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Um mesmo tema em um só lugar: o texto oficial, o vídeo, o que aconteceu no X, como cada veículo contou e o discurso completo.
Discurso completo · Institucional
Casa Rosada17 min de leitura

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O discurso foca nas conquistas do governo e a eliminação do controle cambial é apresentada como uma vitória que beneficiará todos os argentinos. As expressões de gratidão àqueles que apoiaram o governo indicam uma estrutura positiva e triunfante.
Fonte: Casa Rosada (CC BY 2.5 AR). Tradução realizada pela MileiHoy
Fim do Cepo: Cadena Nacional do Presidente Javier Milei
Queridos argentinos: tenho a satisfação de me dirigir a vocês com uma notícia que muitos de nós estávamos aguardando há muito tempo. Há algumas horas, o Ministério da Economia da Nação e o Banco Central da República Argentina terminaram de romper o último elo da cadeia que mantinha nossa economia nacional amarrada ao chão por já 15 anos. Desde este momento, eliminamos o cepo cambiário da economia argentina para sempre.
Quando pedi seu voto, disse que vinha para arrumar a economia desde a raiz, sem atalhos ou gradualismo, sob a premissa de que uma economia saudável e sustentável tem três fundamentos: ordem fiscal, ordem monetária e ordem cambial. Após um duro primeiro ano de trabalho, hoje podemos considerar concluído o processo de saneamento macroeconômico argentino, tendo trazido ordem a esses três pilares fundamentais.
Por isso, gostaria de agradecer a vocês primeiro por terem tido a coragem de mudar o rumo de seu destino como argentinos e agradecer ainda mais por terem atravessado as turbulências que enfrentamos durante este quase um ano e meio que levamos como governo da forma que o fizeram. Também quero agradecer aqueles atores da liderança política que entenderam o processo de mudança que estávamos vivendo, sem mesquinharias ou condicionamentos.
Por exemplo, aqueles 87 heróis que defenderam o superávit fiscal, defendendo os vetos que fomos forçados a fazer para frear a demagogia populista de alguns outros. Sem distinção de cores políticas, cada um dos 46 milhões de argentinos que habitam este solo teve que atravessar uma prova de fogo. E hoje, com muito orgulho, podemos olhar para trás e dizer que a superamos. Vocês tiveram a valentia de escolher a liberdade em vez da servidão e assim abandonaram a lenta agonia em que estávamos mergulhados há quase 15 anos, para passar pelo trago amargo de uma só vez e para sempre, sabendo que seria definitivo.
Isso não foi por um capricho de nossa parte, mas um passo necessário para corrigir décadas de horrores econômicos que nos trouxeram até 10 de dezembro de 2023. Assim, passamos de ser o pior aluno do mundo em matéria econômica a fazer os deveres e passar a ser o aluno exemplar.
Em primeiro lugar, aprovamos o exame fiscal: passamos de mais de 100 anos de déficit fiscal crônico a ser um dos cinco países do mundo que só gastam o que arrecadam e nem um peso mais. Em segundo lugar, aprovamos o exame monetário: passamos de ser um país com inflação descontrolada por décadas, ao ponto de destruirmos cinco signos monetários, a termos imposto um teto à quantidade de pesos emitidos, que fez cair a taxa de inflação entre 10 e 25 vezes, dependendo se olharmos o índice de preços ao consumidor ou o índice de preços ao produtor, o que nos levou a ver uma apreciação do peso sem precedentes, com sua consequente queda da pobreza. E hoje, em terceiro lugar, pudemos tirar o último espinho que nos infligia uma dor profunda, nos desfizemos do cepo cambiário que era uma aberração que nunca deveria ter existido.
Há alguns minutos, o Fundo Monetário anunciou um programa sem precedentes para a Argentina que cumprirá um papel importante em tornar isso possível. Digo sem precedentes porque é a primeira vez na história que o Fundo aprova um programa que não é para financiar a transição de uma macroeconomia desordenada a uma ordenada, mas para respaldar um plano econômico que já deu frutos. Por esse voto de confiança, quero agradecer a todo o conselho do Fundo Monetário Internacional e especialmente a Kristalina Georgieva, a presidente do organismo.
Historicamente, os programas do Fundo Monetário Internacional foram desenhados para financiar o desequilíbrio fiscal diante da impossibilidade de conseguir financiamento no mercado de capitais. Ao mesmo tempo, a correção fiscal sempre foi realizada por meio do aumento de impostos. No entanto, conosco, isso mudou. Não apenas colocamos as contas fiscais em ordem em tempo recorde, mas quase a totalidade do ajuste recaiu sobre o Estado e não sobre os argentinos de bem. Este programa, entre Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial, BID e um repo do Banco Central, ascende a 32 bilhões de dólares, dos quais 19,6 bilhões serão desembolsados de forma imediata. Assim, para o mês de maio, as reservas brutas do Banco Central estarão em torno de 50 bilhões de dólares.
Com esse nível de reservas, podemos respaldar tranquilamente todos os pesos existentes de nossa economia, proporcionando mais segurança monetária a nossos cidadãos. Para explicar, o Banco Central, como qualquer agente da economia, tem um balanço patrimonial, cuja identidade contábil indica que o patrimônio líquido do mesmo é dado pela diferença entre seus ativos e passivos. Os ativos do Banco Central são compostos por reservas internacionais e títulos públicos emitidos pelo Governo Nacional.
Quanto ao passivo, encontramos a base monetária, ou seja, o dinheiro que está nas mãos de indivíduos e bancos como depósitos; e a dívida remunerada, as famosas Lebacs, depois Leliqs e depois passes. Nesse sentido, quando os passivos do Banco Central aumentam, seja por emissão de pesos contra títulos públicos que não têm mercado, ou seja, emissão espúria, ou pelo acréscimo de juros dos passes, o patrimônio do Banco Central se deteriora.
Dessa forma, à medida que o patrimônio líquido se torna cada vez mais negativo, é necessário um maior nível de preços para diluir as dívidas do Banco Central, de modo que se ajuste ao tamanho real dos ativos do mesmo. Nesse sentido, à medida que o tesouro se financia colocando títulos sem valor no Central, o nível de preços de longo prazo é mais alto e, com isso, maior a taxa de inflação no presente. Colocado assim, é muito fácil entender por que desde a saída da convertibilidade o preço do dólar se multiplicou por 1200 vezes.
Nos últimos 25 anos, a política via Banco Central roubou dos argentinos mais de 100 bilhões de dólares. Portanto, diante de semelhante destruição do ativo, não deveria surpreender o desastre inflacionário que vivemos nos últimos 20 anos. E, dado que o dólar é um preço mais da economia, é quase natural que tenha disparado sistematicamente, sem encontrar teto.
O presente acordo busca restaurar o ativo do Banco Central e, com isso, seu patrimônio, para que assim a inflação seja apenas uma má lembrança do passado. Assim, o dinheiro que entrar no tesouro nacional será usado para cancelar sua dívida com o BCRA. Além disso, dado que esses títulos não cotizam a paridade, a dívida bruta do tesouro cairá.
Colocando em outros termos, nos próximos dias, vamos a um nível de reservas brutas tal que poderiam resgatar a base monetária a uma taxa de câmbio de 650 pesos, enquanto, se tomarmos a definição de base monetária ampla, poderia ser feito a 911 pesos. Além disso, se utilizarmos o teto da banda apresentada pelo Ministro Caputo, não só poderia ser resgatada toda a base monetária ampla, mas sobrariam cerca de 15 bilhões de dólares.
Em consequência, e retomando o que mencionei anteriormente, estamos finalmente aprovando o exame cambial. Teríamos adorado eliminar o cepo cambiário mais rapidamente, mas sempre dissemos que preferíamos eliminá-lo bem e definitivamente, em vez de fazê-lo rápido e que essa pressa significasse que a medida fosse temporária, como ocorreu no passado. Essa foi uma das tantas verdades incômodas que apresentamos à sociedade no início do nosso mandato e que souberam aceitar com determinação e paciência. Quero ser claro em algo: nunca, jamais nos últimos 120 anos tivemos ordem fiscal, ordem monetária e ordem cambial ao mesmo tempo. Nunca, esta é a primeira vez. Por isso, não venham dizer que já viram, porque desta vez realmente sim é diferente.
Sempre faltou algo, por isso cada vez que nos dirigimos a fazer as coisas bem, acabamos ficando aquém e assim nos batemos com a realidade. O pior é que nos iludimos tantas vezes que muitos argentinos se resignaram a não voltar a se iludir. Por isso, hoje isso termina, hoje rompemos a roda, a desilusão e o desencanto, e começamos a caminhar de uma vez para frente. Porque finalmente, pela primeira vez na história, a Argentina tem uma macroeconomia com todas suas matérias em ordem.
Essa nova realidade fiscal, monetária e cambial significa duas coisas para o país: por um lado, que daqui em diante não há razão para que a Argentina tenha turbulências autoinfligidas. E, em segundo lugar, que também estamos em melhores condições do que nunca para resistir a turbulências externas. Nunca a Argentina esteve tão bem equipada em seus fundamentos econômicos para resistir às tensões da economia global. Isso não nos torna impermeáveis, nenhum país do mundo é. Mas significa que, caso algo aconteça, absorveremos menos danos do que em qualquer outro momento de nossa história e nos recuperaremos com maior velocidade.
Não se deve subestimar essa vantagem com a qual outros não contam, pois hoje estamos sendo testemunhas de uma transição importante em como a economia global funciona. Não apenas na Argentina a história está sendo reescrita, mas também nos Estados Unidos e no resto dos países do mundo. Existem placas tectônicas se deslocando rapidamente após décadas de tranquilidade. A ordem internacional tal como a conhecemos após a Segunda Guerra Mundial acabou e processos de mudança como esses sempre acarretam intervalos de muita volatilidade.
Nesse sentido, em um mar de volatilidade, já não somos uma balsa de madeira à deriva; somos um verdadeiro encouraçado. Além disso, frente à possibilidade de que o choque externo se agrave, responderemos com um maior ajuste fiscal, reduzindo o gasto público. Concretamente, quando esses choques ocorrem, exige-se que a economia melhore sua conta corrente. Além disso, dado que nosso compromisso de honrar nossas dívidas é inquebrantável, isso implica melhorar a balança comercial. Isso tem que reduzir a absorção doméstica.
No entanto, na Argentina isso sempre foi feito devaluando a moeda, castigando assim os setores mais vulneráveis. Em outros momentos, isso foi feito aumentando os impostos para repartir a carga do ajuste. Em nosso governo, a absorção cairá por meio de uma redução do tamanho do Estado, de modo a que o ajuste não impacte sobre o setor privado, o verdadeiro motor da economia.
Nesse sentido, embora para assegurar o déficit zero precisemos de um superávit primário de 1,3% do PIB, à luz dos acontecimentos internacionais recentes, decidimos elevá-lo para 1,6%. Assim, eliminado o risco fiscal, eliminado o risco monetário e agora também eliminando o risco cambial, ficaram assentadas as bases para a estabilidade e o crescimento sustentado para o médio e longo prazo. De agora em diante, a economia real dos argentinos melhorará o quadro de tal estabilidade e crescerá como nunca antes.
A economia que antes era dilapidada pela política foi devolvida ao setor privado, o que aumentará o investimento e o consumo. Além disso, a normalização da macroeconomia argentina que hoje culmina implicará necessariamente a redução do risco país e, consequentemente, da taxa de juros, barateando o custo do crédito privado e também produzindo mais investimento.
Na verdade, o ajuste fiscal realizado nos garantirá um piso de crescimento de longo prazo de 4,5%, ao qual devemos somar as reformas estruturais que implementamos com o DNU 70/23, a Lei de Bases e as desregulações feitas pelo Ministério de Desregulação, que, somadas no primeiro ano de gestão, totalizam mais de 1700 reformas estruturais. A curto prazo, a economia continuará crescendo pela recomposição dos estoques das empresas, que haviam sido utilizados para se proteger da inflação.
Além disso, a queda da inflação revalorizou os salários e as aposentadorias, melhorando o poder de compra de todos os nossos cidadãos. Ao mesmo tempo, o crédito privado voltou e estamos vendo um boom sustentado de créditos hipotecários há mais de um ano. Ao mesmo tempo, já estamos percorrendo o caminho da redução de impostos, tornando nosso setor privado mais competitivo. E como se tudo isso não fosse pouco, estamos nos abrindo ao mundo como nunca antes fizemos. A longo prazo, cresceremos ainda mais, porque nosso objetivo é nos tornarmos o país mais livre do mundo.
Para isso, continuaremos reduzindo a carga tributária total, seja pela eliminação do imposto inflacionário ou pela redução de impostos diretos que estamos enfrentando junto com o superávit fiscal.
Por último, a normalização do mercado de câmbio que estamos anunciando hoje que torna possível o investimento direto estrangeiro, dado que alguém só investe quando sabe que poderá dispor do fruto de seu investimento como quiser, será um novo motor de crescimento. Isso é, durante os últimos 15 anos, a política colocou um cepo ao investimento e abriu a torneira do gasto público e da emissão monetária. Nós fizemos o contrário, colocamos um cepo ao Estado, um cepo à emissão e liberamos a torneira da iniciativa privada para que os investimentos possam finalmente chegar à Argentina.
Por todos esses motivos, a recuperação que vemos há meses se acelerará e se transformará em um crescimento sustentado. Nessas condições, a Argentina será o país com maior crescimento econômico dos próximos 30 anos. Em vez de falar de crescimento a taxas chinesas, em breve o mundo falará de crescer a taxas argentinas. E a esse ritmo, depois de alguns anos, a Argentina será grande novamente.
Isso não acontecerá da noite para o dia. Nada valioso na vida funciona assim, mas sim pouco a pouco e com a certeza de que, tanto na frente interna quanto na frente externa, temos os deveres cumpridos para mitigar o máximo possível qualquer tipo de volatilidade. No médio prazo, dados os fundamentos do programa, a inflação não tem outro destino senão colapsar, porque nunca mais verá emissão de pesos sem lastro. A inflação vai colapsar inevitavelmente, apesar das tentativas de gerar instabilidade de quem ainda quer impedir a mudança.
Digo ainda porque, como vimos nas últimas semanas, dada a volatilidade e a incerteza geradas por aqueles que espalharam mentiras sem qualquer tipo de vergonha, este mês vimos uma interrupção no processo de desinflação. Infelizmente, esses são os efeitos da aberração da lei Guzmán que nos obrigou a ir ao Congresso pedir autorização para aprovar este acordo com o Fundo, quando isso não ocorre em nenhum país do mundo.
Amarrados pela reserva necessária própria desses acordos, tivemos que ver como durante semanas políticos e economistas geraram pânico e incerteza na população. No entanto, além das vitórias de curto prazo que possam obter, a inflação não tem outro destino senão desaparecer, porque a inflação é sempre e em todo lugar um fenômeno monetário, que se produz por um excesso na oferta de dinheiro, seja porque aumenta a oferta, porque a demanda cai ou ocorrem as duas coisas ao mesmo tempo.
Como nosso programa contempla eliminar a emissão de pesos sem lastro para sempre, a inflação argentina tarde ou cedo vai desaparecer. Exceto pelos maiores, a maioria dos argentinos nunca viu algo assim. Tudo isso significa que, eliminando todos os fatores de risco que historicamente complicaram para os argentinos avançarem, podemos começar a aproveitar como país todas as virtudes e vantagens comparativas que temos. Todo o nosso talento, todos os nossos recursos, toda a capacidade de cooperação, o esforço e a ambição dos argentinos agora encontrará um canal de progresso e não se chocará mais com os obstáculos de sempre.
Temos uma diversidade de ecossistemas invejada por praticamente qualquer nação do mundo. Cada um desses biomas representa diferentes oportunidades potenciais, desde o cultivo de soja nas planícies até a extração de petróleo, o turismo nos lagos ou a mineração nas montanhas. Contamos com centenas de milhares de argentinos distribuídos pelo mundo que dão testemunho do talento argentino ocupando cargos hierárquicos em empresas líderes, seja no Silicon Valley, no Oriente Médio ou na Europa, ansiosos para voltar a reconstruir o país que os viu nascer e ver seus filhos crescerem em sua terra natal.
Temos capital humano de primeiro nível aqui também, um capital humano que conseguiu se tornar competitivo a nível global tendo inflações mensais que outros países não têm em décadas. O mesmo capital humano que conseguiu se sobrepor a uma das maiores pressões fiscais do mundo. Os argentinos aprendemos a tirar água de pedras e com todos os fatores macroeconômicos contra. Por que somos o país com mais unicórnios tecnológicos per capita da região, mesmo com o menor investimento. Imagine como podemos nos sair com o vento a nosso favor.
Desde há um ano contamos com o RIGI que já nos tornava fiscalmente atraentes para investimentos de mais de 200 milhões de dólares, dos quais já aprovamos mais de 12 bilhões de dólares. Agora, sem controle de capitais, não haverá mais qualquer tipo de restrição cambial para nenhum investimento e todo esse potencial poderá ser liberado e, por si só, contamos com uma vontade férrea de nos tornarmos o país mais livre do mundo.
A única conclusão que se pode tirar de tudo isso é que, nos próximos anos, na Argentina será possível avançar. Transformaremos toda a nossa energia potencial contida em energia cinética que nos levará a ser um país pujante. Porque como dizem as sagradas escrituras: “Los últimos serán los primeros” e a Argentina, após caminhar durante décadas com os últimos, está destinada a recuperar seu lugar entre os primeiros.
Por isso, a todos os argentinos que trabalham, que economizam, aos que são empregados, autônomos, aos que têm um negócio, aos que arriscam capital e investem e também àqueles que observam de fora perguntando se vale a pena apostar na Argentina, quero dizer que vejam nossa gestão como um aliado, como uma verdadeira oportunidade. Se o setor privado é o trem que nos leva a um futuro melhor, nossa função é ser aqueles que removem os obstáculos do caminho, eliminando todas as regulamentações, taxas, impostos e tarifas que dificultam o trabalho, o investimento e a inovação.
Esse trem do progresso já está em marcha. Me atrevo a dizer até que é imparável. Mas não queremos que seja uma viagem para poucos, suas portas estão e continuarão abertas e nossa ambição é que nenhum argentino fique de fora. Homens, mulheres, jovens, adultos, em Buenos Aires, em Santa Fe, na Terra do Fogo, em todas as latitudes da pátria, crentes e não crentes, liberais, peronistas radicais, PRO, não importa o partido ou credo que defendam. Não importa a quem votaram. Não importa, inclusive, se conspiraram para que este governo fracassasse. Se o país cresce, a todos nos irá melhor. A quem gosta do nosso governo e a quem não, também irá melhor.
Durante tempo demais, a Argentina foi injustamente punida por uma longa lista de decisões equivocadas de uma longa lista de políticos. Fizeram sentir pequeno um país grande. E fizeram sentir impotente um povo nobre. Isso também terá fim. Todos os argentinos merecem muito mais do que isso e todos os argentinos finalmente terão o que merecem.
Teremos um país em que avançar seja fácil para quem faz as coisas bem, teremos um país em que, com esforço, com trabalho ou com talento, cada um conseguir levar adiante seu projeto de vida. E assim começará uma era dourada para todos que quiserem prosperar no solo argentino. Que colocará a Argentina novamente no lugar que merece na economia global como um exemplo de liberdade e prosperidade.
Todos têm minha promessa inquebrantável de que não descansaremos nem um segundo até conseguirmos. Tenham a tranquilidade de que tudo está de acordo com o plano. Este é o futuro da Argentina. Este é o futuro dos argentinos. E esta é a mensagem que queria trazer a todos vocês hoje.
Que Deus bendiga a los argentinos y que las fuerzas del cielo nos acompañen. Muchas gracias.
Fin del Cepo: Cadena Nacional del Presidente Javier Milei
Queridos Argentinos: tengo el agrado de dirigirme a ustedes con una noticia que muchos estábamos esperando hace mucho tiempo. Hace unas horas el Ministerio de Economía de la Nación y el Banco Central de la República Argentina han terminado de romper el último eslabón de la cadena que mantenía nuestra economía nacional atada al piso hacía ya 15 años. Desde este momento, eliminamos el cepo cambiario de la economía argentina para siempre.
Cuando les pedí el voto les dije que venía a arreglar la economía de raíz, sin atajos ni gradualismo, bajo la premisa de que una economía sana y sostenible tiene tres fundamentos: orden fiscal, orden monetario y orden cambiario. Luego de un duro primer año de trabajo, hoy podemos dar por concluido el proceso de saneamiento macroeconómico argentino habiendo traído orden a estos tres pilares fundamentales.
Por eso, me gustaría agradecerles primero por haber tenido el coraje de cambiar el rumbo de su destino como argentinos y agradecerles, aún más, por haber atravesado las turbulencias que atravesamos durante este casi año y medio que llevamos como gobierno de la forma que lo hicieron. También quiero agradecerles a aquellos actores de la dirigencia política que sí entendieron el proceso de cambio que estábamos viviendo, sin mezquindades ni condicionamientos.
Por ejemplo, aquellos 87 héroes que defendieron el superávit fiscal, defendiendo los vetos que fuimos forzados a realizar para frenar la demagogia populista de algunos otros. Sin distinción de colores políticos cada uno de los 46 millones de argentinos que habitan este suelo tuvieron que atravesar una prueba de fuego. Y hoy, con mucho orgullo, podemos mirar hacia atrás y decir que la hemos superado. Han tenido la valentía de elegir la libertad por sobre la servidumbre y así abandonaron la lenta agonía en la que estábamos sumidos hacía casi 15 años, para pasar el trago amargo de una sola vez y para siempre, sabiendo que sería definitivo.
Esto no fue por un capricho de nuestra parte, sino un paso necesario para corregir décadas de horrores económicos que nos trajeron hasta el 10 de diciembre de 2023. Así pasamos de ser el peor alumno del mundo en materia económica a hacer los deberes y pasar a ser el alumno ejemplar.
En primer lugar, aprobamos el examen fiscal: pasamos de más de 100 años de déficit fiscal crónico a ser uno de los cinco países del mundo que solo gastan lo que recaudan y ni un peso más. En segundo lugar, aprobamos el examen monetario: pasamos de ser un país con inflación descontrolada por décadas, al punto que destruimos cinco signos monetarios, a haberle puesto un tope a la cantidad de pesos emitidos, que ha hecho caer la tasa de inflación entre 10 y 25 veces, según se mire el índice de precios al consumidor o el índice de precios mayoristas, lo que nos hizo ver una apreciación del peso sin precedentes, con su consecuente caída de la pobreza. Y hoy, en tercer lugar, pudimos sacar la última espina que nos infligía un dolor profundo, nos deshicimos del cepo cambiario que era una aberración que nunca debería haber existido.
Hace algunos minutos el Fondo Monetario anunció un programa inédito para la Argentina que cumplirá un papel importante en hacer esto posible. Digo inédito porque es la primera vez en la historia que el Fondo aprueba un programa que no es para financiar la transición de una macroeconomía desordenada a una ordenada, sino para respaldar un plan económico que ya ha rendido sus frutos. Por ese voto de confianza quiero agradecerle a todo el board del Fondo Monetario Internacional y en especial a Kristalina Georgieva la presidente del organismo.
Históricamente los programas del Fondo Monetario Internacional estaban diseñados para financiar el desequilibrio fiscal ante la imposibilidad de conseguir financiamiento en el mercado de capitales. Al mismo tiempo, la corrección fiscal siempre se llevaba a cabo mediante suba de impuestos. Sin embargo, con nosotros, esto cambió. No solo pusimos las cuentas fiscales en orden en tiempo récord, sino que además casi la totalidad del ajuste recayó en el Estado y no en los argentinos de bien. Este programa, entre Fondo Monetario Internacional, Banco Mundial, BID y un repo del Banco Central, asciende a 32.000 millones de dólares, de los cuales 19,600 millones serán desembolsados de modo inmediato. De esta manera, para el mes de mayo, las reservas brutas del Banco Central estarán en torno a los 50,000 millones de dólares.
Con este nivel de reservas podemos respaldar tranquilamente todos los pesos existentes de nuestra economía, brindándole más seguridad monetaria a nuestros ciudadanos. Para explicarlo, el Banco Central como cualquier agente de la economía tiene un balance patrimonial, cuya identidad contable señala que el patrimonio neto del mismo viene dado por la diferencia entre sus activos y pasivos. Los activos del Banco Central se componen de reservas internacionales y títulos públicos emitidos por el Gobierno Nacional.
En cuanto al pasivo ahí encontramos la base monetaria, esto es el dinero que está en manos de los individuos y los bancos como encajes; y la deuda remunerada, las famosas Lebacs, luego Leliqs y después pases. En este sentido, cuando suben los pasivos del Banco Central, ya sea por emisión de pesos contra títulos públicos que no tienen mercado, es decir emisión espuria o por el devengamiento de intereses de los pases, el patrimonio del Banco Central se deteriora.
De este modo, en la medida que el patrimonio neto se hace cada vez más negativo, se necesita un mayor nivel de precios para licuar las deudas del Banco Central, tal que se ajuste al tamaño real de los activos del mismo. En este sentido, en la medida que el tesoro se financia colocando títulos sin valor en el Central, el nivel de precios de largo plazo es más alto y, con ello, mayor la tasa de inflación en el presente. Puesto así es muy fácil entender por qué desde la salida de la convertibilidad el precio del dólar se multiplicó por 1200 veces.
En los últimos 25 años, la política vía el Banco Central, le robó a los argentinos más de 100 mil millones de dólares. Por lo tanto, ante semejante destrucción del activo, no debería sorprender el desastre inflacionario que hemos vivido en los últimos 20 años. Y, dado que el dólar es un precio más de la economía, es casi natural que se haya disparado sistemáticamente, sin encontrar techo.
El presente acuerdo lo que busca es restaurar el activo del Banco Central y con ello su patrimonio, para que de este modo la inflación sea solo un mal recuerdo del pasado. Así, el dinero que ingrese al tesoro nacional, el mismo lo usará para cancelar su deuda con el BCRA. Es más, dado que estos títulos no cotizan a paridad, la deuda bruta del tesoro caerá.
Puesto, en otros términos, en los próximos días vamos a un nivel de reservas brutas tal que se podría rescatar la base monetaria a un tipo de cambio de 650 pesos, mientras que, si tomamos la definición de base monetaria amplia, se podría hacer a 911 pesos. Es más, si utilizamos el techo de la banda presentada por el Ministro Caputo, no solo podría rescatarse toda la base monetaria amplia, sino que sobrarían cerca de 15 mil millones de dólares.
En consecuencia y retomando lo que mencionaba anteriormente, estamos finalmente aprobando el examen cambiario. Nos hubiera encantado eliminar el cepo cambiario más rápido, pero siempre les dijimos que preferíamos eliminarlo bien y definitivamente, por sobre eliminarlo rápido y que este apuro significará que la medida fuera transitoria como sucedió en el pasado. Esa fue una de las tantas verdades incómodas que le planteamos a la sociedad al principio de nuestro mandato y que supieron aceptar con determinación y paciencia. Quiero ser claro con algo: nunca jamás en los últimos 120 años tuvimos orden fiscal, orden monetario y orden cambiario a la vez. Nunca, esta es la primera vez. Por eso, no vengan a decir que ya la vieron, porque esta vez verdaderamente sí es diferente.
Siempre faltó algo, por eso cada vez que nos encaminamos a hacer las cosas bien nos terminamos quedando cortos y así nos terminamos golpeando con la realidad. Lo peor es que nos ilusionamos tantas veces que muchos argentinos se resignaron a no volver a ilusionarse. Por eso hoy se termina, hoy rompemos la rueda, la desilusión y el desencanto y comenzamos a caminar de una vez hacia adelante. Porque finalmente por primera vez en la historia la Argentina tiene una macroeconomía con todas sus asignaturas en orden.
Esta nueva realidad fiscal, monetaria y cambiaria, significa dos cosas para el país: por un lado, que de aquí en adelante no hay razón para que la Argentina tenga turbulencias autoinfligidas. Y, en segundo lugar, que también estamos en mejores condiciones que nunca para resistir turbulencias externas. Nunca la Argentina estuvo tan bien equipada en sus fundamentos económicos para resistir las tensiones de la economía global. Esto no nos vuelve impermeables, ningún país del mundo lo es. Pero significa que, en caso de que algo ocurriera, absorberemos menos daño que en cualquier otro momento de nuestra historia y nos recuperaremos a una mayor velocidad.
No hay que subestimar esta ventaja con la que otros no cuentan, porque hoy estamos siendo testigos de una transición importante en cómo funciona la economía global. No solo en Argentina la historia se está reescribiendo, sino también en Estados Unidos y en el resto de los países del mundo. Hay placas tectónicas que se están desplazando rápidamente luego de décadas de quietud. El orden internacional tal como lo conocemos después de la Segunda Guerra Mundial ha terminado y procesos de cambio como estos siempre conllevan intervalos de mucha volatilidad.
En este sentido, en un mar de volatilidad, ya no somos una balsa de madera a la deriva; somos un verdadero acorazado. Es más, frente a la posibilidad de que el shock externo se agudice, responderemos con mayor ajuste fiscal reduciendo el gasto público. Concretamente cuando estos shocks ocurren, se requiere que la economía mejore su cuenta corriente. A su vez, dado que nuestro compromiso de honrar nuestras deudas es inquebrantable, eso implica mejorar la balanza comercial. Esto es tiene que bajar la absorción doméstica.
Sin embargo, en Argentina esto se hizo siempre devaluando la moneda, castigando así a los sectores más vulnerables. En otros momentos se lo hizo subiendo impuestos para repartir la carga del ajuste. En nuestro gobierno la absorción caerá por una reducción del tamaño del Estado, de modo tal que el ajuste no impacte sobre el sector privado, el verdadero motor de la economía.
En este sentido, si bien para asegurar el déficit cero necesitamos un superávit primario del 1,3% del PBI, a la luz de los acontecimientos internacionales recientes, hemos decidido elevarlo al 1,6%. Ya eliminado el riesgo fiscal, ya eliminado el riesgo monetario y ahora también eliminando el riesgo cambiario, han quedado asentadas las bases para la estabilidad y el crecimiento sostenido para el mediano y largo plazo. De aquí en más la economía real de los argentinos mejorarán el marco de dicha estabilidad y crecerá como nunca antes.
El ahorro de 15 puntos del PBI que antes dilapidaba la política ha sido devuelto al sector privado, lo que aumentará la inversión y el consumo. Además, la normalización de la macroeconomía argentina que hoy culmina implicará necesariamente la baja del riesgo país y en consecuencia de la tasa de interés, abaratando el costo del crédito privado y produciendo también más inversión.
De hecho, el ajuste fiscal llevado a cabo nos asegurará un piso de crecimiento de largo plazo del 4,5%, a lo cual deberíamos sumarle las reformas estructurales que hemos implementado con el DNU 70/23, la Ley Bases y las desregulaciones realizadas por el Ministerio de Desregulación, que sumadas en el primer año de gestión ascienden a más de 1700 reformas estructurales. En el corto plazo, la economía seguirá creciendo por la recomposición de los stocks de las empresas, los cuales habían sido utilizados para protegerse de la inflación.
Además, la caída de la inflación ha revalorizado los salarios y las jubilaciones, mejorando el poder de compra de todos nuestros ciudadanos. A su vez volvió el crédito privado y estamos viendo un boom sostenido de créditos hipotecarios hace más de un año. Al mismo tiempo, ya estamos transitando el camino de la baja de impuestos, volviendo más competitivo a nuestro sector privado. Y como si todo esto fuera poco estamos abriéndonos al mundo como nunca antes lo hicimos. En el largo plazo creceremos aún más, porque nuestro objetivo es convertirnos en el país más libre del mundo.
Para eso seguiremos reduciendo la carga impositiva total, ya sea, por la eliminación del impuesto inflacionario o por la reducción de impuestos directos que estamos encarando de la mano del superávit fiscal.
Por último, la normalización del mercado de cambios que estamos anunciando hoy que vuelve posible la inversión directa extranjera, dado que uno solo invierte cuando sabe que podrá disponer del fruto de su inversión como quiera, será un nuevo motor de crecimiento. Esto es, durante los últimos 15 años, la política le puso un cepo a la inversión y abrió la canilla del gasto público y de la emisión monetaria. Nosotros hicimos lo contrario, le pusimos un cepo al Estado, un cepo a la emisión y hemos liberado la canilla de la iniciativa privada para que las inversiones puedan finalmente llegar a la Argentina.
Por todos estos motivos la recuperación que venimos viendo hace meses se acelerará y se transformará en un crecimiento sostenido. En estas condiciones, Argentina será el país con mayor crecimiento económico de los próximos 30 años. En vez de hablar de crecimiento a tasas chinas pronto el mundo hablará de crecer a tasas argentinas. Y a este ritmo después de algunos años Argentina será grande nuevamente.
Esto no ocurrirá de la noche a la mañana. Nada valioso en la vida funciona así, pero sí poco a poco y con la certeza de que, tanto en el frente interno como el frente externo, tenemos los deberes hechos para mitigar lo más posible cualquier tipo de volatilidad. En el mediano plazo, dados los fundamentos del programa, la inflación no tiene ningún otro destino que colapsar, porque nunca más volverá a ver emisión de peso sin respaldo. La inflación va a colapsar indefectiblemente, pese a los intentos de generar inestabilidad de quienes todavía quieren detener el cambio.
Digo todavía porque, como hemos visto durante las últimas semanas, dada la volatilidad y la incertidumbre generada por quienes esparcieron mentiras sin ningún tipo de tapujo, este mes hemos visto una interrupción en el proceso de desinflación. Lamentablemente estos son los efectos de la aberración de la ley Guzmán que nos obligó a ir al Congreso a pedir autorización para aprobar este acuerdo con el Fondo, cuando eso no ocurre en ningún país del mundo.
Atados por la reserva necesaria propia de estos acuerdos, tuvimos que ver cómo durante semanas los políticos y los economistas generaron pánico e incertidumbre en la población. Sin embargo, más allá de las victorias de corto plazo que puedan obtener, la inflación no tiene otro destino más que desaparecer, porque la inflación es siempre y en todo lugar un fenómeno monetario, que se produce por un exceso en la oferta de dinero, ya sea porque aumenta la oferta, porque cae la demanda u ocurren las dos cosas a la vez.
Como nuestro programa contempla eliminar la emisión de pesos sin respaldo para siempre, la inflación argentina tarde o temprano va a desaparecer. Salvo los más grandes, la mayoría de los argentinos no ha visto nunca algo así. Todo esto significa que despejando todos los factores de riesgo que históricamente complicaron que los argentinos pudieran salir adelante, podemos empezar a aprovechar como país todas las virtudes y ventajas comparativas que sí tenemos. Todo nuestro talento, todos nuestros recursos, toda la capacidad de cooperación, el esfuerzo y la ambición de los argentinos ahora encontrará un cauce de progreso y ya no se chocará con los obstáculos de siempre.
Tenemos una diversidad de ecosistemas envidiada por prácticamente cualquier nación del mundo. Cada uno de estos biomas representa diferentes oportunidades potenciales, desde el cultivo de la soja en la llanura a la extracción del petróleo, el turismo en los lagos o la minería en las montañas. Contamos con cientos de miles de argentinos distribuidos por el mundo que dan testimonio del talento argentino ocupando cargos jerárquicos de empresas líderes, ya sea en Silicon Valley, en medio oriente o en Europa, ansiosos de volver a reconstruir el país que los vio nacer y de ver crecer a sus hijos en su tierra natal.
Contamos con capital humano de primer nivel aquí también, un capital humano que logró volverse competitivo a nivel global teniendo inflaciones mensuales que otros países no tienen en décadas. El mismo capital humano que logró sobreponerse a una de las presiones fiscales más altas del mundo. Los argentinos aprendimos a sacarle agua hasta las piedras y con todos los factores macroeconómicos en contra. Por algo somos el país con más unicornios tecnológicos per cápita de la región, aún con la menor inversión. Imagínese cómo nos puede ir con el viento a nuestro favor.
Desde hace un año contamos con el RIGI que ya nos volvía atractivo fiscalmente para inversiones de más de 200 millones de dólares, de las cuales ya aprobamos más de 12 mil millones de dólares. Ahora, sin control de capitales, ya no habrá ningún tipo de restricción cambiaria para ninguna inversión y todo este potencial podrá ser desatado y por si fuera poco contamos con una voluntad férrea de convertirnos en el país más libre del mundo.
La única conclusión que se puede sacar de todo esto es que, en los próximos años, en la Argentina será salir adelante. Convertiremos toda nuestra energía potencial contenida en energía cinética que nos llevará a ser un país pujante. Porque como dicen las sagradas escrituras: “Los últimos serán los primeros” y Argentina, luego de marchar durante décadas con los últimos, está destinada a recuperar su lugar entre los primeros.
Por eso, a todos los argentinos que trabajan, que ahorran, a los que son empleados, cuentapropistas, a los que tienen un negocio, a los que arriesgan capital e invierten y también a quienes observan desde afuera preguntándose si tiene sentido apostar por la Argentina, quiero decirles que vean nuestra gestión como un aliado, como una verdadera oportunidad. Si el sector privado es el tren que nos lleva a un mejor futuro, nuestra función es ser quienes quitan los estorbos del camino, eliminando todas las regulaciones, tasas, impuestos y aranceles que dificultan el trabajo, la inversión y la innovación.
Este tren del progreso ya está en marcha. Me animo a decir incluso que es imparable. Pero no queremos que sea un viaje para pocos, sus puertas están y seguirán abiertas y nuestra ambición es que ningún argentino se quede afuera. Hombres, mujeres, jóvenes, adultos, en Buenos Aires, en Santa Fe, en Tierra del Fuego, en todas las latitudes de la patria, creyentes y laicos, liberales, peronistas radicales, PRO, no importa el partido o credo al que adhieran. No importa a quién votaron. No importa, inclusive, si han conspirado para que este gobierno fracase. Si el país crece, a todos nos va a ir mejor. Les irá mejor a los que les guste nuestro gobierno y a los que no, también les irá mejor.
Durante demasiado tiempo la Argentina fue injustamente castigada por una larga lista de decisiones equivocadas de parte de una larga lista de políticos. Hicieron sentir chico a un país grande. E hicieron sentir impotente a un pueblo noble. Eso también se terminará. Todos los argentinos nos merecemos mucho más que eso y todos los argentinos tendremos finalmente lo que nos merecemos.
Tendremos un país en el que salir adelante sea fácil para el que hace las cosas bien, tendremos un país en el que, con esfuerzo, con trabajo o con talento le alcance a cada uno para poder perseguir su proyecto de vida. Y comenzará así una era dorada para todo aquel que quiera prosperar en el suelo argentino. Que pondrá a la Argentina nuevamente en el lugar que se merece en la economía global como un ejemplo de libertad y de prosperidad.
Todos tienen mi promesa inquebrantable de que no descansaremos ni un segundo hasta lograrlo. Tengan la tranquilidad de que todo marcha acorde al plan. Este es el futuro de la Argentina. Este es el futuro de los argentinos. Y este es el mensaje que quería traerles a todos ustedes hoy.
Que Dios bendiga a los argentinos y que las fuerzas del cielo nos acompañen. Muchas gracias.
Texto completo original em espanhol, publicado por Casa Rosada.
Copiadas literalmente do discurso oficial; tradução da MileiHoy.
“Durante os últimos 15 anos, a política colocou um cepo sobre o investimento e abriu a torneira do gasto público e da emissão monetária.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Transformaremos toda a nossa energia potencial em energia cinética que nos levará a ser um país próspero.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Nessas condições, a Argentina será o país com o maior crescimento econômico nos próximos 30 anos.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Fizeram um grande país se sentir pequeno. E fizeram um povo nobre se sentir impotente. Isso também vai acabar.”
— Javier Milei · Ver no discurso
“Teremos um país onde avançar será fácil para quem faz as coisas certas.”
— Javier Milei · Ver no discurso