiene otro error conceptual porque básicamente implica desconocer la naturaleza de la firma y entre otras cosas, deja de lado el hecho de que las firmas son manejadas por seres humanos y naturalmente cuando ustedes más quieran trabajar para producir más, el costo de oportunidad del tiempo libre crece fenomenalmente.
De qué le serviría un trabajo de que le ofrezcan 12 millones de dólares al año si ustedes tuvieran que trabajar los 7 días de la semana 24 horas. Se van a chocar contra su propia humanidad. Sin embargo, el análisis neoclásico trabaja a las firmas como si fueran máquina y no como empresas que dependen, son de los seres humanos.
Finalmente, otras de las críticas que se les hacen a los monopolios es que generan menos cantidades producidas en la economía y eso también es falso porque ese dinero que ganan los monopolistas, evidentemente lo pueden volcar al consumo y generar producción y empleo en otros lugares de la economía.
Ahora vamos a hacer un par de casos que irriten más a los keynesianos. ¿Qué sucede si esas grandes ganancias las ahorramos? Ese ahorro se transforma en inversión en otras empresas y eso genera crecimiento del producto y del empleo en otros sectores. No se pierde nada. O supongamos que este monopolista es tan ambicioso que quiere invertir todo en su propia empresa. Tal que todo su ahorro se transforma en inversión. Pero esa inversión significa más capital, más productividad, mayores salarios y al mismo tiempo más producción del bien, por lo tanto, baja el precio, por lo tanto, mayores salarios y menores precios, por lo tanto, todo es ganancia de bienestar.
Es más, entonces como ya no le podemos encontrar más ataques al monopolista, ya que si consume genera bienestar, ya que si ahorra en el sistema financiero genera bienestar y si ahorra e invierte en sí mismo también genera bienestar. Ahora pensemos que pasa si el “maldito empresario” decide enterrar ese dinero. Así nadie puede acceder a ese dinero.
¿Qué es lo que va a ocurrir? Se va reducir la cantidad de dinero en la economía y van a bajar los precios beneficiando a toda la población. Y es más, este empresario tan malo a los que más va a beneficiar son a los que menos tienen porque son lo que se benefician de la deflación. Por lo tanto, todo lo que acabamos de ver es que todos los análisis que justifican la intervención lo único que hace es crear más Estado y mayor daño a la gente.
Por lo tanto, para cerrar esta presentación, voy a mostrar como la intervención socialista lo que hace es destruir la economía. Y básicamente este ataque que hacen los socialistas es básicamente desde dos puntos de vista. Por un lado está la regulación de los monopolios, que al regular los monopolios quiebra el efecto de los rendimientos crecientes y hacen que las economías se estanquen. Si se regulara bajo el ideal neoclásico la cuasi renta sería cero. Y por lo tanto estaríamos en un mundo de la competencia perfecta donde no hay incentivos a crecer.
En el fondo lo que hace es abortar el proceso de destrucción creativa a la Schumpeter. Porque estos procesos de destrucción creativa parten de la idea de resolver algunos problemas de la sociedad que les permite más dinero y eso es lo que genera el progreso tecnológico y el crecimiento. Por lo tanto, si regulo los beneficios, si regulo la ganancia, el problema que voy a tener es estancamiento. Al margen de que regular precios y cantidades implica destruir el derecho de propiedad.
De hecho, les voy a contar un caso de un país que conozco, llamado Argentina. Un país que entró al siglo XX siendo uno de los países más ricos del mundo y que sin embargo hoy está 140 en el ranking mundial, con más de 50% de pobres y más de 10% de indigentes. Y cuando uno mira la cantidad de regulaciones, uno va a entender por qué.
Dentro de nuestros equipos de gobierno, hemos descubierto, por el momento, 380 mil regulaciones que traban el funcionamiento del sistema económico. Y de hecho, nuestras dos grandes pedidos de medidas, de reformas estructurales, el DNU y la Ley de Bases, propuestas que proponen darle más libertad a los argentinos, ir hacia estructuras de mercado más competitivas y sobre todas las cosas, eliminar la corrupción de la política, nos encontramos con grandes resistencias por parte de los beneficiarios de este sistema decadente, que empobrece a los argentinos de bien en favor de la casta corrupta.
Donde la casta corrupta se compone de políticos ladrones, que ponen sus privilegios por encima del bienestar de los argentinos, por empresarios prebendarios que hacen negocios con los políticos corruptos, por medios de comunicación corruptos que están muy enojados con nosotros porque les eliminamos la pauta oficial, también por los sindicalistas que se ocupan de sus negocios en contra de la gente, y además por aquellos profesionales que son funcionales a la religión del Estado que viven de defender a estos corruptos.
Por lo tanto, tomarán conciencia de la gran pelea que estamos dando. Pero no nos vamos a rendir en volver a hacer Argentina grande nuevamente.
La otra gran amenaza por donde atacan los socialistas y el estatismo es básicamente la discusión entre eficiencia y distribución, donde ahí se señala al capitalismo como un sistema hiper individualista y se lo compara con el altruismo socialista con el dinero ajeno. Siempre con el dinero ajeno. Y esta aberración se lleva a cabo en nombre de la justicia social, donde Hayek hablaba de las palabras comadreja. Donde cada vez que le ponían un adjetivo, significaba totalmente lo opuesto. De hecho como dice el gran Jesús Huerta de Soto, la justicia social es violenta e injusta, no es ni justa ni social ni nada, es una aberración.
En primer lugar, es injusta porque implica un trato desigual frente a la ley y la redistribución que implica la justica social es robarle a uno para darle a otro. Lo que hace que la justicia social además de ser violenta sea injusta. En el mismo sentido, esto se agrava con la idea de la democracia ilimitada. Es decir, la democracia originalmente fue diseñada para respetar el derecho de las más pequeñas de las minorías, el individuo. Pero cuando ingresan las ideas socialistas e ingresa la idea de la democracia ilimitada, ingresa el populismo.
Pero para que no quede en algo tan abstracto les voy a dar un ejemplo. Supongamos que se juntan cuatro lobos y una gallina. Ahora vamos votar por qué se come hoy a la noche. Se acaban de comer la gallina.En el fondo eso también es lo que pasa en la economía, la gallina de los huevos de oro es el segmento que genera riqueza, pero por la forma de la distribución del ingreso, el 80% de la población tiene un ingreso menor que el ingreso promedio. Y ahí es cuando aparece el político populista que dice que hay que sacarles a los ricos para darle a los pobres.
No solo Venezuela, Argentina y todo el populismo latinoamericano. Y cuando eso ocurre, se destruye los beneficios y se destruye el crecimiento económico. Si lo quieren en términos prácticos, Argentina es un país que produce alimentos para más de 400 millones de seres humanos y la presión fiscal sobre el sector productor de alimentos es del 70%. Es decir que el Estado se queda con el alimento de 280 millones de seres humanos. A pesar de ello, hay 5 millones de argentinos que no les alcanza para comer gracias al maldito Estado.
Otra parte que también discuten los socialistas y que tiene que ver con la distribución del ingreso, dicen que el sistema es injusto, hay un hermoso libro de Israel Kirzner, que se llama creatividad, capitalismo y justicia distributiva. Y ese libro parte de la hipótesis que Kirzner dice, el sistema capitalista es más productivo pero que si fuera verdaderamente injusto, no habría motivos para defenderlo. En ese sentido, trabaja sobre dos ideas, trabaja con el principio de apropiación de Locke, el que se lo descubre se lo queda.
Si ustedes descubren algo, son los dueños de esos. Y la otra idea es la de Hayet, que es la de mercado como proceso de descubrimiento, que implica que no hay una torta para repartir, sino que esa torta se va creando cuando se va produciendo. Por lo tanto, si esa torta se va descubriendo mientras que ustedes van avanzando en el proceso productivo, por lo tanto, lo lógico es que esa torta sea apropiada por aquel que la fue descubriendo. Por lo tanto, ahora el sistema no solo que es más productivo, sino que además es el único sistema que es justo.
Y la verdad es que digamos todo esto a los socialistas los tenemos más que en jaque mate, ya les diría que… por eso les voy a dar una más, les voy a dar bis. Naturalmente cuando uno regula los monopolios, regula las empresas, lo que eran los procesos competitivos y al mismo tiempo introduce en concepto de la justicia social, evidentemente eso conduce al estancamiento. Y ese estancamiento dado el crecimiento de la población lleva al empobrecimiento paulatino de ese país, ¿Y cómo corrigen esto?
lo corrigen con la agenda asesina del aborto. Una agenda asesina que podemos encontrar sus orígenes ya con los egipcios intentando exterminar a los judíos o con el caso de Malthus con su tratado sobre la población y la ley de hierro y salarios que promovía en control de la natalidad; o más cercano -a fines de la década del 60- el Club de Roma, donde el Club de Roma decía que como mundo se movía con energía fósiles y como esas energías no son renovables, predecían que en el año 2000 se iban a agotar esos recursos.
Y sin embargo, esa situación lo que iba a generar es que no hubiera alimentos para todos y que nos íbamos a morir y que solamente quedaríamos mil millones de personas en el planeta tierra. Y en base a eso, hoy habiéndose desclasificado los archivos de Nixon y Kissinger sabemos que propusieron esa agenda asesina del aborto; donde, por ejemplo, (INAUDIBLE) tiene más locales que McDonald´s en todo el mundo. Pero afortunadamente se equivocaron de nuevo porque hoy en el mundo viven 8 mil millones de seres humanos.
Sin embargo, no cesan esa agenda asesina, de hecho, el postmarxismo frente a su derrota en lo económico trasladó sus batallas de lucha de clases a otros aspectos de la vida, por ejemplo, el ecologismo; donde plantea la lucha del hombre con la naturaleza, donde culpan al ser humano del calentamiento global, cuando esto ya ha pasado cuatros veces en la historia del planeta tierra y no vivía el ser humano, y donde para corregir este problema a los neomarxistas no se le ocurre otra cosa que exterminar a los humanos, si verdaderamente tuviéramos un problemas de recursos deberíamos estar esperando colonizar otros planeta, no condenarnos a la muerte.
De hecho, todos esos análisis en contra del crecimiento de la población son falsos, entonces le quiero dejar el caso de un economista muy optimista que se llamaba Julian Simon, que señalaba que el crecimiento de la población traía más progreso tecnológico, entonces, por ejemplo, señalaba que había crecimiento tecnológico impulsado por la demanda, donde básicamente al haber más personas y haber problemas de escasez y demás eso afectaba al sistema de precios y generaba nuevas reformas y nuevos progresos tecnológicos para resolver dichos problemas, y por otra parte señalaba el progreso tecnológico impulsado por el lado de la oferta, donde -por ejemplo- las chances de que tenga Mozart es mucho más grande si vive 1 millón de personas que si viven 10.
En definitiva, el mensaje es el siguiente: no dejen avanzar al socialismo, no avalen la regulación, no avalen la idea de los fallos del mercado, no permitan el avance de la agenda asesina y no se dejen llevar por los cantos de sirena de la justicia social; yo vengo de un país que compró todas esas ideas estúpidas y de ser un país de los más ricos del mundo está en el lugar 140. Por lo tanto, no entreguen su libertad, peleen por su libertad, porque si no pelean por la libertad los van a llevar a la miseria.
Pero quiero dejarles también un mensaje de optimismo, Argentina parecía un país de ovejas condenado a la pobreza que nos marcan los socialistas y recuerdo cuando inicié mi carrera política para ser diputado Nacional dije: que yo no venía a guiar corderos, venía a despertar leones. Y fue así que cada día despertamos más leones y el mensaje de la libertad, no solo nos llevó a la presidencia a la Presidencia de la Argentina, sino que además estamos despertando a todo el mundo.
Por lo tanto, no cedan frente a la lucha por la libertad, ¡viva la libertad carajo! ¡viva la libertad carajo! Muchas gracias.
Texto completo original em espanhol, publicado por Casa Rosada.
Copiadas literalmente do discurso oficial; tradução da MileiHoy.
“Naturalmente, se tivéssemos prestado atenção aos intervencionistas, hoje, em vez de termos esta bela conferência, com todas essas luzes, ainda estaríamos usando velas; é assim que os socialistas arruínam nossas vidas.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Ou seja, a produtividade per capita aumentou, e o PIB também aumentou cerca de 150 vezes, a ponto de estarmos no melhor momento da história da humanidade.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“E basicamente este ataque que os socialistas fazem é basicamente de dois pontos de vista.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Onde a casta corrupta se compõe de políticos ladrões, que colocam seus privilégios acima do bem-estar dos argentinos, de empresários prebendários que fazem negócios com políticos corruptos.”
— Javier Milei · Ver no discurso